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	<title>Isabellices &#187; cotidiano</title>
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	<description>O blog que ela não queria, mas ele insistiu.</description>
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		<title>O trágico da existência estudantil</title>
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		<pubDate>Sun, 17 Jul 2011 22:31:10 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Isabella Ianelli</dc:creator>
				<category><![CDATA[cotidiano]]></category>
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		<description><![CDATA[Ando ocupada com os afazeres da minha monografia. Não que eu esteja muito atarefada. Ou estou? De fato, estou, mas escrevi muito pouco ainda. O que acontece é que quando não estou escrevendo para a monografia, penso que deveria estar escrevendo para a monografia, aí não consigo escrever nada, porque, ora, se for para escrever, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Ando ocupada com os afazeres da minha monografia. Não que eu esteja muito atarefada. Ou estou? De fato, estou, mas escrevi muito pouco ainda. O que acontece é que quando não estou escrevendo para a monografia, penso que deveria estar escrevendo para a monografia, aí não consigo escrever nada, porque, ora, se for para escrever, Isabella, que seja para a monografia.</p>
<p>Não que eu esteja estagnada. Até me surpreendi com o quanto consegui evoluir dia desses. Depois de ler umas mil páginas, consegui elaborar um raciocínio: primeiro falo disso, depois disso, depois daquilo. Vocês sabem, esta é a maior dificuldade: reconhecer que há algo a escrever sobre o tema – as pessoas escrevem muito, escrevem difícil, já escreveram tudo!</p>
<p>Outro ponto é conseguir se liberar do certo e do errado. Estou aqui escrevendo o que acho que Snyders quis dizer da felicidade na universidade, o que entendi que Schön falou sobre o que é ser um professor reflexivo, o que compreendi do que Iavelberg disse da importância de simular a prática na formação do arte-educador.</p>
<p>Meu medo é estabelecer verdades, verdades, verdades e de repente pensar que&#8230; Não era nada disso. Ela quis dizer justamente o contrário, Snyders foi irônico quando disse aquilo e Schön, ahhh, Schön é um bocó (vai me dizer que você não sabia?).</p>
<div id="attachment_932" class="wp-caption alignnone" style="width: 505px"><img class="size-full wp-image-932" title="imightbewrong" src="http://www.isabellices.com/wp-content/uploads/2011/07/imightbewrong1.jpg" alt="" width="495" height="332" /><p class="wp-caption-text">Pelo direito de estamparmos esta frase nos nossos trabalhos acadêmicos</p></div>
<p>É claro que é mentira: Schön não é considerado um bocó (muito pelo contrário, me parece, hein?), Iavelberg quis dizer aquilo mesmo e Snyders não foi irônico nada. Eu acho.</p>
<p>Aliás, é de Snyders a melhor definição desta angústia estudantil que nos assola. Este sentimento que nos atordoa, este não saber se conseguiremos chegar ao saber, se um dia estaremos perto de contribuir minimamente como contribuíram os grandes pensadores que admiramos. Esta incerteza do sentido dos estudos, este limbo entre me achar com uma pretensa sabedoria e me resignar como medíocre.</p>
<p>Essas dúvidas todas que nos afligem, são parte desta angústia, do que Georges Snyders chama de <strong>o trágico da existência estudantil.</strong></p>
<p>Ou você ainda acha que terá tempo de ler todos os livros que queria?</p>
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		<title>A água e a merda</title>
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		<pubDate>Mon, 20 Jun 2011 04:29:57 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Isabella Ianelli</dc:creator>
				<category><![CDATA[cotidiano]]></category>
		<category><![CDATA[escola]]></category>
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		<category><![CDATA[saúde]]></category>
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		<description><![CDATA[Já faz um tempo que comecei a pensar sobre que água beber. Pois entre o bebedouro e a água engarrafada, sempre preferi a segunda opção. Só há pouco passei a questionar a validade das informações contidas nas embalagens e a pureza de tais fontes, nascentes e rios que aparecem nas imagens.
