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	<title>Isabellices &#187; arte e cultura</title>
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	<description>O blog que ela não queria, mas ele insistiu.</description>
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		<title>TEDx Amazônia, minha experiência</title>
		<link>http://www.isabellices.com/tedx-amazonia-minha-experiencia/</link>
		<comments>http://www.isabellices.com/tedx-amazonia-minha-experiencia/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 17 Nov 2010 13:24:53 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Isabella Ianelli</dc:creator>
				<category><![CDATA[arte e cultura]]></category>
		<category><![CDATA[sustentabilidade]]></category>
		<category><![CDATA[viagem]]></category>
		<category><![CDATA[web]]></category>

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		<description><![CDATA[Eu tinha a intenção de escrever longamente sobre o TEDx Amazônia, evento do qual participei e de onde voltei um tanto quanto inspirada.
Acontece é que basta passear pela Internet para encontrar relatos interessantíssimos de gente que doou tempo para descrever lindamente o evento, com detalhes e curiosidades.
Aí, então, decidi passar aqui para contar que voltei [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Eu tinha a intenção de escrever longamente sobre o <a href="http://www.tedxamazonia.com.br/">TEDx Amazônia</a>, evento do qual participei e de onde voltei um tanto quanto inspirada.</p>
<p>Acontece é que basta passear pela Internet para encontrar <a href="http://http://luizalgarra.blog.br/2010/11/09/mergulhei-no-tedx-amazonia/">relatos</a> <a href="http://updateordie.com/blog/2010/11/08/tedxamazonia-%E2%80%93-a-felicidade-colaborativa/">interessantíssimos</a> <a href="http://www.bfernandes.com/blog/?p=410">de gente que</a> <a href="http://www.webcitizen.com.br/nos-bastidores-do-tedxamazonia/">doou tempo</a><a href="http://www.tedxamazonia.com.br/posts/view/o-comeco-de-uma-vida-melhor"> para descrever lindamente o evento,</a> com detalhes e curiosidades.</p>
<p>Aí, então, decidi passar aqui para contar que voltei do hotel flutuante do Rio Negro inspirada por agora saber que há boas pessoas nesse mundo. E hoje eu posso escrever aqui algumas poucas palavras sobre este evento incrível, depois de estar devidamente descansada do calor de 42 graus de Manaus, das poucas quatro horas de sono diárias e da longa viagem.</p>
<p>O TEDx é um evento que reúne gente interessante e gente interessada. Resumindo tudo: alguns palestrantes com boas ideias, ouvintes das mais diversas áreas e gente que quer espalhar as boas ideias. E mudar o mundo também, de certa forma.</p>
<p>E foi em cima do Rio Negro, que passa pela maior seca de todos os tempos, que passamos os dias ouvindo e discutindo sobre qualidade de vida para todas as espécies. Eram biólogos, educadores, músicos, dançarinos, economistas e gente que faz muito mais do que sua função é capaz de descrever.</p>
<div id="attachment_695" class="wp-caption alignnone" style="width: 501px"><a href="http://www.isabellices.com/wp-content/uploads/2010/11/tedxam-070.jpg"><img class="size-large wp-image-695  " title="tedxam 070" src="http://www.isabellices.com/wp-content/uploads/2010/11/tedxam-070-1024x768.jpg" alt="" width="491" height="369" /></a><p class="wp-caption-text">Isso tudo já foi o Rio Negro</p></div>
<p>Em meio a tantas palestras e intervalos breves, o tempo de tirar fotos foi insuficiente.<a href="http://www.flickr.com/search/?q=tedxamazonia" target="_blank"> Havia ainda mais beleza na região</a> e tudo ia muito além do que as fotos conseguiam captar, como o pôr-do-sol do Park Hotel, a vista do transfer fluvial que nos levava ao Amazon Jungle Palace e o prenúncio do fim do mundo, quando o tempo fechou assim que nos despedimos do evento.</p>
<p><a href="http://www.isabellices.com/wp-content/uploads/2010/11/tedxam-016.jpg"><img class="alignnone size-large wp-image-698" title="tedxam 016" src="http://www.isabellices.com/wp-content/uploads/2010/11/tedxam-016-1024x768.jpg" alt="" width="491" height="369" /></a></p>
<p><a href="http://www.isabellices.com/wp-content/uploads/2010/11/isaglowyreds.jpg"><img class="alignnone size-large wp-image-704" title="isaglowyreds" src="http://www.isabellices.com/wp-content/uploads/2010/11/isaglowyreds-768x1024.jpg" alt="" width="378" height="505" /></a></p>
<p><a href="http://www.isabellices.com/wp-content/uploads/2010/11/isaglowyreds.jpg"></a><a href="http://www.isabellices.com/wp-content/uploads/2010/11/tedxam-0793.jpg"><img class="alignnone size-large wp-image-711" title="tedxam 0793" src="http://www.isabellices.com/wp-content/uploads/2010/11/tedxam-0793-768x1024.jpg" alt="" width="378" height="505" /></a></p>
<p><a href="http://www.isabellices.com/wp-content/uploads/2010/11/tedxam-0793.jpg"></a>Foi pouco tempo, mas foi intenso. Tanto que pretendo organizar melhor as ideias e buscar mais dos palestrantes que mais me tocaram. O tempo de mais de uma semana para parar para escrever sobre, foi necessário para entender tudo o que passou, o que aconteceu e o que tocou. Larrosa, <a href="http://www.anped.org.br/rbe/rbedigital/RBDE19/RBDE19_04_JORGE_LARROSA_BONDIA.pdf" target="_blank">neste texto incrível</a>, já diz que:</p>
<blockquote><p>A experiência é o que nos passa, o que nos acontece, o que nos toca. Não o que se passa, não o que acontece, ou o que toca. A cada dia se passam muitas coisas, porém, ao mesmo tempo, quase nada nos acontece. Dir-se-ia que tudo o que se passa está organizado para que nada nos aconteça. Walter Benjamin, em um texto célebre, já observava a pobreza de experiências que caracteriza o nosso mundo. Nunca se passaram tantas coisas, mas a experiência é cada vez mais rara.</p></blockquote>
<p>Se experiência é o que o filósofo afirma, deixo aqui o relato de alguém que, em apenas um final de semana, viveu uma.</p>
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		<title>O que foi o SWU?</title>
		<link>http://www.isabellices.com/o-que-foi-o-swu/</link>
		<comments>http://www.isabellices.com/o-que-foi-o-swu/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 12 Oct 2010 06:52:02 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Isabella Ianelli</dc:creator>
				<category><![CDATA[arte e cultura]]></category>
		<category><![CDATA[música]]></category>
		<category><![CDATA[sustentabilidade]]></category>
		<category><![CDATA[web]]></category>

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		<description><![CDATA[É claro que um evento gigante dá problemas e é claro que tem gente chata e mimada que exagera nas reclamações, mas o que acompanhamos na tentativa de festival sustentável SWU passa do limite.
