A água e a merda

Já faz um tempo que comecei a pensar sobre que água beber. Pois entre o bebedouro e a água engarrafada, sempre preferi a segunda opção. Só há pouco passei a questionar a validade das informações contidas nas embalagens e a pureza de tais fontes, nascentes e rios que aparecem nas imagens.

Assisti ao assustador vídeo sobre a história da água engarrafada e passei a reconsiderar o bebedouro.

Não é muito melhor, mas é só 10 mil vezes mais cara

Até que, dia desses, doutor Braghini – aquele que me explicou diversas coisas sobre alimentação – contou em seu site tudo o que eu queria saber sobre a água que bebemos. Com detalhes sórdidos.

E entre tanta química, cátions, ânions, eletrólitos e nomes que eu pensei que só servissem pra gente passar no vestibular, parei no item número seis do texto. O subtítulo: a água. Aquela que não está sã e salva nem depois de filtrada.

Foi lá que me deparei com o apocalipse do ser humano. Pois se vivemos cor-de-rosamente neste mundinho composto por ruas, carros, prédios, casas e vasos sanitários, é porque, decerto, não entendemos muito bem para onde nossos dejetos são levados.

E se você já começou a fazer careta, peço licença ao doutor Braghini para levar este papo sobre água para o esgoto. E para citar um cara que ouvi falar no TEDxAmazônia.

O nome dele é André Soares e ele falou sobre a merda. Sim, assim colocada. Falou sobre o absurdo cotidiano de empurrarmos fezes, urina e o que mais acontecer água potável abaixo.

André é um grande entendedor de permacultura e defende a transformação deste hábito nada sustentável.

Tem pelo mundo quem diga que o toalete assim inventado foi uma vitória, o encontro da raça humana com a decência que lhe é cabida e que mereça celebração ainda hoje. O que é contraditório, porque se o sistema de coleta de esgoto afastou nossos excrementos do banheiro, André Soares e Carlos Braghini aparecem aqui para nos lembrar que ele pode estar trazendo tudo de volta pra sua cozinha.

Tem cocô na nossa água

Nossos dejetos vão para o esgoto, que vão para os rios. E não há tratamento que façamos que seja capaz de transformar a água em novamente potável. O esgoto é intratável, o que fazemos é diminuir sua carga poluente. Mas água incolor, insípida e inodora não significa água potável.

E é esta sujeirada toda que ingerimos diariamente – mais cloro e flúor, devidamente adicionados pelas estações de questionáveis tratamentos e que contribuem para tornar ainda mais tóxica a nossa água.

Fácil, nem vai precisar de manual de instruções

André mora numa casa sustentável, bebe água da chuva. E utiliza um banheiro seco, em que as fezes passam por tratamento próprio e não poluem a terra, a água e não cheiram.

Ele fala da fecofobia: o medo disso aí mesmo que você está pensando. Conta sobre alívio da descarga e o medo que temos de pensar diferente.

Braghini tem como fonte a torneira. Ele explica que nosso esgoto é intratável. Por isso, faz o que pode para cuidar da própria água e consumi-la em casa: usa filtro de barro e destilador (um apetrecho que eu pensei que só existisse nos laboratórios).

Braghini comenta no texto o absurdo do fato dos próprios médicos não saberem que a qualidade da água ingerida é também causadora de muitas doenças.

“Não é somente culpa de seu médico, mas do tipo de medicina ensinado nas escolas.”

Apesar das falas parecidas, em pontos distintos, você já pode adivinhar onde é que o discurso dos dois foi parar.

A vilã, a escola

“Vamos admitir, nós todos aqui que fomos à escola fundamental: ela não nos preparou para o dia de hoje.”

Foi André Soares que disse que não preparou. E se ando vendo uma boa parcela da escola de hoje, arrisco dizer que também não prepara para o dia de amanhã.

As duas histórias caem na escola porque para mudar é preciso conscientizar. Se seu médico não estudou a fundo sobre a água, é hora de você se informar e buscar alternativas.

Se não pensamos sobre possíveis mudanças nas cidades, não temos como aguardar pelo esperado dia em que chegará um presidente, um governador ou um prefeito bem informado e disposto a mudar o mundo.

E se só é possível agir no coletivo, com muitas cabeças pensantes, nenhum lugar melhor do que a escola, esse concentrado de sociedade.