Assisti ao assustador vídeo sobre [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Já faz um tempo que comecei a pensar sobre que água beber. Pois entre o bebedouro e a água engarrafada, sempre preferi a segunda opção. Só há pouco passei a questionar a validade das informações contidas nas embalagens e a pureza de tais fontes, nascentes e rios que aparecem nas imagens.</p>
<p>Assisti ao assustador vídeo sobre <a href="http://www.youtube.com/watch?v=AM9G7RtXlFQ" target="_blank">a história da água engarrafada</a> e passei a reconsiderar o bebedouro.</p>
<div id="attachment_880" class="wp-caption alignnone" style="width: 410px"><img class="size-full wp-image-880" title="bottled" src="http://www.isabellices.com/wp-content/uploads/2011/06/bottled.jpg" alt="" width="400" height="326" /><p class="wp-caption-text">Não é muito melhor, mas é só 10 mil vezes mais cara</p></div>
<p>Até que, dia desses, doutor Braghini – <a href="http://www.isabellices.com/alimentacao-saudavel-voce-sabe-o-que-e/" target="_blank">aquele que me explicou</a><a href="http://papodehomem.com.br/5-dilemas-de-uma-namorada-quase-ex-vegetariana/" target="_blank"> diversas coisas sobre alimentação</a> – contou em seu site<a href="http://www.ecologiacelular.com.br/content/potencial_zeta_agua_sangue_e_adoecimento" target="_blank"> tudo o que eu queria saber sobre a água que bebemos.</a> Com detalhes sórdidos.</p>
<p>E entre tanta química, cátions, ânions, eletrólitos e nomes que eu pensei que só servissem pra gente passar no vestibular, parei no item número seis do texto. O subtítulo: a água. Aquela que não está sã e salva nem depois de filtrada.</p>
<p>Foi lá que me deparei com o apocalipse do ser humano. Pois se vivemos cor-de-rosamente neste mundinho composto por ruas, carros, prédios, casas e vasos sanitários, é porque, decerto, não entendemos muito bem para onde nossos dejetos são levados.</p>
<p>E se você já começou a fazer careta, peço licença ao <a href="http://twitter.com/cbraghini" target="_self">doutor Braghini</a> para levar este papo sobre água para o esgoto. E para citar um cara que ouvi falar no <a href="http://www.tedxamazonia.com.br/" target="_blank">TEDxAmazônia</a>.</p>
<p>O nome dele é André Soares e ele falou sobre a merda. Sim, assim colocada. Falou sobre o absurdo cotidiano de empurrarmos fezes, urina e o que mais acontecer água potável abaixo.</p>
<p><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="450" height="349" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/TI9TnC3cRKM?version=3&amp;hl=pt_BR" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="450" height="349" src="http://www.youtube.com/v/TI9TnC3cRKM?version=3&amp;hl=pt_BR" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object></p>
<p>André é um grande entendedor de permacultura e defende a transformação deste hábito nada sustentável.</p>
<p>Tem pelo mundo quem diga que o<a href="http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2001/010117_toilet.shtml" target="_blank"> toalete assim inventado foi uma vitória</a>, o encontro da raça humana com a decência que lhe é cabida e que mereça celebração ainda hoje. O que é contraditório, porque se o sistema de coleta de esgoto afastou nossos excrementos do banheiro, André Soares e Carlos Braghini aparecem aqui para nos lembrar que ele pode estar trazendo tudo de volta pra sua cozinha.</p>
<h1>Tem cocô na nossa água</h1>
<p>Nossos dejetos vão para o esgoto, que vão para os rios. E não há tratamento que façamos que seja capaz de transformar a água em novamente potável. O esgoto é intratável, o que fazemos é diminuir sua carga poluente. Mas água incolor, insípida e inodora não significa água potável.</p>
<p>E é esta sujeirada toda que ingerimos diariamente – mais cloro e flúor, devidamente adicionados pelas estações de questionáveis tratamentos e que contribuem para tornar ainda mais tóxica a nossa água.</p>
<div id="attachment_896" class="wp-caption alignnone" style="width: 510px"><img class="size-full wp-image-896" title="banheiro" src="http://www.isabellices.com/wp-content/uploads/2011/06/banheiro.jpg" alt="" width="500" height="375" /><p class="wp-caption-text">Fácil, nem vai precisar de manual de instruções</p></div>