Fomos no dia 10, comprovamos vários problemas e decidimos reunir boa parte do que encontramos em uma lista de críticas, mensagens no Twitter, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>É claro que um evento gigante dá problemas e é claro que tem gente chata e mimada que exagera nas reclamações, mas o que acompanhamos na tentativa de festival sustentável <a href="http://www.startswithyou.com.br/">SWU</a> passa do limite.</p>
<p>Fomos no dia 10, comprovamos vários problemas e decidimos reunir boa parte do que encontramos em uma <strong>lista de críticas, mensagens no Twitter, relatos em blogs e algumas sugestões</strong> (já que dizem que haverá outra edição).</p>
<p>Talvez o que intensifique a revolta seja a insistência da organização em chamar esse evento comercial de &#8220;movimento social&#8221; e a falta de diálogo com as pessoas que pagaram e estão insatisfeitas, reclamando como podem Internet afora.</p>
<p>O bom é que deu para assistir ao Fórum pelo site oficial e a alguns shows pelo site da Oi e na TV (Multishow e Globo). Ponto positivo.</p>
<p>Se não pagamos para entrar, ficamos na tal da pista premium e ainda assim ficamos insatisfeitos, só conseguimos imaginar a dor de cabeça de quem pagou e se sentiu um otário no meio daquele parque de publicidade.</p>
<div id="attachment_640" class="wp-caption alignnone" style="width: 501px"><a href="http://www.isabellices.com/wp-content/uploads/2010/10/woodstock.jpg"><img class="size-full wp-image-640  " title="woodstock" src="http://www.isabellices.com/wp-content/uploads/2010/10/woodstock.jpg" alt="" width="491" height="369" /></a><p class="wp-caption-text">Eles queriam ser Woodstock. Mas também queriam levar um troquinho...</p></div>
<h1>Principais problemas e sugestões</h1>
<p><strong>1. Pista premium</strong>, camping premium, praça de alimentação premium, vários locais de acesso restrito&#8230; Isso não faz sentido algum, principalmente em algo que é chamado de &#8220;movimento social&#8221;. Não custa nada abrir tudo, cobrar apenas um tipo de ingresso e criar um ambiente de igualdade. Essa cultura do VIP, um dos pilares do SWU, é curiosamente uma das maiores causas de nossa situação precária – ambiental e humana.</p>
<p><strong>2. Preços humilhantes</strong><strong>. </strong>Além do ingresso caro, a água custava 4 reais, um refrigerante 5 reais, uma minipizza (do tamanho de um pedaço de pizza), fria e crua, saia por 8 reais e um hambúrguer maravilhoso como esse da foto abaixo tirou 12 reais do bolso de muita gente.</p>
<div id="attachment_644" class="wp-caption alignnone" style="width: 490px"><a href="http://www.isabellices.com/wp-content/uploads/2010/10/hambirgues.jpg"><img class="size-full wp-image-644 " title="hambirgues" src="http://www.isabellices.com/wp-content/uploads/2010/10/hambirgues.jpg" alt="" width="480" height="358" /></a><p class="wp-caption-text">Hambúrguer saboroso de... adivinha? Bacon! (via Twitpic - @zerrenner)</p></div>
<p>Nada, nada justifica isso, principalmente em um evento com patrocínio e Lei Rouanet bancando 6 milhões. Se vão nos encher de comerciais em todos os cantos (até nos telões, logo após o último acorde de cada show), cobrem barato.</p>
<p><strong>3. As comidas oferecidas eram incongruentes com a proposta do evento.</strong> Em vez de chamar empresas de <em>fast-food</em> como espetinhos Mimi, pizza, hambúrguer, cachorro-quente, crepe e afins, por que não movimentar a comunidade local com comida boa, caseira e barata? Grandes raves, como o Universo Paralello, fazem muito isso e dá certo.</p>
<p>Sustentabilidade envolve qualidade de vida e <a href="http://www.isabellices.com/alimentacao-saudavel-voce-sabe-o-que-e/">alimentação saudável</a>. Um evento que preze por este movimento não pode se render e ter como patrocinadores empresas que produzem enlatados, industrializados, refrigerantes e que <a href="http://www.youtube.com/watch?v=qQ3_MViZBM8&amp;feature=player_embedded">contribuem para a devastação florestal</a>.</p>
<p>Além disso, apenas oferecer uma opção vegetariana não é a solução. Se é um evento também de reflexão, é necessário que seja dito, ao menos, que a <a href="http://www.habitosehabitat.org/index.php?option=com_content&amp;view=article&amp;id=405:sobre-o-swu&amp;catid=34:noticias&amp;Itemid=1#JOSC_TOP">indústria da carne</a> é a que mais contribui para a insustentabilidade. Como parte da idealização do projeto, o correto seria a alimentação natural e vegetariana ser incentivada no evento.</p>
<p><strong>4. Usaram </strong><strong>copos e garrafas de plástico </strong>não reutilizáveis. Ou seja, muito lixo produzido por apenas uma só pessoa. Uma ideia seria dar uma caneca na entrada e distribuir água de graça em bebedouros gigantes. Se a Nestlé fizesse isso, certamente ganharia nosso respeito.</p>
<div id="attachment_654" class="wp-caption alignnone" style="width: 508px"><a href="http://www.isabellices.com/wp-content/uploads/2010/10/swu.jpg"><img class="size-full wp-image-654   " title="swu" src="http://www.isabellices.com/wp-content/uploads/2010/10/swu.jpg" alt="" width="498" height="332" /></a><p class="wp-caption-text">Merchan, para os íntimos (via Flickr - In Press/SWU)</p></div>
<p><strong>5. O SWU foi realmente inovador </strong>ao mostrar uma nova modalidade de <em>greenwashing</em>, envolvendo a produção de um festival de música e a apropriação do mote &#8220;Por um mundo melhor&#8221;. O resto é fácil: envolva grandes marcas e chame meio mundo de músicos para entreter o rebanho enquanto todos consomem lixo e liberam o máximo possível de dinheiro.</p>
<p><strong>6. </strong>Sem nenhuma vergonha, uma parte do evento era destinada ao <em>merchandising</em>, o que soma para validar o evento como mais um de marketing verde. Afinal, qualquer um que se interesse por sustentabilidade sabe que a principal estratégia (melhor do que reutilizar e reciclar) é a de<strong> reduzir o consumo</strong>. Proposta inviabilizada pelos patrocinadores do evento e, no entanto, uma maneira da nossa tentativa de Woodstock brasileira aproveitar para lucrar um pouco mais.</p>
<p>Para forçar o consumo, as pessoas foram proibidas de entrar com água ou comida, o que gerou um lixo gigante já na entrada do evento.</p>
<p><strong>7</strong>. O transporte e o estacionamento<strong> </strong>foram completamente mal organizados. Este talvez seja <strong>o principal foco das reclamações e das histórias de sofrimento</strong> (leia no <a href="http://screamyell.com.br/blog/2010/10/10/swu-cenario-de-festa-ou-de-caos/">Scream &amp; Yell)</a>. Como se não bastasse, <a href="http://www.estadao.com.br/noticias/geral,a-sustentavel-leveza-da-bike,623331,0.htm">não havia bicicletário</a>, o estacionamento para o mais sustentável dos veículos.</p>
<p><strong>8. </strong>A formação da equipe de funcionários foi muito ruim. Falta de informação e desorganização<strong> </strong>em todas as falas. Tivemos um problema (pequeno, considerando o que lemos nos relatos) na hora de achar o estacionamento e a produção do evento foi clara ao dizer que não sabia. <strong>&#8220;Isso aqui tá uma zona, cara!&#8221;</strong>, sinceramente nos disse um cara com a camiseta do festival logo na entrada.</p>
<p><strong>9. </strong>O tempo de todos os shows foi muito curto. Imagine um fã de O Teatro Mágico, por exemplo, que passou por muita confusão apenas para ouvir 6 músicas. <a href="https://twitter.com/#!/Fanitelli/status/27109130298">&#8220;Ou cancela o show ou toca por 25 minutos&#8221;</a>, foi o que Fernando Anitelli ouviu da organização do evento.</p>
<p><strong>10. </strong>Bom, mas se o evento não foi sustentável, foi, pelo menos, um festival de música, não é mesmo? Mais ou menos assim, digamos: o som falhou em muitos shows, como Rage Against the Machine (caiu duas vezes e depois ficou baixo para quem não estava na área premium), Los Hermanos (som baixo), Regina Spektor (problema de retorno), Queens of the Stone Age (microfonia) e Yo La Tengo (som abafado e baixo).</p>
<p><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="480" height="385" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/iqIg5CfuW_M?fs=1&amp;hl=pt_BR" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="480" height="385" src="http://www.youtube.com/v/iqIg5CfuW_M?fs=1&amp;hl=pt_BR" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object><br />
<em>Vaia do público.</em></p>
<h1>Reclamações no Twitter</h1>
<blockquote><p>RT @rebiscoito: Vi tanta reclamação que algo me leva a crer que quem tá falando bem do #SWU ta ganhando uma boa grana.</p></blockquote>