É, temos muito trabalho pela frente. Quem souber por onde começamos, dê um palpite.

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30 comentários

  1. Afonso José Nunes Pinto Júnior |

    Achei bem interessante teu texto, mas quanto à agua, acho que existem coisas muito mais graves acontecendo, e que poluem nossa água, que a merda. A contaminação de mananciais, rios, meio ambiente em geral por produtos químicos dos mais diversos por culpa da indústria, agricultura, geração de energia, deteriora a água muito mais que a merda. A merda em si, bem sabemos, existe desde que existem seres vivos na terra. Quem cria peixes, sabe que os excrementos, em especial de porcos, são amplamente utilizados para adubar os açudes e tanques, sem que isto prejudique os peixes, ou quem os consuma. Muitos animais, e quem já teve cãe e gatos, em especial que deram cria, sabe que as fêmeas, enquanto amamenta, ingerem as fezes de seus filhotes e as suas próprias, sem que isto a prejudique e prejudique os filhotes. Trata-se de uma medida profilática natural, e instintiva do animal. A coprofagia por parte dos animais, muitas vezes significa que falta alguma substância em seu organismo. veja bem, não estou aqui defendendo de forma alguma que se coma merda, mas ao citares que André bebe água da chuva, de pronto pensei, será que faria isto se vivesse atualmente no Japão? Ou em cidades como Cubatão ou Pitsburg? Acho que não, pois estaria bebendo chuva ácida, ou radioativa ou as duas ao mesmo tempo. Claro que devemos nos preocupar com o excesso de coliformes na água “potável”, mas estes sempre existiram, o que não existia eram os organoclorados, os metais pesados, mercúrio, radioatividade, etc.

    • Afonso, a preocupação dos dois no vídeo e no texto é quanto ao fato do esgoto ser intratável. A “merda” é só uma maneira de chamar a atenção para o fato de acharmos NORMAL empurrar fezes água potável abaixo.
      Não sei se as fezes não são grandes vilãs deste caso. Apesar da indústria contribuir demais para esta poluição, merda, como deixa claro André, todo mundo faz. E se fosse tão inocente assim, ainda teríamos fossas em casa.
      Por isso que o banheiro seco não é apenas uma fossa. Uma fossa também polui, prejudica os lençóis freáticos etc. O que não podemos é pensar: ah, tantas empresas poluem, então o melhor é dar a descarga mesmo.
      Como, eu não faço a menor ideia.
      No texto do Braghini, ele cita, por exemplo, que a quantidade de hormônio contida na água está fazendo com que muitas espécies de peixes sumam. E não sei se a indústria tem parcela nisso, mas certamente as milhões de mulheres que ingerem anticoncepcionais e os excretam todos os dias, sim.

  2. Mais um tópico no qual eu sinceramente nunca tinha parado pra pensar (assim como o garotinho que acha que o leite vem da caixinha eu acho que tratava a água como “vinda do filtro”)e acho que isso é sintomático de como a gente acaba não discutindo as coisas mais óbvias (tipo…tamos bebendo fezes, galera). Agora tô tentando ler mais sobre o assunto pra entender melhor a discussão.

    • Eba, que bom, Baldi! Leia o texto do Braghini, muito explicativo!

      É esse o ponto: não discutimos coisas óbvias. Com certeza o vaso sanitário veio e trouxe decência para a humanidade. Mas não é a melhor opção. Como conscientizar aqui nas nossas grandes cidades?

      • Em achar que ” o vaso sanitário trouxe decência para a humanidade”, acho que teve influência dessas doutrinas tolas que dizem que o homem é superior às outras espécies. COM ISSO O HOMEM APRENDEU A NÃO OLHAR AS MERDAS QUE FAZ. Ao se distanciar de suas merdas e jogá-las nas águas para que outros deem conta do problema, o homem ignorante do sec. XX, achou, só achou que estava mais decente que o chinês e o homem de sec. XIX. Quando digo MERDAS, não me refiro só às fezes.

  3. Ai, Isa, a escola num dá conta nem de ensinar a ler e escrever… socorro!!!

    Desabafos à parte, creio mesmo que é chegada a hora do pessoal que faz a escola funcionar (ou deixar de funcionar, né?), sim nós mesmos os professores, resposabilizarmo-nos pela parte que nos cabe dessa responsabilidade e sem desculpinhas de salário, de aluno mal educado e do “sistema”.