<p>André mora numa casa sustentável, bebe água da chuva. E utiliza um banheiro seco, em que as fezes passam por tratamento próprio e não poluem a terra, a água e não cheiram.</p>
<p>Ele fala da fecofobia: o medo disso aí mesmo que você está pensando. Conta sobre alívio da descarga e o medo que temos de pensar diferente.</p>
<p>Braghini tem como fonte a torneira. Ele explica que nosso esgoto é intratável. Por isso, faz o que pode para cuidar da própria água e consumi-la em casa: usa filtro de barro e destilador (um apetrecho que eu pensei que só existisse nos laboratórios).</p>
<p>Braghini comenta no texto o absurdo do fato dos próprios médicos não saberem que a qualidade da água ingerida é também causadora de muitas doenças.</p>
<blockquote><p>&#8220;Não é somente culpa de seu médico, mas do tipo de medicina ensinado nas escolas.&#8221;</p></blockquote>
<p>Apesar das falas parecidas, em pontos distintos, você já pode adivinhar onde é que o discurso dos dois foi parar.</p>
<h1>A vilã, a escola</h1>
<blockquote><p>&#8220;Vamos admitir, nós todos aqui que fomos à escola fundamental: ela não nos preparou para o dia de hoje.&#8221;</p></blockquote>
<p>Foi André Soares que disse que não preparou. E se ando vendo uma boa parcela da escola de hoje, arrisco dizer que também não prepara para o dia de amanhã.</p>
<p>As duas histórias caem na escola porque para mudar é preciso conscientizar. Se seu médico não estudou a fundo sobre a água, é hora de você se informar e buscar alternativas.</p>
<p>Se não pensamos sobre possíveis mudanças nas cidades, não temos como aguardar pelo esperado dia em que chegará um presidente, um governador ou um prefeito bem informado e disposto a mudar o mundo.</p>
<p>E se só é possível agir no coletivo, com muitas cabeças pensantes, nenhum lugar melhor do que a escola, esse concentrado de sociedade.</p>
<p>É, temos muito trabalho pela frente. Quem souber por onde começamos, dê um palpite.</p>
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		<title>Pieda, a receita quase esquecida</title>
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		<pubDate>Sat, 12 Mar 2011 17:25:09 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Isabella Ianelli</dc:creator>
				<category><![CDATA[cotidiano]]></category>
		<category><![CDATA[comidinhas]]></category>
		<category><![CDATA[família]]></category>

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		<description><![CDATA[Para tirar este blog do jejum, resolvi escrever sobre pieda.

Pieda é um prato italiano que, ao contrário da macarronada, não se popularizou.
Toda vez que falo em pieda, ouço um &#8220;ahm?&#8221; e tenho que explicar da forma mais injusta. Digo que é uma panqueca de fubá. Mas é mentira, muita mentira!
Pieda é uma massa (ok, parece uma [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Para tirar este blog do jejum, resolvi escrever sobre pieda.</p>
<p><img class="alignnone size-large wp-image-803" title="piedab" src="http://www.isabellices.com/wp-content/uploads/2011/03/piedab-1024x768.jpg" alt="" width="491" height="369" /></p>
<p>Pieda é um prato italiano que, ao contrário da macarronada, não se popularizou.</p>
<p>Toda vez que falo em pieda, ouço um &#8220;ahm?&#8221; e tenho que explicar da forma mais injusta. Digo que é uma panqueca de fubá. Mas é mentira, muita mentira!</p>
<p>Pieda é uma massa (ok, parece uma panqueca) feita de polenta. Sim, primeiro a polenta é preparada e, desta base, é feita a massa: misturando a polenta com farinha de trigo.</p>
<p><img class="alignnone size-large wp-image-806" title="cruag" src="http://www.isabellices.com/wp-content/uploads/2011/03/cruag-1024x768.jpg" alt="" width="491" height="369" /></p>
<p>Depois, pequenos discos são feitos. E passados na chapa. A polenta tem um toque rústico, não assa por completo e fica quase que queimada em alguns pontos. É sério, uma loucura.</p>
<p><img class="alignnone size-large wp-image-807" title="piedachapab" src="http://www.isabellices.com/wp-content/uploads/2011/03/piedachapab-1024x768.jpg" alt="" width="491" height="369" /></p>
<p>A pior parte de explicar para vocês, reles mortais que sobrevivem sem pieda, é quando falo sobre o recheio: repolho e escarola. Não, não faça essa cara. Juro que é o recheio ideal.</p>