<blockquote><p>RT @thenatinakajima: <strong>Patrocinadores (Coca-Cola, Heineken e Nestlé), vcs tão se queimando feio</strong> no #swu #swufail</p></blockquote>
<blockquote><p>RT @bqeg: O povo reclama do preço dos ingressos, do estacionamento, disso, daquilo, mas lota o evento. Vai entender.</p></blockquote>
<blockquote><p>RT @victorpotasso: #swufail Os ativistas q acreditaram no que esse evento prega com certeza devem estar morrendo de vergonha por terem contribuído c/ isso.</p></blockquote>
<blockquote><p>RT @ArturLA: #SWUFAIL comida cara. filas de horas para comprar. merchan caríssimo. Banheiros podres. <strong>Fazenda Moeda. Concordo. SWU foi um engodo.</strong></p></blockquote>
<blockquote><p>RT @brunoscalzo: Toda a mídia fala de pequenos probleminhas no festival&#8230; lobby do caralho. Vamo falar a real, o que aconteceu NÃO PODE acontecer&#8230;#swufail</p></blockquote>
<blockquote><p>RT @PelicanoSuicida: Galera do #SWUFail, quem aí vai exigir dinheiro de volta? Eu vou&#8230;quem for também, fale comigo&#8230;ou não, sei lá.</p></blockquote>
<blockquote><p>RT @PelicanoSuicida: E enquanto as pessoas lesadas pensarem &#8220;Ah, mas o Brasil é assim mesmo&#8221;&#8230;o país vai continuar assim&#8230;mesmo. #SWUFail</p></blockquote>
<blockquote><p>RT @brunafernanda: O evento que se diz pró sustentabilidade fez todo mundo jogar os alimentos, cigarros, desodorantes, bebidas no lixo #swu SWUfail.</p></blockquote>
<blockquote><p>RT @anarosarp Caraca, <strong>a revolta ao #SWUfail tá mais organizada q eles, adorei!</strong> RT @marciaceschini @swuvaitomarnocu #swu #swufail</p></blockquote>
<blockquote><p>RT @itsous SWU devia mudar o nome pra FWU. Fail with you. Fuck with you. Fila with you. Firula with you. Frio with you. #SWUfail</p></blockquote>
<blockquote><p>RT @samucapessoa: Devia ter um telao na entrada do @swubrasil ja q a gente fica a maior parte do tempo aki. #swufail</p></blockquote>
<blockquote><p>RT @CortaOnda: RATM e DMB foram a redenção de um evento com muitas falhas. #SWUfail</p></blockquote>
<p><a href="http://twitter.com/#!/inagaki/statuses/27170975125" target="_blank"><img class="alignnone size-full wp-image-685" title="ina" src="http://www.isabellices.com/wp-content/uploads/2010/10/ina.jpg" alt="" width="500" height="325" /></a></p>
<blockquote><p>RT @ricardocatarina: Ingresso: 400 R$, Coca Cola : 5 R$ , Pipoca 10 R$ , assistir o SWU de graça pela internet, ñ tem preço #SWUfail</p></blockquote>
<blockquote><p>RT @flaviadurante: Só vou acreditar que o @Eduardo_Fischer se preocupa com sustentabilidade quando a agência dele abrir mão da @monsantoco</p></blockquote>
<blockquote><p>RT @oestagiario:  No Fórum do #SWU faltou um ppt com o título <strong>&#8220;Eduardo Fischer: Um visionário&#8221;</strong>. Mais uma confirmação da distância que quero dessa turminha.</p></blockquote>
<blockquote><p>RT romani83: Entrevistei um organizador do SWU pro @zonapunk antes do festival. A promessa era de que a experiência superasse os shows. Foi, mas pra pior.</p></blockquote>
<blockquote><p>RT @swuvaitomarnocu: No camping não podia nem fazer comida, que sentido faz um evento sustentável que incita as pessoas a consumirem mais embalagens?</p></blockquote>
<blockquote><p>RT @lini: o @swubrasil <strong>foi tão bom que até quem foi pago pra falar bem tá falando mal.</strong></p></blockquote>
<h1>Discussão no Facebook</h1>
<p>&#8220;<a href="http://www.facebook.com/topic.php?uid=106982192682355&amp;topic=336">Screw With You</a>. Eu já adotei o novo nome.&#8221;</p>
<p>&#8220;E aí, organizadores? Cadê o <a href="http://www.facebook.com/topic.php?uid=106982192682355&amp;topic=339">pedido de desculpas</a>?&#8221;</p>
<h1>Notícias e relatos</h1>
<ul>
<li><a href="http://www.lidifaria.com/2010/10/swu-onde-tem-sustentabilidade ">&#8220;SWU: e a sustentabilidade?&#8221;</a> | Lidi Faria</li>
<li><strong><a href="http://screamyell.com.br/blog/2010/10/10/swu-cenario-de-festa-ou-de-caos/">&#8220;SWU: cenário de festa ou de caos?</a></strong>&#8221; | Scream &amp; Yell</li>
<li><a href="http://sustentanews.wordpress.com/2010/10/10/swu-musica-sustentabilidade-e-dia-perdido/">&#8220;SWU: música, sustentabilidade e dia perdido&#8221;</a> | Sustenta News</li>
<li><a href="http://biradavid.wordpress.com/2010/10/11/swu-o-evento-mais-mau-produzido-e-o-momento-que-mais-me-senti-prejudicado-em-toda-minha-vida-de-consumidor/">&#8220;SWU: o evento mais mal produzido&#8230;</a>&#8221; | Bira David</li>
<li><a href="http://g1.globo.com/platb/redacao/2010/10/10/organizacao-do-swu-rebate-reclamacoes/">&#8220;Organização do SWU rebate reclamações&#8221;</a> | G1</li>
<li><a href="http://g1.globo.com/platb/redacao/2010/10/11/irritados-com-a-demora-na-entrada-publico-joga-comida-na-policia-no-swu/">&#8220;Irritado com a demora, público joga comida na polícia</a>&#8220;  | G1</li>
<li><a href="http://g1.globo.com/platb/redacao/2010/10/11/fas-do-yo-la-tengo-sofrem-com-som-baixo-no-palco-ar/">&#8220;Fãs do Yo La Tengo sofrem com som baixo no Palco Ar</a>&#8221; | G1</li>
<li><strong><a href="http://veja.abril.com.br/blog/denis-russo/ideias/o-pais-dos-vips/" target="_blank">&#8220;O país dos VIPs&#8221;</a> </strong>| Denis Russo Burgierman</li>
<li><a href="http://www.rockinpress.com.br/2010/10/12/a-imprensa-contra-a-imprensa-o-porque-o-rockinpress-foi-expulso-do-swu/" target="_blank">&#8220;A imprensa contra a imprensa&#8221;</a> | Rockinpress</li>
<li><a href="http://pedroalexandresanches.blogspot.com/2010/10/sem-lenco-sem-documento-ou-vida-nao-se.html" target="_blank">&#8220;Sem lenço, sem documento&#8221;</a> | Pedro Alexandre Sanches</li>
<li><a href="http://www.habitosehabitat.org/index.php?option=com_content&amp;view=article&amp;id=405:sobre-o-swu&amp;catid=34:noticias&amp;Itemid=1#JOSC_TOP">&#8220;Sobre o SWU&#8221;</a> | Gabi Veiga</li>
<li>&#8220;<a href="http://www.ogozador.com.br/2010/10/11/swu-vai-tomar-no-c/" target="_blank">Sobre a confusão na primeira noite</a>&#8221; | Guto Sousa</li>
<li><a href="http://www.rollingstone.com.br/secoes/novas/noticias/publico-reclama-de-infra-estrutura-nos-campings-do-swu/" target="_blank">&#8220;Público reclama da infraestrutura dos campings do SWU&#8221;</a> | Rolling Stone</li>
<li><a href="http://www.papolog.com/flaviomonteiro/post/178123/SWU-ou-Woodstock-FAIL" target="_blank">&#8220;SWU ou Woodstock FAIL&#8221;</a> | Papolog</li>
<li><a href="http://telhadodevidro.wordpress.com/2010/10/11/swu-a-insustentavel-leveza-de-a-fazenda-parte-i/">&#8220;SWU: a insustentável leveza de &#8220;A Fazenda&#8221;</a>&#8221; | Telhado de Vidro</li>
<li><strong><a href="http://www.revistasustentabilidade.com.br/blogs/pecados-verdes/swu-expoe-as-contradicoes-de-quem-ve-sustentabilidade-como-oportunidade-de-marketing/weblogentry_view">&#8220;SWU expõe as contradições de quem vê sustentabilidade como oportunidade de marketing</a>&#8220;</strong> | Revista Sustentabilidade</li>
<li><a href="http://movethatjukebox.com/como-transformar-uma-linda-noite-em-um-trauma-ou-o-caos-do-swu/">&#8220;Como transformar uma linda noite em trauma ou o caos do SWU&#8221;</a> | Move That Jukebox!</li>
<li><a href="http://vidaordinaria.com.br/?p=702" target="_blank">&#8220;SWU começa muito mal com você e eu nem sei por onde começar&#8221;</a> | Vida Ordinária</li>
<li><a href="http://unavidaperra.blogspot.com/2010/10/insustentavel.html" target="_blank">&#8220;Insustentável&#8221;</a> | Vida Perra</li>
<li><a href="http://megacombo.net/2010/10/swu-por-que-eu-gostei-em-um-post-enorme/" target="_blank">&#8220;SWU: por que eu gostei&#8221; </a>| Megacombo</li>
<li><a href="http://www.propmark.com.br/publique/cgi/cgilua.exe/sys/start.htm?UserActiveTemplate=propmark&amp;infoid=60999&amp;sid=2" target="_blank">&#8220;Total.Con cresce com movimento SWU&#8221;</a> | Propmark</li>
<li><a href="http://veja.abril.com.br/blog/veja-acompanha/festival-swu-2010/um-balanco-do-swu/" target="_blank">&#8220;O SWU captou 6 milhões de reais em incentivos fiscais via Lei Rouanet&#8221;</a> | Veja</li>
<li>&#8220;<a href="http://bonsmotivospromundoacabar.wordpress.com/2010/10/12/ei-swu-cuidado-com-a-rima/" target="_blank">Diálogo real acontecido no evento</a>&#8221; | Meia dúzia de 3 ou 4</li>
<li><a href="http://uoleo.wordpress.com/2010/10/13/o-mais-longo-e-insustentavel-dos-dias/" target="_blank">&#8220;O mais longo (e insustentável) dos dias&#8221;</a> | Igor Santos</li>
<li><a href="http://asbicicletas.wordpress.com/2010/10/09/swu-a-fara-da-utentabilidade/" target="_blank">&#8220;SWU: a far$a da $u$tentabilidade&#8221;</a> | As bicicletas</li>
