A descoberta
Eis que eu estava, na semana passada, olhando os acessos das pessoas a este humilde blog, quando noto um endereço de entrada estranho. Aliás, antes fosse estranho. Tremendamente conhecido: webmail.nomedaempresa. A empresa em que meu pai trabalha.
A pessoa passou vinte e sete minutos futricando por aqui. Que coisa, não, gente? Alguém que trabalha com meu pai e utiliza o e-mail da empresa recebeu o endereço do meu blog por e-mail e passou um tempo lendo meus escritos ou… Ou… Ou…
Obrigada pela interpretação, Raul.
Sim, meu pai leu este blog. Mas, calma, tudo bem. Ele gostou. Entrou no dia seguinte e passou mais sete minutos por aqui. Comentou na hora do jantar que adorou, que eu escrevo bem e indicou a leitura para o meu primo, que respondeu prontamente: “Ah, eu já dei uma olhadinha. A tia me mandou também”. Ah, claro, como não? Minha mãe passou este blog para toda a lista de contatos dela.
Se você achou isso engraçado, é porque não conhece o caso da eleição para a escolha da Miss Usp. Minha mãe só não comprou o jurado porque não tinha. Era uma votação virtual. Então, ela mobilizou a família toda, os amigos, os conhecidos. E deve ter pedido aos inimigos também. Foi uma grande eleição, do tipo: 100 votos para Isabella e 3 para a concorrente.
Eu fui Miss Usp Outubro de 2005. E, por isso, fui reconhecida na Festa de San Gennaro.
Caros leitores, o Sarney só continua no Senado porque minha mãe ainda não decidiu se mobilizar. Se ela entrasse no twitter e levasse a campanha #forasarney tão a sério quanto levou a da Miss Usp, faria Marcos Mion, Junior Lima e companhia morrerem de inveja. E convenceria fácil o Ashton Kutcher.
Que meus pais são cidadãos virtuais não é uma má notícia. Agora, há poucos dias da descoberta do meu blog, a grande questão, a pergunta que não quer calar, o cerne deste post é: sobreviverá minha criatividade às visitas diárias de pais e convidados?
Sim, pois já ouvi uma piadinha em casa que podou minha capacidade criativa. Ao ver que Ágatha Christie e Bombom Cherry Brand não tinham água em seus respectivos potes e transferindo a culpa para mim, meu pai disse, em tom de deboche: “Por que você não escreve no seu blog assim: ‘Sabe, hoje eu descobri que minhas cadelinhas não são virtuais, elas bebem água…’?”.
Aguardem pelos próximos capítulos.
por Isabella Ianelli em 18/08/2009 | cotidiano | 3 comentários
É Isa, eu sempre torço pra que meus pais não encontrem o meu blog. Mas enfim, faz parte, né? E é papel dos pais terem curiosidade por nossas criações e encher o nosso saco também, porque não!
Um grande beijo,
Bel.
hahahahahaha
normal, isabella. um dia escrevi sobre o meu pai, sobre o medo que tenho de um dia morrer. à noite, ele propos um jantar especial em família. rs
boa sorte!
Pow… ehehehe
Minha mãe nunca quis entrar no meu, quando eu tinha um…