    Mas, dito isso, você sabe como faz?? Rs, obrigada pelo texto.

    • responsabilizarmo-nos pela responsabilidade foi mal… desculpe pelo inconveniente gramatical…

    • Não faço a menor ideia!

      Pois é, difícil dar mais esta tarefa (a de pensar a sociedade) sendo que o currículo da escola está patético. A qualidade do ensino. Sendo que ela não dá conta de ensinar a ler e a escrever.

      Quando o Gitti leu o texto, perguntou se a culpa era da escola mesmo ou se era, sabe-se lá, dos pais. A escola ainda é o “concentrado de sociedade”, então, o dever é dela. Acho. Mas não sei como.

      • Sobre a escola…bem sou professora aposentada: mas olhando os curriculuns que se tenta impôr aos estudantes, vejo que obrigamos que eles aprendam coisas elitistas que no passado faziam as classes sociais francesas se dividirem entre os que adquiriam certo saber clássico para servir de conversa entre as elites. Bem, esse saber elitista, por exemplo saber os nomes do reis romanos, só afasta os estudantes de olharem o mundo vivo que está ao seu redor e do qual dependem. Se pedirmos a um estudante do final do ensino médio para explicar como “aquela fatia de “BIFE”” chegou ao seu prato, com certeza ele não saberá responder. Então, caros colegas, saibamos fazer novas pautas para a escola ser significativa para os estudantes, talvez daí eles perderão a rebeldia, pois no fundo de suas almas adolescentes há luzes que ofuscamos com nosso conhecer clássico e inútil.

  4. apesar das boas intenções, a abordagem dele ainda é simplista, e serve, ainda que sem querer, aos interesses dos engarrafadores de água, esta corja que vende líquido cheio de corante e adoçante como se fosse saúde.

    a água que bebo vem de duas fontes: a lagoa do peri, que fica em uma reserva ambiental, e o rio cubatão, que se alimenta das nascentes ao pé do cambirela. há cidades que captam sua água de rios que ficam a jusante de outras cidades, e estas sim estão bebendo coliformes da cidade anterior.

    água destilada é água sem sais minerais, ou com baixa presença destes, e os sais minerais são parte importante, mesmo essencial, do alimento que é a água.

    assim, tem ainda muita discussão antes de sair dizendo o que é certo e o que é errado. parece-me que o problema são as cidades extremamente concentradas, mas tenho lido teorias muito interessantes dizendo justamente o contrário.

    • Gilvas, a abordagem do Braghini está longe de ser simplista e, se te interessa o tema, sugiro que leia o texto completo dele. É lá que ele justamente combate a indústria da água engarrafada e ainda explica se estes sais são tão importantes assim.
      Entendo pouco do assunto, adoraria saber destas teorias que você anda lendo!

  5. Mais um belo texto da Isabella, merda é um problema sério!

  6. Oi Isabella, tudo bem? Descobri seu blog por seguir o Gustavo Gitti no Twitter (já tem um tempo que leio seu blog até), e só hoje vim comentar algo.

    Primeiro, post excelente.

    Quanto a como reverter este quadro… Nossa, seria ótimo se soubesse. Acho que para transformar o modo de pensar, de enxergar a realidade da sociedade de um modo geral, dentro e fora das escolas, seria meio que necessário toda uma reforma na cultura. Reaver conceitos, quebrar paradigmas, pré-conceitos, etc. Só que, acredito pessoalmente, que este é um processo lento e feito por pequenas atitudes no dia-a-dia (considero muito difícil algo ocorrer que transforme toda a mentalidade de um dia pro outro). Atitudes como a sua, do Gustavo, do André, do Dr. Carlos, de aos poucos ir mostrando outras vertentes, outras visões, mesmo que para um grupo de poucas pessoas, já ajuda a mostrar que há mais por trás daquilo que vem se apresentando, sobre a cultura, sobre a alimentação, etc. Acho que começa por aí.

    Parabéns por este e pelos outros textos daqui :).