<li><a href="http://atitudebrasil.com.br/10porhora/2010/10/nao-nos-nao-teremos-um-woodstock/" target="_blank">&#8220;Não! Nós não teremos um Woodstock&#8221;</a> | 10porhora</li>
<li><a href="http://www.tiradoserio.com.br/blog/2010/10/sua-vida-vale-menos-que-uma-garrafa-pet/" target="_blank">&#8220;Sua vida vale menos que uma garrafa PET&#8221;</a> | Tira do sério</li>
<li><a href="http://www.adayinthelife.com.br/2010/10/12/swu-o-festival-que-eu-fui/" target="_blank">&#8220;SWU: o festival que eu fui&#8221;</a> | Rodrigo Zannin</li>
<li><a href="http://bikini.veredas.net/2010/09/notas-sobre-o-lixo-do-swu.html" target="_blank">&#8220;Notas sobre o lixo (do SWU)&#8221;</a> | Maira Begalli</li>
<li><a href="http://scienceblogs.com.br/rainha/2010/10/o_swu_foi_otimo_e_coerente.php" target="_blank">&#8220;O SWU foi ótimo e coerente&#8221;</a> | Átila Iamarino <strong>(imperdível, o mais genial de todos)</strong></li>
</ul>
<p>Isso é só uma parte do que aconteceu na Internet enquanto o evento rolava. A hashtag <a href="http://search.twitter.com/search?q=%23swufail">#SWUFail</a>, no Twitter, trouxe informações que a organização do festival escondia. Enquanto pessoas reclamavam do evento e pediam por ajuda, o <a href="http://twitter.com/SWUbrasil">perfil do festival no Twitter</a> fingia não ler o que estava se passando. Fomos tratados como gado pessoalmente e virtualmente.</p>
<p>A repercussão negativa nas redes sociais só não foi maior porque a organização do evento<strong> comprou boa parte dos blogueiros influentes </strong>com ingressos, credenciais, regalias e privilégios. Chamando-os de <em>insiders </em>e pedindo explicitamente para enviar as críticas por email, nunca abrindo aos seus leitores<em>, </em>a organização conseguiu manter calada muita gente que meteria a boca no trombone.</p>
<p>Como nem tudo pode ser controlado na Internet, o evento nem precisou terminar para que o perfil <a href="http://twitter.com/swuvaitomarnocu">@swuvaitomarnocu</a> fosse criado no Twitter para fazer justiça com as próprias mãos e tentar fazer com que <a href="http://www.twitter.com/eduardo_fischer">Eduardo Fischer </a>veja o que estava além da área premium.</p>
<p>Ao reunir todas essas críticas, nossa motivação é deixar bem claro para a organização e para os patrocinadores que isso não é correto e não deve nem tentar ser repetido.</p>
<p>E para nós, público, é essencial saber nos organizar para não mais aceitarmos algo assim, não comprarmos ingressos, rejeitarmos o modelo <em>premium</em>, <strong>desconfiarmos de um &#8220;movimento social&#8221; proposto por uma <em>holding</em> de publicidade</strong>, deixarmos falir um festival mal organizado antes que ele capture 50 mil pessoas que vão seguir suas ordens, aceitar suas condições, repetir um discurso raso do que é sustentabilidade, pagar 100 reais no estacionamento e depois sofrer, acordar e reclamar para ninguém ouvir.</p>
<p><em>por Isabella Ianelli e Gustavo Gitti.</em></p>
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		<title>Festival de 67: minha música vencedora</title>
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		<pubDate>Fri, 06 Aug 2010 04:12:18 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Isabella Ianelli</dc:creator>
				<category><![CDATA[arte e cultura]]></category>
		<category><![CDATA[cinema]]></category>
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		<description><![CDATA[Devia ser mais uma tarde comum na minha vida. Entrei na sala e vi minha irmã ouvindo uma música esquisita e parando de tempos em tempos para transcrevê-la. Parei para ouvir e, de fato, não é que a canção era curiosa?
Eu tinha onze anos e a música não fazia sentido nenhum para nenhuma de nós [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Devia ser mais uma tarde comum na minha vida. Entrei na sala e vi minha irmã ouvindo uma música esquisita e parando de tempos em tempos para transcrevê-la. Parei para ouvir e, de fato, não é que a canção era curiosa?</p>
<p>Eu tinha onze anos e a música não fazia sentido nenhum para nenhuma de nós duas. Paramos para rir. “Sem lenço, sem documento”? “O sol se reparte em crimes, espaçonaves, guerrilhas”? “Por entre fotos e nomes, os olhos cheios de cores”? Mais risos, um ponto de interrogação. A gente pouco entendia, mas muito gostava de tentar decifrar aquele enigma.</p>
<p>A música estava em uma dessas coleções de CDs promocionais de farmácia (do tipo: nas compras acima de cinquenta reais, pague mais dez e leve um CD!). Catalogado como MPB, trazia ainda Elis Regina cantando <em>Fascinação</em>, uma música que também descobri de maneira peculiar na infância: era o tema de abertura de uma novela do SBT que eu amava. Pois é.</p>
<p>Elis, Gil, Gal, Bosco, Elba: nenhum tinha vez. <em>Alegria, Alegria</em> era fascinante para nós, letra e melodia: a única que tocava naquelas caixas de som enormes da sala de estar. As duas obcecadas pela obra do cara dos caracóis no cabelo. Por que sem lenço, sem documento? Casamento, escola, Coca-cola? Por que <em>Alegria, Alegria</em>?</p>
<div id="attachment_565" class="wp-caption alignnone" style="width: 390px"><a href="http://www.isabellices.com/wp-content/uploads/2010/08/caetano-uma-noite-em-67.jpg"><img class="size-full wp-image-565" title="caetano-uma-noite-em-67" src="http://www.isabellices.com/wp-content/uploads/2010/08/caetano-uma-noite-em-67.jpg" alt="" width="380" height="375" /></a><p class="wp-caption-text">Eu quero seguir vivendo, amor...</p></div>
<p>A música ficou em quarto lugar no festival de 67. Mas, para mim, é a melhor de Caetano, embora ele não ache e sugira até sentir um certo incômodo por isso. Se eu estivesse naquela plateia em 67, certamente faria parte do <a href="http://www.youtube.com/watch?v=4tzSETbQcJk">coro que gritava &#8220;Primeira!&#8221;</a> para a canção dele e gastaria o resto das cordas vocais no ápice da música: &#8220;Eu vou&#8230; Por que não?&#8221;.</p>
<p>Para entender o bom da música brasileira, para sentir e morrer de inveja daquele tempo, é preciso ver este documentário: <a href="http://umanoiteem67.com.br">Uma Noite em 67</a>. Foi lá, nesta noite que não vivi, que percebi que apesar de ser suspeita para falar da obra de Chico Buarque (de gostar de tudo, de me derreter de amores – inclusive por <em>Roda Viva</em>), apesar de achar <em>Ponteio </em>ótima e saber da importância de <em>Do</em><em>mingo no Parque</em>&#8230; Apesar de tudo, aquele era o ano de <em>Alegria, Alegria</em>. A grande vencedora, para mim.</p>
<p><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="480" height="385" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/ijH977Ef5tM&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="480" height="385" src="http://www.youtube.com/v/ijH977Ef5tM&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object></p>
<p>Sim, é preciso ver este documentário. Para não saber para quem torcer, para se deslumbrar a cada novo artista, para desmistificar o ídolo. Para ver Chico Buarque sem saber o que dizer, Gilberto Gil menino, Caetano Veloso inocente e já sem papas na língua e Roberto Carlos sendo levado por uma repórter pentelha. Para ver o que nunca mais vimos.</p>
<p>Para morrer de raiva por saber que hoje temos a Internet, o <em>Youtube</em>, bandas se tornando independentes, mas antes tínhamos músicas incríveis passando na televisão. Festivais sendo transmitidos, compositores novos, cantores excelentes, poesia nas letras, arte nas melodias e batalhas quase que sangrentas pelo primeiro lugar.</p>
<p>Para morrer de amores pela música brasileira, que nunca é tarde. Se você ainda não começou a se desmilinguir por ela com um CD promocional qualquer, aproveite e comece agora com este documentário.</p>
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		<title>O teatro chora</title>
		<link>http://www.isabellices.com/o-teatro-chora/</link>
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		<pubDate>Sun, 27 Jun 2010 16:16:17 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Isabella Ianelli</dc:creator>
				<category><![CDATA[arte e cultura]]></category>
		<category><![CDATA[amizade]]></category>
		<category><![CDATA[são paulo]]></category>
		<category><![CDATA[teatro]]></category>
		<category><![CDATA[web]]></category>

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		<description><![CDATA[Eu não queria ter de falar sobre a morte aqui de novo. Não queria porque eu não entendo. Porque eu recebo comentários que dizem mais do que meu texto, que escancaram a realidade ou que a disfarçam. Que sabem.