<p><img class="alignnone size-large wp-image-809" title="mesar" src="http://www.isabellices.com/wp-content/uploads/2011/03/mesar-768x1024.jpg" alt="" width="461" height="614" /></p>
<p>Ao contrário da panqueca, que chega à mesa prontinha, os discos de pieda são colocados empilhados na mesa e cada um monta seu prato com a verdura de sua preferência (ou com uma mistura das duas).</p>
<p>Minha avó Ina faz pieda desde que me conheço por gente e esta é minha refeição predileta desde sempre. Perguntei para meu avô Chico e ele disse que a família dele também preparava este prato. Dona Ina jura que é mentira dele.</p>
<p><img class="alignnone size-large wp-image-811" title="pieda 426" src="http://www.isabellices.com/wp-content/uploads/2011/03/pieda-426-1024x768.jpg" alt="" width="491" height="369" /></p>
<p>Por ser feita à base de fubá e recheada de verduras não muito apreciadas como prato principal, deduzimos que é um prato vindo dos italianos pobres. E muito sabidos. Meus avós concordam com a história.</p>
<p>O engraçado é que quase ninguém sabe fazer pieda. Procuro na Internet e tudo que encontro é um <em>link </em>nada confiável do <a href="http://br.answers.yahoo.com/question/index?qid=20101017152847AALcXS0" target="_blank">Yahoo Respostas</a> (com uma receita muito diferente). Se busco por <em>piada </em>ou <em>piadina</em>, encontro receitas de massas à base de banha de porco.</p>
<p>Já tinha quase certeza de que a receita da pieda havia sido originada no imaginário da minha família. Assim como a sopa de bolinha – sim, isto existe: é o prato do Natal e todos da família têm espasmos de felicidade só de ouvir falar nela, de tão deliciosa.</p>
<p>Até que descobri que a família do <a href="http://twitter.com/#!/gustavogitti" target="_blank">Gustavo Gitti</a> também prepara pieda. E é igualzinha.</p>
<p><img class="alignnone size-large wp-image-818" title="inabellab" src="http://www.isabellices.com/wp-content/uploads/2011/03/inabellab-1024x768.jpg" alt="" width="491" height="369" /></p>
<p>Investigando sobre, descobrimos que a pieda chegou aqui por conta do lado Ferrini de minha avó, que veio de <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Forl%C3%AC" target="_blank">Forlì</a>, uma região da Itália pertencente à <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Em%C3%ADlia-Romanha" target="_blank">Emilia-Romagna</a>. Os Montanari, do Gustavo, também vieram de lá.</p>
<p>Já ouvi dizer que aquela é a terra da pieda, muito embora eu nunca tenha passado por lá para constar. Os tios falam, a gente acredita, não é?</p>
<h1>Receita de pieda</h1>
<p>Muito simples.</p>
<p>1) Prepare uma polenta (como não faço a menor ideia de como preparar uma polenta, vou confiar no seu domínio de <a href="http://www.google.com.br/search?sourceid=chrome&amp;ie=UTF-8&amp;q=polenta+como+fazer" target="_blank">pesquisas no Google</a> e pular esta etapa, ok?).</p>
<p>2) Faça como minha avó e misture toda a polenta com farinha de trigo até dar o ponto (não me arrisco a perguntar com mais detalhes, pois bem sei que minha avó não tem medidas na hora de cozinhar, é tudo à moda antiga. Portanto, primeiro especialize-se em massas).</p>
<p>3) Abra a massa em pequenos discos e passe-os na chapa com pouco óleo até você achar que estão bons o suficiente.</p>
<p>4) Refogue o repolho e a escarola (separadamente).</p>
<p>5) Pronto: a pieda está pronta para ser servida.</p>
<p>Mais fácil do que isso, só nascendo em família que faz pieda, diz aí. Ou então namorando alguém que tem família que também prepara. Ou os dois.</p>
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		<title>Entre recantos e desvãos: Ilha de Boipeba</title>
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		<pubDate>Thu, 20 Jan 2011 14:36:03 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Isabella Ianelli</dc:creator>
				<category><![CDATA[cotidiano]]></category>
		<category><![CDATA[conversas]]></category>
		<category><![CDATA[poesia]]></category>
		<category><![CDATA[viagem]]></category>

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		<description><![CDATA[Nestas férias, viajei para a Bahia, disposta a encontrar o mais hospitaleiro de todos os povos.

Fomos para a Ilha de Boipeba, um lugar com ares e mares caribenhos: linda vista, turismo que começa a gerar lucros e uma população muito pobre.