  7. Esse é o tipo de coisa em que, em qualquer momento da vida, você se depara pensando. Eu me lembro de quando estava na escola pensar sobre a água e toda essa palhaçada industrial contraditória da qual vivemos, o que me leva a concluir que, talvez, a escola tenha funcionado pra mim, porém o ensino passa longe de ser satisfatório no Brasil.
    Além do mais, vivo em uma cidade onde existem vários pontos de fonte natural de água. Mas o que acontece? Existem empresas, na própria cidade, que vendem a água distribuída de graça nessas fontes. E o mais estarrecedor é que as pessoas compram esse produto, coisa da qual nunca compreendi os lucros que alguém pode querer almejar nessa empreitada e a predisposição de alguém querer comprar por algo tão acessível na cidade. Houve uma época em que diziam que a fontes não eram limpas, mas nunca mostraram estudos sobre isso aqui e sempre desconfiei desse papo furado que rondou a cidade por um tempo.
    Sei lá, talvez alguém compre tais produtos pois tem o status e a mania de portar uma garrafinha de “H2 OH!” ou a “água da fonte cristalina x, y ou z!”. Lamentável!

  8. Oi Isabella! Achei bem legal seu post, mas me diga, onde encontro mais explicações sobre esse banheiro seco?

    Beijos!

  9. E pra se lavar depois de usar o banheiro? comofaz? (pastor lava cu feelings: http://www.youtube.com/watch?v=RVMxe_QQ3Fc)

  10. Prezada Isabella.
    Sou paciente do Braghini já há alguns anos.
    Uma contribuição ao seu blog:
    Você sabia que lâmpadas ultravioleta na tubulação de esgoto ou no interior do sistema de tratamento por você apresentado neutralizariam completamente os coliformes e todo o resto das bactérias, vírus e microorganismos que ameaçam a saúde e a ecologia? Que a matéria orgânica livre destes poderia ser colonizada com cepas benéficas e saudáveis à natureza, se reproduzindo ali sem competição das cepas prejudiciais, gerando adubo?
    Sabia que a água em reuso poderia ser submetido a esta mesma luz e depois ser utilizada na irrigação de plantios por ainda ser rica em húmus?
    O Mundo Tem Jeito, SIM!
    A massa crítica está se formando…só falta a energia de ativação, o catalisador, a espoleta!
    E eu acredito que não apenas a espoleta está próxima, como pessoas iguais a você são muitas, precisam se conhecer e, logo, farão mais diferença.
    Sou parte de uma família que lida com educação há mais de 60 anos e tem escola há 20. Tá difícil mas a gente segue em frente!
    Boa sorte e saiba que não estás sozinha!!!
    Francisco
    http://www.gotinhasdeluz.com.br

  11. Isabella,
    Sou fundadora de uma ONG que busca valorizar a água tratada pelas concessionárias públicas de abastecimento e que criou a Iniciativa Água na Jarra (www.aguanajarra.com.br). Sem querer entrar no mérito da questão dos vídeos, gostaria de dizer que é muito importante pararmos para pensar como a água chega até nós, se causando muitos impactos ambientais negativos (água em garrafa) ou poucos impactos (água de torneira). A água engarrafada também pode ter má qualidade, é cara e não está acessível a toda a população. Por isso a importância de cuidar dos mananciais de nossas cidades, para que eles não se tornem lixões ou esgotos disfarçados. O que faremos se a água que chega em nossas casas não for de boa qualidade? É sabido que a água de São Paulo tem ótima qualidade. É claro que nem todo nosso esgoto é tratado, mas isso é uma questão de tempo. O que precisamos fazer, na verdade, é continuar trabalhando para que ela seja ainda melhor – seja aqui ou qualquer parte do Brasil.

    • Letycia, adore saber da sua ONG, vou procurar saber mais sobre, com certeza. Tenho muito interesse.

      Sugiro que você leia o artigo do Dr. Braghini, linkado no texto. Ele contraria esta ideia de que a água é bem tratada, justamente porque ele estudou a água.

      E por mais que a água que chega em nossas casas seja insípida, incolor e inodora, não tem cabimento jogarmos poluentes na água potável, concorda? Não faz sentido poluirmos para depois despoluirmos!

      Gostaria muito que você lesse o texto do Braghini para ter uma opinião sua.