Mas por esta eu não esperava: morreu Alberto Guzik.

Conheci o Guzik quando conheci Os Satyros. Nos conhecemos [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Eu não queria ter de falar sobre a morte aqui <a href="http://www.isabellices.com/sobre-um-fato-cotidiano/">de novo</a>. Não queria porque eu não entendo. Porque eu recebo comentários que dizem mais do que meu texto, que escancaram a realidade ou que a disfarçam. Que sabem.</p>
<p>Mas por esta eu não esperava: morreu Alberto Guzik.</p>
<p><a href="http://www.isabellices.com/wp-content/uploads/2010/06/guzik.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-532" title="guzik" src="http://www.isabellices.com/wp-content/uploads/2010/06/guzik.jpg" alt="" width="540" height="270" /></a></p>
<p>Conheci o Guzik quando conheci Os Satyros. Nos conhecemos pessoalmente, mas nunca trocamos mais do que duas palavras. Só nos víamos nos fins de espetáculos e eu me recolhia à minha insignificância. Só admirava Guzik.</p>
<p>Uma amiga minha zombava do modo romântico com que eu me referia a ele quando falávamos de teatro. Achava graça. Eu acredito nele, no seu teatro. Como ator, como autor, como crítico, como blogueiro.</p>
<p>Logo após conhecê-lo, passei a ler diariamente seu blog, linkado aqui ao lado. <a href="http://www.os.dias.e.as.horas.zip.net">Os dias e as horas</a>.</p>
<p>Eu gostava do nome do blog dele. Gostava de como ele o atualizava cuidadosamente todos os dias. E, muitas vezes, mais de uma vez por dia. Gostava especialmente dos seus<em> tipos urbanos</em>, quando ele descrevia, com detalhes, uma cena cotidiana observada por ele<em>. </em>Eu sempre achei que ele devia ser um ótimo observador. E era, tenho certeza.</p>
<p>Se eu, algum dia, já fui fiel comentarista em algum blog, certamente foi no dele. Mas não comentei tanto quanto li. Li muito. Acho que, desde que passei a acompanhar seu blog, li tudo.</p>
<p>Engraçado. Não éramos amigos. Quase que nem éramos conhecidos. Tinha a impressão de que, se nos cruzássemos, eu teria que me apresentar novamente. Mas conversávamos pela Internet. Muito. Eu comentava por lá, ele por aqui. Nos líamos. Ele chegou a me tratar por &#8220;Isa&#8221;. Achei graça. A internet aproxima as pessoas, parem de dizer o contrário, teóricos.</p>
<p>Já cheguei a mandar um email a ele oferecendo ajuda no <em>projeto dos sonhos</em> dele, do <a href="http://terrasdecabral.zip.net/">Ivam</a>, da <a href="http://pueril.zip.net">Cléo</a>&#8230; Oferecendo meu sincero interesse em aprender com eles. Ele leu. E respondeu. E, atencioso, disse que ainda tínhamos muito o que conversar. Tempos depois, vi que ele levou minha proposta a sério. Citou meu nome num projeto. De certa forma, confiou em mim.</p>
<p>E, sempre discreto, um dia anunciou que ficaria um tempo fora da Internet. Delicadamente, como costumava fazer nos meios virtuais. Disse algumas semanas. E eu esperei. Por força de hábito – e por não imaginar que o caso era tão mais grave – eu continuei a entrar no blog dele na esperança de vê-lo de volta, escrevendo da cama do hospital, esperando receber alta ou simplesmente já em casa, contando detalhes do que viveu.</p>
<p>A notícia me deixou muito triste. Há mais de quatro meses ele sofria na cama de um hospital. Parece que muitas foram as complicações&#8230; Ele lutou muito. Sofreu, é verdade. Podemos dizer que agora a angústia passou.</p>
<p>Mas me dói pensar nisso porque eu lia suas palavras. Eu via quantos planos, projetos, sonhos. Assisti a todas suas últimas peças. Ele parecia não parar nunca. Trabalhava, listava seus afazeres, contava as novidades no blog. E lia, citava, lia&#8230; Ainda tinha muita coisa pela frente.</p>
<p>Esperamos que as pessoas cumpram sua missão pela Terra para, depois então, partirem. Assim queremos, mas não é sempre assim que acontece, infelizmente. Guzik fez tanto que queríamos que ele ficasse por aqui um pouco mais.</p>
<p>E ontem o mundo dos blogs teatrais sofreu e gritou sua dor. <a href="http://semgelo.zip.net/arch2010-06-01_2010-06-30.html#2010_06-26_21_16_05-8170193-0">Fernanda D&#8217;Umbra</a>, <a href="http://roveriblog.blogspot.com/2010/06/alberto-guzik.html">Sérgio Roveri</a>, <a href="http://pueril.zip.net/arch2010-06-20_2010-06-26.html#2010_06-26_16_11_37-135580544-0">Cléo de Páris</a>. Além destes, uma linda homenagem no site da <a href="http://spescoladeteatro.org.br/albertoguzik/index.php">SP Escola de Teatro</a>.</p>
<p>Mas é do blog do <a href="http://terrasdecabral.zip.net/arch2010-02-14_2010-02-20.html#2010_02-15_16_23_16-2871893-0">Ivam Cabral</a> o post que não me saiu da cabeça:</p>
<blockquote><p>15/02/2010</p>
<p><strong>Alberto</strong></p>
<p>Acordei bem cedo hoje. Quis acompanhar o Alberto ao hospital. Às 7h. lá estava na Fernando de Albuquerque para apanhá-lo. Incrível sua disposição. Desde que soube que precisaria passar por uma cirurgia, há um mês mais ou menos, Alberto se encheu de serenidade. Ontem à noite confessou-me que em nenhum momento ficara triste. &#8220;Nunca recebi tanto amor&#8221;, confidenciou-me. E hoje, quando nos despedimos ele sorrindo me disse: &#8220;se acontecer alguma coisa, saiba que foi um enorme prazer&#8221;.</p></blockquote>
<p>Alberto Guzik, digo o mesmo: para mim, foi um enorme prazer.</p>
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		<title>&#8220;Alice&#8221;, de Tim Burton</title>
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		<pubDate>Wed, 19 May 2010 14:17:58 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Isabella Ianelli</dc:creator>
				<category><![CDATA[arte e cultura]]></category>
		<category><![CDATA[cinema]]></category>
		<category><![CDATA[literatura]]></category>

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		<description><![CDATA[Desde abril do ano passado espero por este dia. O dia de ver Alice.