Perto de Morro de São Paulo e recém-descoberta pelos turistas, a ilha ainda é um [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Nestas férias, viajei para a Bahia, disposta a encontrar o mais hospitaleiro de todos os povos.</p>
<p><img class="alignnone size-large wp-image-762" title="redishdois" src="http://www.isabellices.com/wp-content/uploads/2011/01/redishdois-768x1024.jpg" alt="" width="468" height="621" /></p>
<p>Fomos para a Ilha de Boipeba, um lugar com ares e mares caribenhos: linda vista, turismo que começa a gerar lucros e uma população muito pobre.</p>
<p>Perto de Morro de São Paulo e recém-descoberta pelos turistas, a ilha ainda é um vilarejo sem grandes emoções. Praias desertas, clima agradável e água-de-coco e moqueca a preço de banana é o que dá para encontrar por lá.</p>
<p><img class="size-large wp-image-766    alignnone" title="boipeba 157" src="http://www.isabellices.com/wp-content/uploads/2011/01/boipeba-157-1024x768.jpg" alt="" width="491" height="369" /></p>
<p>São os próprios nativos que oferecem passeios pela ilha. Quer ir de barco até o outro lado do rio? Quinze reais. Quer que eu leve suas malas? Dez reais. Passear em volta da ilha? Sessenta reais.</p>
<p>Assim, eles nos exploram à medida em que exploramos a ilha deles. E exageram: tanto que chegaram a nos cobrar quinhentos reais descaradamente quando tentávamos negociar por um precinho bacana para irmos de lancha até uma praia a menos de quinze minutos de onde estávamos.</p>
<p><img class="alignnone size-large wp-image-776" title="praiaboipeba" src="http://www.isabellices.com/wp-content/uploads/2011/01/praiaboipeba-1024x768.jpg" alt="" width="491" height="369" /></p>
<p>Com uma relação estreita de clientelismo, servidão e inferioridade, o convívio entre nativos e turistas acaba não sendo dos mais simpáticos. Somos tratados como se não quiséssemos papo, como se fossemos ruins, como se estivéssemos atrapalhando a vida deles. O que, de fato, não deixa de ser verdade.</p>
<p>Depois de alguns dias por ali tentando uma prosa, é fácil tornar seu passeio de integração algo puramente turístico. Desconfiados, fechados e desacostumados das pessoas que por ali passam no verão, me acostumei a não vê-los.</p>
<p>Até que. Até que conheci Marquinhos.</p>
<p><a href="http://www.isabellices.com/wp-content/uploads/2011/01/marquinhos2.jpg"><img class="alignnone size-large wp-image-770" title="marquinhos2" src="http://www.isabellices.com/wp-content/uploads/2011/01/marquinhos2-991x1024.jpg" alt="" width="482" height="498" /></a></p>
<p>Tudo bem que já tínhamos encontrado gente legal por lá. A Dona Antonieta do acarajé, o tiozinho do mercado e. E só. E é por isso que, no início, não demos muita bola para Marquinhos, nosso guia no passeio de canoa pelo mangue.</p>
<p><img class="alignnone size-large wp-image-782" title="canoamangueburned" src="http://www.isabellices.com/wp-content/uploads/2011/01/canoamangueburned-1024x768.jpg" alt="" width="491" height="369" /></p>
<p>Eu nunca vou saber se um passeio de mangue é, de verdade, bacana. Porque quem era bacana ali era Marquinhos. Que nos ensinou a diferença entre mangue branco, vermelho e <em>siriiba</em>. Que me deu a maior descoberta biológica do ano: que existem ostras no mangue. Que não toma café da manhã (almoça, almoça e janta). Que come moqueca às oito horas da manhã (com feijão e farinha). Meu ídolo.</p>
<p><img src="http://www.isabellices.com/wp-content/uploads/2011/01/canoaredish-768x1024.jpg" alt="" width="461" height="614" /></p>
<p>E foi de Marquinhos uma das cenas mais incríveis que a pessoa que aqui vos escreve já viu. Meu<em> holy moment</em>.</p>
<p>Sentados na canoa, sob a luz do pôr-do-sol, eu, Gustavo e Marina – que conhecemos por lá e que nos convenceu a fazer o passeio – ouvimos uma história de família, enquanto assistíamos a Marquinhos remar.</p>
<p><img class="alignnone size-large wp-image-785" title="marquinhosblueish" src="http://www.isabellices.com/wp-content/uploads/2011/01/marquinhosblueish-1024x912.jpg" alt="" width="430" height="383" /></p>
<p>– Vou contar como meu avô comprou a primeira canoa dele.</p>
<p>E sorridente e orgulhoso contou com detalhes a história que ouve desde sempre. Com direito a pausas de emoção e até mesmo a um momento em que passou os dedos rentes aos olhos (digno de cinema), contou a história do dia em que um avião da Força Aérea Brasileira, indo de Ilhéus para Recife, caiu numa praia de Boipeba.</p>
<p>O avô e o tio de Marquinhos assistiram à queda. E foi de seu avô a ideia de chamar os moradores da ilha para ajudarem no resgate. Depois, nadou até o avião e encontrou uma senhora. Esperta, já estava despida das pesadas vestes que as mulheres pomposas daquele tempo usavam. Ele foi ajudá-la. Ela pediu que socorresse primeiro seus filhos.</p>
<p>Os moradores de Boipeba que participaram do resgate foram consagrados heróis. Chamados pela Aeronáutica para um evento, foram aplaudidos, receberam cumprimentos e a eterna gratidão da Força Aérea – que disponibilizou a eles seus aviões perpetuamente. E ganharam moedas de ouro. Daí, a canoa.</p>
<p><img class="alignnone size-large wp-image-787" title="gucanoagreenenhancer" src="http://www.isabellices.com/wp-content/uploads/2011/01/gucanoagreenenhancer-768x1024.jpg" alt="" width="461" height="614" /></p>
<p>Mas a história não para por aqui.</p>
<p>Há poucos anos, uma senhora chegou na Ilha de Boipeba procurando pelo avô de Marquinhos. Ao encontrá-lo, contou que sua mãe pediu a ela que não deixasse de conhecer o homem que salvou sua vida antes mesmo do nascimento.</p>
<p>Pois é: a senhora elegante do desastre de avião estava grávida.</p>
<p><img class="alignnone size-large wp-image-789" title="boipeba 409" src="http://www.isabellices.com/wp-content/uploads/2011/01/boipeba-409-768x1024.jpg" alt="" width="461" height="614" /></p>
<p>Marquinhos rema de volta ao cais, enquanto penso em quantas histórias mais estão guardadas nas famílias daquela ilha que, até pouco tempo atrás, nem energia elétrica tinha. Mal tem saneamento básico.</p>
<p>Boipeba talvez não seja ilha para turistas. Talvez seja preciso passar mais tempo por lá para descobrir <em>seus recantos, seus desvãos.</em></p>
<p>Nem todo mundo é Marquinhos. Mas toda ilha merecia ter um desses.</p>
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		<title>Susan Miller, a &#8220;profetisa dos astros&#8221;</title>
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		<pubDate>Fri, 03 Dec 2010 13:03:05 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Isabella Ianelli</dc:creator>
				<category><![CDATA[cotidiano]]></category>
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		<description><![CDATA[
Com ar simpático, de gente confiável e aparência boa, Susan é a nova mediadora entre os astros e as vidas de milhões de pessoas.