  12. Olá Isabella, li o texto indicado por você. Não sou especialista em água, mas costumo conversar com muitas pessoas que o são, e que sempre reforçam que a água (de São Paulo) é de excelente qualidade. Para mim o mais importante é pensarmos em soluções possíveis para acabar ou minimizar todas as fontes de poluição da água que consumimos. Reduzir o uso de fertilizantes e agrotóxicos usados na agricultura, coletar e tratar 100% dos esgotos das nossas cidades, ter aterros sanitários decentes e acabar com lixões, proteger nossas nascentes e mananciais, tudo isso é fundamental. Devíamos mesmo enxergar a água como um patrimônio e realmente nos envolvermos e exercemos nossa cidadania, cobrando dos governantes que tenham políticas ambientais adequadas e fiscalização. Sou otimista, acredito que isso é possível. E tomo água filtrada. Grande abraço, Letycia.

  13. Achei muito bom o primeiro vídeo, mesmo! Sabe por que? Porque ele não separa o ambientalismo do capitalismo, o que é a maior burrice, na minha opinião. Tem uma visão bem abrangente, entende a lógica do mercado, assume que o sistema quer produzir cada vez mais. Genial. É uma pena que o nosso ambientalismo está caminhando para a cegueira de tentar separar a ecologia do capitalismo…

    Sobre a água destilada, faz mesmo mal tomar sozinha! Não estudei a fundo para saber, mas posso dizer que o nosso orgnismo não a recebe bem… Além disso, acho uma iniciativa legal o que ele fez na própria casa! Mas o bom seria ampliar isso para todo mundo…

    Faço pedagogia também, e como você (acredito) o tema educação me “persegue” o tempo inteiro… Acho que o que ela poderia ajudar, aqui, seria dar essa visão ampliada de mundo, não-alienante…

  14. Gustavo Fernandez |

    Isa (laranjinha, pra saber quem é)…

    Só não posso dizer que o post é assustador porque, de uma forma ou de outra, ele vem pra revelar algo que a gente já desconfiava e tinha condições de suspeitar.

    Não vou nem entrar no mérito da educação, afinal não vou me meter com vc neste assunto. Só deixo registrado que vejo essa questão como algo muito mais abrangente do que simplesmente o ensino nas escolas; educação é/”deveria ser” também esporte, cultura, (des)envolvimento social.

    Quanto à água, é preciso sempre levar em conta que há um abismo entre a teoria e a prática: então agora vou ter que brigar com o vizinho, o síndico, o zelador, a proprietária, a prefeitura, pra mudar o sistema de esgoto do meu prédio?

    Por isso que é importante deixar claro: não estamos falando pra ninguém ir morar no meio do mato (ou estamos?). Mas já é um grande avanço quando deixamos de ser alienados em relação às consequências de nossos atos e nos tornamos conscientes dos impactos socioambientais que causamos, por mais limitada que seja nossa margem para mudanças.

    Já estava sentindo falta de uma atualização no blog. Um beijo, até mais!

  15. Xará, achei essa sua foto de perfil muito descabelada e imagino q vc gostará de conhecer o VIVER ME DESPENTEIA.
    Adorei seu blog e sua histórias “isabelescas”. Tem interesse em troca de links?
    Abraços despenteados!

  16. Isabella,

    Meu comentário está um pouco atrasado, mas só conheci o blog hj. Estava dando uma olhada e parei para ler este post. Não pude deixar de me manifestar, pq eu já pensei sobre isso mil vezes: de quem foi a ideia imbecil de jogar o esgoto na água que a gente bebe ou no mar que a gente toma banho??? Não faz o menor sentido isso!! O pior é que a maioria das pessoas não se dá conta de que isso é absurdo e, muito menos, tenta achar uma alternativa!

  17. Pois é, Isabella! E apesar de estudarmos na escola sobre o ciclo da água, acabamos alienados de como se processa em nossos municípios a coleta, o tratamento e a distribuição da mesma. Mas há avanços na conscientização sobre o assunto. Do mesmo modo hoje há muitas pessoas conversando sobre os agrotóxicos que, sem maiores alardes, estão ali naquelas verduras, legumes e frutas belíssimas.

  18. Mas enfim água que a gente bebe tem merda?

  19. ´Só achei esse Blog agora, mas é muito interessante mesmo. Já pensei nestas questões várias vezes, mas quando falo no assunto merda/água/esgoto… as pessoas ao meu redor, parecem nunca terem pensado pra onde vão suas sujeiras.

  20. Boa noite
    para beber água limpa
    preciso colocar agua no destilador e depois filtrar? e se eu ferver a água nao da no mesmo?
    Obrigada

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