Nem tanto pela história, mas mais por conta do meu caso com Tim Burton. Adoro seus filmes e ver uma história tão sem nexo (como Alice foi na minha infância) nas mãos dele era a oportunidade perfeita de me ver perdida novamente. Só que, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Desde abril do ano passado espero por este dia. O dia de ver <em>Alice</em>.</p>
<p><a href="http://www.isabellices.com/wp-content/uploads/2010/05/alicedois.jpg"><img class="alignnone size-large wp-image-459" title="alicedois" src="http://www.isabellices.com/wp-content/uploads/2010/05/alicedois-1024x512.jpg" alt="" width="538" height="269" /></a></p>
<p>Nem tanto pela história, mas mais por conta do meu caso com Tim Burton. Adoro seus filmes e ver uma história tão sem nexo (como <em>Alice </em>foi na minha infância) nas mãos dele era a oportunidade perfeita de me ver perdida novamente. Só que, desta vez, num lugar mais sombrio, mágico e&#8230; E mais Tim Burton!</p>
<p>Apesar das críticas ferrenhas, fui esperançosa de ver na tela mais do diretor e menos da loirinha protagonista.</p>
<p>O filme começa devagar e demora para começar a nos prender. A culpa não é do diretor. Ele precisava dar uma satisfação, afinal <em>Alice </em>é a continuação daquela história que lemos na infância. Pois é, Alice cresceu e leva um tempo até esta história engatar e até o País das Maravilhas começar a fazer algum sentido.</p>
<p>Quanto às críticas negativas que li a respeito da atuação de Mia <span style="text-decoration: line-through;">Oompa-Loompas</span> Wasikowska, a moçoila que protagoniza a história, confesso que achei todas injustas. Comecei com um pé atrás com aquela cara lavada, aquele loiro homogeneamente espalhado em sua pele, alma, cabelo e coração. No entanto, não demora muito para sentirmos que ela é perfeitamente Alice e que não haveria outra para ocupar seu lugar.</p>
<p>Confesso que no início pensei em Scarlett Johansson para assumir o papel. Mas aí lembrei que meu namorado não se concentraria no filme etc e tal. E desconsiderei a possibilidade. Tim Burton acertou sim na protagonista.</p>
<div id="attachment_457" class="wp-caption alignnone" style="width: 527px"><a href="http://www.isabellices.com/wp-content/uploads/2010/05/aaascarlettcinderella.jpg"><img class="size-large wp-image-457   " title="aaascarlettcinderella" src="http://www.isabellices.com/wp-content/uploads/2010/05/aaascarlettcinderella-1024x665.jpg" alt="" width="517" height="335" /></a><p class="wp-caption-text">Scarlett como Cinderella. Quem sabe um dia, ahm?</p></div>
<p>No filme, Anne Hathaway vive a Rainha Branca e, apesar de eu adorar a atriz, acredito que este tenha sido seu pior trabalho. Não sei se é muito fácil brilhar como a mocinha da trama. Coisa chata esse papel. Tirando uma ou duas cenas, sua personagem não muda no tom da fala, nas expressões e é até um estereótipo estranho: fica com as mãos levantadas o tempo todo, numa pose de mocinha muito esquisita. Nem merece uma foto por aqui.</p>
<p><a href="http://www.isabellices.com/wp-content/uploads/2010/05/maisdela.jpg"><img class="alignnone size-large wp-image-461" title="maisdela" src="http://www.isabellices.com/wp-content/uploads/2010/05/maisdela-1024x574.jpg" alt="" width="531" height="297" /></a></p>
<p>Apesar de Johnny Depp estar muito bem como o Chapeleiro Maluco, o grande destaque vai para Helena Bonham Carter, a baixinha cabeçuda da foto acima, esposa de Tim Burton e a alma de qualquer filme dele. A Rainha Vermelha é a essência da trama e, vez ou outra, consideramos a ideia de torcer apenas por ela. Ela é o que há de Tim no filme. Malvada, excluída, esquisita, estranha, sombria&#8230; Frágil.</p>
<p>Resumindo, <em>Alice </em>é um filme de figurino impecável, cenário e efeitos lindos e algumas atuações brilhantes. Mas&#8230; Sim, eu esperava por algo mais. Eu queria mais de Tim Burton nos cenários, nos diálogos, mais magia no País das Maravilhas e menos sensatez por lá. Mas eu também fui cheia de expectativas. E mesmo não sendo tão obscuro quanto eu pensava que seria, Tim Burton é Tim Burton e por isso eu recomendo. Qualquer obra dele merece ser apreciada.</p>
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		<title>Todo mundo amarela uma hora?</title>
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		<pubDate>Thu, 29 Apr 2010 02:29:59 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Isabella Ianelli</dc:creator>
				<category><![CDATA[arte e cultura]]></category>
		<category><![CDATA[música]]></category>
		<category><![CDATA[poesia]]></category>
		<category><![CDATA[sustentabilidade]]></category>
		<category><![CDATA[teatro]]></category>
		<category><![CDATA[televisão]]></category>

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		<description><![CDATA[
Desde 2004, sou fã confessa do grupo O Teatro Mágico. Assim: foi paixão à primeira vista. Conheci o grupo pela Internet e passei um bom tempo sendo fã à distância. Um dia, tomei coragem e fui assistir a uma apresentação. Foi o início de um longo trajeto como fã de carteirinha. Do tipo que chega [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.isabellices.com/wp-content/uploads/2010/04/anitelli-e1272462828731.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-425" title="anitelli" src="http://www.isabellices.com/wp-content/uploads/2010/04/anitelli-e1272462828731.jpg" alt="" width="267" height="400" /></a></p>
<p><a href="http://www.isabellices.com/wp-content/uploads/2010/04/anitelli.jpg"></a>Desde 2004, sou fã confessa do grupo O Teatro Mágico. Assim: foi paixão à primeira vista. Conheci o grupo pela Internet e passei um bom tempo sendo fã à distância. Um dia, tomei coragem e fui assistir a uma apresentação. Foi o início de um longo trajeto como fã de carteirinha. Do tipo que chega bem antes da apresentação e só vai embora bem depois.</p>
<p>O grupo, que é liderado pelo querido Fernando Anitelli, conseguiu levar para os palcos uma mistura de diversas manifestações artísticas. No entanto, mais inusitada do que a proposta de reunir tanta gente diferente com o mesmo objetivo, é a bandeira da arte independente levantada com fé por Anitelli e sua trupe.</p>
<p>Músicas para baixar na Internet, contato direto e frequente com os fãs e um jeito acolhedor de lembrar do nome, da família, da última vez que viu e essas coisas que mostram que a mesma pessoa que estava em cima do palco, está ali, sem maquiagem ou pose, conversando com você. De igual para igual. Parece óbvio, básico, normal e até mesmo necessário para uma real admiração, mas qualquer um sabe que não é bem assim na prática das outras bandas.</p>
<p>Por este e por outros motivos, O Teatro Mágico ganhou destaque como mais do que uma banda: um ideal. Assim, todo mundo que conhece o grupo acaba (de uma maneira ou de outra) chegando ao debate da arte independente, da música para baixar, da liberdade do artista, da necessidade do contato direto com o público, da desmistificação do ídolo etc e tal. E quem entra em contato com o universo do grupo, chega também aos projetos paralelos dos artistas que estão n&#8217;O Teatro Mágico mas que carregam, além desta, outras bandeiras, como é o caso da &#8220;boneca do tecido&#8221;.</p>
<div id="attachment_430" class="wp-caption alignnone" style="width: 510px"><a href="http://www.isabellices.com/wp-content/uploads/2010/04/gabiveigarodeio-e1272464755494.jpg"><img class="size-full wp-image-430" title="gabiveigarodeio" src="http://www.isabellices.com/wp-content/uploads/2010/04/gabiveigarodeio-e1272464755494.jpg" alt="" width="500" height="333" /></a><p class="wp-caption-text">Gabriela Veiga, circense, bióloga, vegetariana convicta e idealizadora do projeto Hábitos e Habitat</p></div>
<p>Acontece que, na semana passada, O Teatro Mágico apareceu na novela das oito. Sim, na novela da Globo. Sim, O Teatro Mágico. E como eu vi um mar de manifestações surgindo e um Fernando Anitelli oscilando no <a href="http://www.twitter.com/fanitelli">Twitter</a> entre explicações pacientes aos fãs e o bloqueio dos mais irritadinhos, pensei que eu tenho onde interferir nesta história.</p>
<p>É claro que eu não esperava menos. Aguardei ansiosamente pelo burburinho e pelas perguntas assustadas do tipo: &#8220;O Teatro Mágico se vendeu?&#8221;. Os fãs seguem mais do que uma banda e a indignação sobre a aparição na novela da Globo era esperada. E é legítima. Explico.</p>
<p>Há anos, os fãs frequentam os shows da trupe e, em determinado momento, ouvem um pequeno discurso exaltado do líder do projeto, falando sobre a dificuldade da divulgação do grupo, da falta de acesso à chamada &#8220;grande mídia&#8221;, do jabá pago pelas grandes gravadoras. Entre outras coisas, Anitelli não deixa de citar a alienação da televisão, como é o caso da música Xanéu no. 5 (crítica evidente ao canal no qual apareceram).</p>
<p>E quando falamos de novela, falamos de algo que é assistido por uma grande parte da população e que, acima de tudo, é um veículo ótimo de manutenção dos valores em voga e criação de moda. Sim, basta a mocinha (ou a vilã) usar um determinado esmalte para que este vire febre. Cintura baixa, cintura alta, preto, cinza, rosa. Tudo é ditado, essencialmente, ali. A moda do povo, o que vai vender, o que vai acontecer, o que vai tentar virar febre nos próximos nove meses.</p>
<p>Por isso, acho mais do que saudável que os fãs coloquem Sr. Anitelli e companhia na parede perguntando: &#8220;E aí? Qual é a de vocês?&#8221;. Primeiro, porque é a prova de que estes fãs, de alguma maneira, entenderam o recado dado nos shows. E depois porque Anitelli, que é um cara muito inteligente e coerente, interessado em arte, cultura e disposto a meter a mão na massa para que algo, de fato, ocorra neste país, tem lá suas explicações para a aparição na novela: a audiência é incrível, pela novela o grupo chegou a pessoas que não têm acesso à Internet, a trupe foi convidada etc e tal.</p>
<p>No entanto, acredito que o que o povo do Twitter não conseguiu dizer em 140 caracteres é: a luta de vocês foi para isso? Sim, sem dúvidas a novela deu um destaque ótimo ao grupo, mas até que ponto isto vale a pena? Durante alguns minutos na telinha da Globo, a trupe foi só mais um adereço do teatro montado pelo autor, pelo diretor e pela produção. Quem assistiu não viu O Teatro Mágico (a não ser quem conhece), mas viu, sim, um grupo de circo, com algumas músicas fazendo a reinauguração do &#8220;Restaurante do Garcia&#8221;.</p>