Se aqui no Brasil já tivemos Mãe Dinah acertando previsões, virando a vidente do ano (e depois a charlatona do século), Susan promete muito mais. Astróloga querida dos famosos e mundialmente reconhecida, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignnone size-full wp-image-727" title="susan" src="http://www.isabellices.com/wp-content/uploads/2010/12/susan.jpg" alt="" width="326" height="449" /></p>
<p>Com ar simpático, de gente confiável e aparência boa, Susan é a nova mediadora entre os astros e as vidas de milhões de pessoas.</p>
<p>Se aqui no Brasil já tivemos Mãe Dinah acertando previsões, virando a vidente do ano (e depois a charlatona do século), Susan promete muito mais. Astróloga querida dos famosos e mundialmente reconhecida, Susan tem fama de acertar em cheio. Mal chegou ao Brasil, assinando a previsão dos signos de uma revista feminina, e já virou febre.</p>
<p>Com uma vida típica de mocinha de romance americano (quase que ela poderia ter saído de um livro da <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Danielle_Steel" target="_blank">Danielle Steel</a>, tamanhas tristezas e alegrias de sua vida), Susan teve uma doença rara na infância e muitos períodos ruins em decorrência de sua reabilitação. Estudou em casa e foi com sua mãe que aprendeu a ser astróloga.</p>
<p>Basta passar a ler um pouco mais sobre ela e suas previsões, para começar a acreditar que a posição dos astros interfere na sua vida. Eu sei, é um tema controverso, mas, acredite, são muitos os céticos que conferem mensalmente as dicas dela.</p>
<div id="attachment_724" class="wp-caption alignnone" style="width: 310px"><a href="http://www.isabellices.com/wp-content/uploads/2010/12/susann.jpg"><img class="size-full wp-image-724 " title="susann" src="http://www.isabellices.com/wp-content/uploads/2010/12/susann.jpg" alt="" width="300" height="400" /></a><p class="wp-caption-text">Camiseta da marca brasileira Q-Vizu</p></div>
<p>Mas, afinal, o que Susan tem de diferente dos outros?</p>
<p>Seu site, <a href="http://astrologyzone.com/" target="_blank">Astrology Zone</a>, traz previsões mensais completas de cada signo. E não pense que a previsão imita aquelas de revistas e jornais. Susan confessa demorar sete horas em cada signo: são páginas e mais páginas com detalhes do que te espera no próximo mês. De dicas como &#8220;não viaje neste dia&#8221; até &#8220;quando for entregar seu currículo <em>vitae</em>, peça para que alguém o revise&#8221;.</p>
<p>Parece estranho e muito arriscado, mas Susan detalha seu mês todo. Tanto que tem muita gente triste neste mês de dezembro: suas previsões saíram e parece que não foram das melhores para alguns signos.</p>
<p>E, apesar de astróloga e quase vidente, <a href="http://revistatrip.uol.com.br/revista/193/paginas-negras/susan-miller/page-1.html" target="_blank">Susan diz que já foi cética</a> e nos propõe:</p>
<blockquote><p>Leia-me por seis meses e veja o que acontece. Ou então leia no fim do mês a previsão que fiz para os dias que passaram e veja se acertei alguma coisa.</p></blockquote>
<p>Convenhamos que é uma proposta arriscada e que eu gostei e topei.</p>
<p>E se você precisa de uma boa desculpa para acreditar em astrologia, é simples: basta lembrar que assim como nossas células são influenciadas pelo que comemos, talvez sejamos todos nós parte também das estrelas e dos astros todos. Eu sei, parece confuso, mas quem sabe sabemos bem menos do que pensamos saber?</p>
<p>O bom é que em dezembro, Susan Miller prometeu mundos e fundos para os nascidos sob o signo de Áries – o meu! Tirando um pequeno contratempo com um eclipse no dia 21 de dezembro (?), as expectativas de Susan são muito grandes.</p>
<p>Agora é só torcer para ela estar certa.</p>
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		<title>Pelo direito ao próprio corpo: aborto</title>
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		<pubDate>Tue, 28 Sep 2010 14:36:45 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Isabella Ianelli</dc:creator>
				<category><![CDATA[cotidiano]]></category>
		<category><![CDATA[criança]]></category>
		<category><![CDATA[saúde]]></category>
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		<description><![CDATA[Não faz muito tempo, escrevi por aqui sobre o mau atendimento médico. Citei o consultório de uma dermatologista e, para indicar que era escuro, escondido e com ares de coisa ilegal, escrevi que mais parecia uma clínica de aborto clandestina. Nos comentários, a @anarina me corrigiu dizendo que &#8220;clínica de aborto clandestina tem cara de consultório [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Não faz muito tempo, escrevi por aqui <a href="http://www.isabellices.com/sobre-ser/">sobre o mau atendimento médico</a>. Citei o consultório de uma dermatologista e, para indicar que era escuro, escondido e com ares de coisa ilegal, escrevi que mais parecia uma clínica de aborto clandestina. Nos comentários, a <a href="http://twitter.com/anarina">@anarina</a> me corrigiu dizendo que &#8220;clínica de aborto clandestina tem cara de consultório de alto padrão&#8221;.</p>
<p>Aí, lembrei que deveria ter escrito &#8220;clínica de aborto da periferia&#8221;. Porque, realmente, devem existir lugares muito bonitinhos para se abortar. Pesquisando sobre, descobri um documentário feito pela própria Ana Carolina sobre o aborto. O documentário se chama &#8220;Clandestinas, o Aborto no Brasil&#8221; e fala sobre esta questão esquecida e escondida da nossa realidade.</p>
<p><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="480" height="385" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/PGy21f212OY?fs=1&amp;hl=pt_BR" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="480" height="385" src="http://www.youtube.com/v/PGy21f212OY?fs=1&amp;hl=pt_BR" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object></p>
<p>Lá vemos depoimentos de quem decidiu abortar (como, onde e por qual motivo), vemos a luta da <a href="http://www.sof.org.br/marcha/">Marcha Mundial das Mulheres</a>, dados sobre a saúde pública, o depoimento de um médico e de pessoas conhecidas como Soninha Francine e Elke Maravilha.</p>
<p>Segundo o documentário, a lei que proíbe o aborto é dos anos 40 e hoje o permite em caso de estupro (ou de risco de vida). Mas já desde os anos 70, mulheres lutam pela descriminalização e pela legalização do aborto. Pelo direito da mulher ao seu próprio corpo. Afinal, se nós, mulheres, não lutarmos por isso, não são os homens que lutarão.</p>
<p>Mais do que entender que um filho é uma benção divina (para muitas pessoas deve ser assim mesmo), é preciso que entendamos que a mulher é dona de seu corpo. Ter um filho não pode ser considerado um castigo, um caminho sem volta: deve ser uma decisão consciente na vida de uma mulher.</p>
<p>E aí que a coisa fica muito bonita assim na teoria. Mas vai ter gente que vai dizer que, se o aborto for liberado, muitas mulheres vão abortar. Errado. Muitas mulheres já abortam. Algumas com <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Misoprostol">Cytotec</a> (que é encontrado facilmente no mercado negro), outras em clínicas clandestinas e, segundo uma pessoa da área, é fácil você que tem dinheiro pagar para seu ginecologista te internar no hospital mais caro da cidade dizendo que você teve um aborto espontâneo e que ele precisa fazer a curetagem.</p>
<blockquote>
<div id="_mcePaste">Para a namorada do filho, dá-se um jeito. Mas permitir em lei, de jeito nenhum.</div>
</blockquote>
<p>A frase acima é de Soninha Francine e reflete o moralismo da nossa sociedade. Interromper uma gravidez que não é desejada na sua família, ali ao seu lado, tudo bem. Dizer para todos o que aconteceu, não. E continuamos com o discurso pelo &#8220;direito à vida&#8221;. E a vida de quem vai parir? E a vida desta criança depois de nascer?</p>
<p>É incrível como passamos horas defendendo uma barriga grávida, mas não damos conta de cuidar das crianças do país. No documentário, Elke Maravilha também pergunta: por que não são defendidas tão ferrenhamente as vidas que já saíram do útero? Quantas crianças são abortadas com sete, oito, quinze anos de idade e nada é feito? Quantas são vítimas de maus-tratos? Quantas nascem sem expectativa, sem planejamento, sem base? E quantas mulheres encaram a gravidez como uma estrada sem volta, como se fosse fácil ter um filho, como se a maternidade fosse uma benção divina dada na hora errada, mas impossível de recusar?</p>