<p>Não condeno o grupo por aparecer na Globo. Não acho que ninguém ali se vendeu. Também não acredito que: &#8220;Ou é o trono ou é o inferno&#8221;, como dizia uma música que eles costumavam cantar e que um trecho está como título deste texto. Sim, a história teve pontos altos. Só não posso achar que este é um marco na história d&#8217;O Teatro Mágico. Marco, para mim, foram os shows da Virada Cultural, com milhares de pessoas cantando. Marco foram os aniversários da trupe, com outros milhares declamando poemas em uníssono, marco foram os CDs vendidos, marco é a febre do boca-a-boca.</p>
<p>Não posso acreditar que só teremos um outro grande marco quando, um dia, convidarem o grupo para um novo capítulo de novela. Isso, para mim, foi uma mera consequência, um reconhecimento tardio, um ponto numa história de outras tantas conquistas mais interessantes.</p>
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		<title>O despertar da primavera</title>
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		<pubDate>Tue, 16 Mar 2010 00:43:49 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Isabella Ianelli</dc:creator>
				<category><![CDATA[arte e cultura]]></category>
		<category><![CDATA[são paulo]]></category>
		<category><![CDATA[teatro]]></category>

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		<description><![CDATA[Olhando as fotos, a produção antenadinha e a coleção de indicações ao Prêmio Shell do musical O despertar da primavera, você pode muito bem se sentir tentado a correr para gastar muitos reais para vê-lo. Não perca tempo. Eu explico o motivo.
Fui assistir à estreia do musical em São Paulo. A peça, que ficou em [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_352" class="wp-caption alignnone" style="width: 492px"><a href="http://www.isabellices.com/wp-content/uploads/2010/03/despertar.jpg"><img class="size-full wp-image-352 " title="despertar" src="http://www.isabellices.com/wp-content/uploads/2010/03/despertar.jpg" alt="" width="482" height="362" /></a><p class="wp-caption-text">Provocativa, instigante, sensual, rebelde? Não se iluda</p></div>
<p>Olhando as fotos, a produção antenadinha e a coleção de indicações ao Prêmio Shell do musical <em>O despertar da primavera</em>, você pode muito bem se sentir tentado a correr para gastar muitos reais para vê-lo. Não perca tempo. Eu explico o motivo.</p>
<p>Fui assistir à estreia do musical em São Paulo. A peça, que ficou em temporada no Rio de Janeiro, chegou aqui neste último final de semana.</p>
<p>Um texto clássico, numa superprodução. Aliás, se tem algo de bom que posso falar desta peça é isto: em cartaz no teatro Sérgio Cardoso, tem cenário caro, figurino bem pensado, banda ao vivo, coreografia bem ensaiada e produção incansável atirando para todos os lados (com twitter, blog, site, formspring e afins). Uma superprodução mesmo.</p>
<p>Não sou das críticas teatrais mais ferrenhas. Principalmente porque, quando se trata de teatro, admiro só a   tentativa. Acho linda, enriquecedora e merecedora de aplausos qualquer   tentativa legítima.</p>
<p>Acontece que a peça não me convenceu. É produzida, ensaiada,  teatral, tem os maiores diretores brasileiros mas, simplesmente, não tem graça. Não consegue carregar o texto, nem dar veracidade aos fatos porque nada ali pulsa.</p>
<p>Alguns fatores técnicos contribuem, como a  iluminação que, apesar de elogiadíssima por meio mundo, simplesmente não  valoriza a peça. Deixa o ambiente escuro e não enfoca o rosto  dos atores nos momentos necessários.</p>
<p>A cenografia é outro ponto baixo. Carregada, chega até mesmo ao ponto de  ser cafona. Muita informação em cena —  e informação desnecessária. O cenário não consegue ser lúdico, nem simbólico, nem rústico. Tenta inovar, mas acaba careta.</p>
<p>Além disso, o uso contínuo do microfone faz a peça parecer um filme dublado. Como o som é reverberado apenas pelas caixas, temos que buscar por alguém  abrindo e fechando a boca na multidão, para, então, entender qual ator está falando.</p>
<p>Apesar disso, atores e atrizes esforçados em seus papéis. Muito novos e também muito talentosos. Isto, claro, exceto quando os meninos entram em cena e cantam e dançam como o extinto grupo<em> <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Br%27oz">Br&#8217;oz</a>,</em> e quando as meninas matracam no mesmo tom agudo das irmãs de Ariel no filme<em> A Pequena Sereia</em>.</p>
<p>Pois bem. E quem sou eu para apontar tudo isto, não é mesmo? Quem sou eu, já que a peça é a mais elogiada que já vi na vida?</p>
<p>Exatamente por conta deste rio de elogios, tenho que colocar aqui o que senti. Porque não sou chata assim como pareço, mas ou eu estou muito errada ou o resto do mundo é que está. Em todo caso, acontece que esta superprodução, realmente, não me convenceu. E acredito que minha singela opinião não abalará a estrutura financeira da peça.</p>
<p>PS: Você viu? Gostou? Eu estou certa ou fui num dia ruim? Deixe sua opinião.</p>
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		<title>A salvação da menina má</title>
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		<pubDate>Fri, 19 Feb 2010 12:20:38 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Isabella Ianelli</dc:creator>
				<category><![CDATA[arte e cultura]]></category>
		<category><![CDATA[televisão]]></category>

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		<description><![CDATA[Quem assiste à novela das oito certamente conhece. Ela começou como uma mera criança prodígio, dessas que as novelas das seis, sete e oito têm aos montes na esperança de que alguma emplaque. Filha de Dora (Giovanna Antonelli), Rafaela, vivida por Klara Castanho, é o capeta em forma de gente. Uma versão moderna, antenada e [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Quem assiste à novela das oito certamente conhece. Ela começou como uma mera criança prodígio, dessas que as novelas das seis, sete e oito têm aos montes na esperança de que alguma emplaque. Filha de Dora (Giovanna Antonelli), Rafaela, vivida por Klara Castanho, é o capeta em forma de gente. Uma versão moderna, antenada e interesseira de Chucky, o brinquedo assassino.</p>
<div id="attachment_299" class="wp-caption alignnone" style="width: 277px"><a href="http://www.isabellices.com/wp-content/uploads/2010/02/klaracastanho.jpg"><img class="size-full wp-image-299" title="klaracastanho" src="http://www.isabellices.com/wp-content/uploads/2010/02/klaracastanho.jpg" alt="" width="267" height="400" /></a><p class="wp-caption-text">Pareço boazinha?</p></div>
<p>Rafaela apareceu em Búzios (um dos cenários da novela) com a mãe a tiracolo. Ou vice-versa. Uma menina um tanto quanto sincera e engraçadinha. Nada fora do comum para sua idade. Acontece que ela foi se meter no Leblon com a mãe e agora está querendo espalhar pelos quatro cantos a infidelidade de Helena (Taís Araújo), a mocinha da trama.</p>
<p>Se faz tempo que você não liga a televisão, está pensando que&#8230; Mocinha até certo ponto, não é mesmo? Porque, afinal, estamos no Brasil. E que mocinha que se preste nesta sociedade moralista é infiel?</p>
<p>Pois é. O autor de Viver a Vida tentou de tudo. Taís Araújo não convenceu o público como modelo famosa, nem como mulher de empresário galã (José Mayer), nem como pessoa simpática, nem como habitante do planeta Terra. Talvez o erro tenha sido do autor ao contextualizar a personagem, talvez da própria atriz ao interpretar.</p>
<p>Acontece que há algum tempo as novelas estão transformando suas mocinhas em pessoas reais para atraírem o público. Mocinhas do estilo antigo, daquelas que apenas sofrem e esperam pelo príncipe encantado não fazem mais a cabeça do espectador. Mocinha também tem que ser gente.</p>
<p>Taís Araújo começou bem gente e não emplacou. Pareceu arrogante. Aí, a solução foi fazer dela uma coitada. Foi traída, levou um tapa da ex-mulher do marido, se sentiu culpada por um acidente, tentou salvar seu casamento, perdeu o bebê que esperava etc e tal.</p>
<div id="attachment_300" class="wp-caption alignnone" style="width: 274px"><a href="http://www.isabellices.com/wp-content/uploads/2010/02/tapa.jpg"><img class="size-full wp-image-300" title="tapa" src="http://www.isabellices.com/wp-content/uploads/2010/02/tapa.jpg" alt="" width="264" height="350" /></a><p class="wp-caption-text">De cara lavada e ajoelhada levou um tapa. O autor apelou ou não?</p></div>
<p>Aí, adivinhou? Sim, caiu no protótipo anterior. Boazinha demais. Arrogante e humilhada. O público odeia essas duas características.</p>
<p>A solução encontrada para o romance que não convenceu foi mostrar que Helena é tão gente como a gente, que sofre com o marido e que também vai buscar a felicidade. Tudo bem contido, né? Uns beijinhos no Thiago Lacerda e não se fala mais nisso &#8211; só se paquera.</p>
<p>Aí é que entra a menina má. Ela presenciou os beijos, vive de favor na casa da protagonista e agora lança olhares ameaçadores o dia inteiro sobre ela. O público vê o sofrimento de Helena (casamento falindo, romance surgindo e chantagem dentro da própria casa) e ela consegue parecer mais gente e menos personagem de novela. Agora, seu sofrimento é embasado e sua irritação com a menina é legítima.</p>
<p>Temos, pois, uma vilã à altura. A menina má que caiu no gosto do povo e, o melhor, que conseguiu salvar a imagem da mocinha. Uma ótima solução para o caso.</p>
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		<title>Beatriz</title>
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		<pubDate>Mon, 11 Jan 2010 15:29:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Isabella Ianelli</dc:creator>
				<category><![CDATA[arte e cultura]]></category>
		<category><![CDATA[amizade]]></category>
		<category><![CDATA[são paulo]]></category>
		<category><![CDATA[teatro]]></category>

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		<description><![CDATA[Não gosta de cominho. Nem de coentro. Reconhece as iguarias já no cheiro do tempero do restaurante. Da calçada.
Não come a feijoada de um &#8211; porque nela há um dos dois. Nem o bife à rolê. É capaz de parar uma refeição no meio por causa do tempero. Mesmo que o colega de mesa garanta [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Não gosta de cominho. Nem de coentro. Reconhece as iguarias já no cheiro do tempero do restaurante. Da calçada.</p>
<p>Não come a feijoada de um &#8211; porque nela há um dos dois. Nem o bife à rolê. É capaz de parar uma refeição no meio por causa do tempero. Mesmo que o colega de mesa garanta que não consegue sentir nada.</p>
<p>Alho e cebola, tudo bem. Cominho e coentro: nunca. Sofre pelo nordeste. O que, por lá, não leva esses temperos?</p>
<p>Chove pelo lustre da casa dela. Bem que pensou duas vezes antes de comprar um apartamento no último andar. Mas o preço estava bom e ela queria muito se mudar. Já não sabe se acredita no zelador ou na síndica. Talvez no zelador.</p>
<p>Agora, sempre que chove, pensa na casa dela. No dia que choveu estava lá, para acudir a casa num momento daquele. E olha que nem era para estar por lá. Devia estar viajando, decidiu chegar antes.</p>
<p>Chuva em São Paulo não é uma coisa boa. Lá no sul, tomou banho de chuva umas mil vezes. Aqui, a chuva é ácida, traz enchentes, água pelo lustre.</p>
<p>Não dormiu esta noite. Quer dizer, modo de dizer, né? Dormir dormiu sim, mas acordava de duas em duas horas, com cólica, tomava um remédio, deitava, esperava o sono voltar. Por isso está cansada a esta hora. Cansada.</p>
<p>Passou Jack nas unhas. Gostou do meu Arábia. Não gosta de passar esmalte ralo, não gosta: mancha. Riu do nome da cor de um esmalte: Inveja Boa. E isso existe? Devia ser branco, ao menos.</p>
<p>Beatriz na minha frente. Todas as personagens que já me confundiram naquela loira de olhos tão azuis, voz tão doce e presença tão delicada. Como Liz se encaixa ali? Não sei. Onde está Alaíde, de Vestido de Noiva? Procuro. E aquela que casa depois que cansa de tomar refrigerante? E a noiva do Ivam? Todas ali, escondidas dentro dela.</p>
<p>Será esta só mais uma personagem? Será esta parte, esta que eu vejo, sua Beatriz?</p>
<div id="attachment_125" class="wp-caption alignnone" style="width: 330px"><img class="size-full wp-image-125" title="cleoparis" src="http://www.isabellices.com/wp-content/uploads/2010/01/cleoparis.jpg" alt="" width="320" height="213" /><p class="wp-caption-text">De louça, de éter, divina. Cléo de Páris.</p></div>
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		<title>Então, é Natal</title>
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		<pubDate>Wed, 23 Dec 2009 01:27:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Isabella Ianelli</dc:creator>
				<category><![CDATA[arte e cultura]]></category>
		<category><![CDATA[cotidiano]]></category>
		<category><![CDATA[amizade]]></category>

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		<description><![CDATA[Por uma série de motivos, foi instituído o Natal. E por uma série de outros motivos, todos nós nos abraçamos e damos presentes e ganhamos tantos outros e saímos de qualquer loja ouvindo do atendente: &#8220;Boas festas&#8221;. Dezembro inteiro gira em torno de três diazinhos da última semana.
Você nunca viu a cara do cara que [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Por uma série de motivos, foi instituído o Natal. E por uma série de outros motivos, todos nós nos abraçamos e damos presentes e ganhamos tantos outros e saímos de qualquer loja ouvindo do atendente: &#8220;Boas festas&#8221;. Dezembro inteiro gira em torno de três diazinhos da última semana.</p>
<p>Você nunca viu a cara do cara que varre sua rua, mas em dezembro você o encontra. Dá &#8220;caixinha&#8221;. Compra uma dúzia de panetones e distribui por aí: frentista, cabeleireiro, dentista, cunhado, vizinho. Tanta gente que rondou sua vida por doze meses, hora de presentear com um pão doce com frutas cristalizadas. Por quê? Ora, porque é Natal.</p>
<p>Então vamos ao shopping. Não temos dinheiro, mas precisamos comprar. Precisamos de vestidos novos, presentes para os mais próximos. Quebramos a cabeça, enfrentamos filas nos estacionamentos. Enquanto nos esprememos, brigamos pela última peça daquela camisa que é &#8220;a cara&#8221; do seu pai. Gastamos uma pequena fortuna. E pagamos pelo estacionamento.</p>
<p>Hora de dizer: é tudo mentira. A gente não precisa de roupas novas. Sua família pode ficar sem ganhar presentes. Panetone não é sinônimo de Natal. No Brasil não neva. Papai Noel não existe. Seu espírito natalino vai durar o suficiente para você terminar o dia 25 em paz com sua família. Aliás, este &#8220;espírito natalino&#8221; foi inventado para te fazer pensar que a generosidade está diretamente atrelada ao número de presentes que você dá. Você não vai mais ver a cara do cara que varre sua rua. E vai continuar não gostando do seu vizinho.</p>
<p>Por fim: algumas pessoas não gostam de panetones.</p>
<p><img src="http://3.bp.blogspot.com/_Zxn2RgYh55U/SzF4mSk61hI/AAAAAAAAAOg/0oV_F7FnNpE/s400/isabellaumaanja.JPG" alt="" /><br />
<em>Feliz Natal! Libere o anjinho que há na sua casa!</em></p>
<p>PS: Eu espero fortemente que minha mãe não leia este post. Mãe, se estiver lendo, saiba que tudo isso é besteira e que meu novo notebook será muito bem-vindo.</p>
<p>PS2: Eu pedi para o Papai Noel, ela que se prontificou a me dar.</p>
<p>PS3: Pai, eu não comprei uma camisa para você, foi para dar mais veracidade ao texto. Desculpe.</p>
<p>PS4: Eu não sei do que estou reclamando. Sempre ganho muitos presentes e não dou nenhum.</p>
<p>PS5: Acho que eu quis dizer que sou sim generosa&#8230; Viu, gente?</p>
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