<p>E as garotas da periferia que engravidam, que se submetem a abortos em condições precárias, que morrem? Por que esta hipocrisia toda em torno da questão se as mulheres da classe alta também abortam – só que com cuidados redobrados?</p>
<p><a href="http://www.isabellices.com/wp-content/uploads/2010/09/abortion.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-611" title="abortion" src="http://www.isabellices.com/wp-content/uploads/2010/09/abortion.jpg" alt="&quot;Aborto é crime sangrento&quot;. É? Experimente ter filhos." width="338" height="500" /></a></p>
<p>É claro que não queríamos que o aborto fosse necessário. As imagens das <a href="http://www.youtube.com/watch?v=6ErxqkSnu14&amp;feature=related">campanhas contra o aborto</a> nos pegam pela beleza: aqueles bebês lindos, com pais alegres, num campo verde. Seria lindo se assim fosse. Se todos tivesse condições financeiras, psicológicas e vontade de ter esses bebês. Na prática, sabemos que não é assim. Que a mulher sofre por um erro (ou por um acidente) e que a criança pode vir a sofrer sua vida toda.</p>
<p>Hoje é o <em>Dia Latino-Americano pela Legalização do Aborto.</em> Tempo de refletir a respeito. Se faria, se não faria, se deixaria a namorada ou a prima fazer não importa: o aborto já é feito. Os gastos com a saúde pública já são grandes por conta disso. Legalizar só traria um benefício às mulheres e um amparo a quem tem consciência de que ainda não chegou sua hora de ser mãe.</p>
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		<title>Alimentação saudável: você sabe o que é?</title>
		<link>http://www.isabellices.com/alimentacao-saudavel-voce-sabe-o-que-e/</link>
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		<pubDate>Fri, 03 Sep 2010 06:08:10 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Isabella Ianelli</dc:creator>
				<category><![CDATA[cotidiano]]></category>
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		<category><![CDATA[literatura]]></category>

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		<description><![CDATA[Desde pequena tenho tendência aos vegetais. Nunca fui de recusar comida e experimentava de tudo: de jiló a queijo gorgonzola. Não sei se posso citar algo que não comia naquela época.
Ah, sim: galinha. Não comia frango porque eu brincava dentro do galinheiro do meu avô, muito feliz. Era a dona da fábrica de ovos de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Desde pequena tenho tendência aos vegetais. Nunca fui de recusar comida e experimentava de tudo: de jiló a queijo gorgonzola. Não sei se posso citar algo que não comia naquela época.</p>
<p>Ah, sim: galinha. Não comia frango porque eu brincava dentro do <a href="http://www.isabellices.com/ovo-surpresa/">galinheiro do meu avô</a>, muito feliz. Era a dona da <em>fábrica de ovos </em>de lá e amava muito minhas funcionárias – apesar de temer quando o gerente (o galo) se estressava com minhas peripécias e batia as asas enquanto o galinheiro todo se unia num complô para me rodear e me intimidar. Nossos policias deveriam aprender com a sabedoria milenar das galinhas.</p>
<div id="attachment_587" class="wp-caption alignnone" style="width: 510px"><a href="http://www.isabellices.com/wp-content/uploads/2010/09/galinhacrianca.jpg"><img class="size-full wp-image-587" title="galinhacrianca" src="http://www.isabellices.com/wp-content/uploads/2010/09/galinhacrianca.jpg" alt="" width="500" height="334" /></a><p class="wp-caption-text">&quot;E então, amiga, me conte: como foi seu dia?&quot;</p></div>
<p>Sim, naquela época parei de comer galinha. Poderia dizer poeticamente que foi porque eu era muito ligada às bichinhas, mas apesar de gostar muito delas, a ponto de dar nome a cada uma: não. Eu parei de comer galinhas porque vi uma comendo uma barata. Poderia ter ido até lá e dito:<em> tira isso da boca, menina</em>, mas não. Fiquei quieta, com nojo e saí correndo, antes mesmo de perceber que o inseto em questão era um besouro (o que certamente aliviaria minha tensão). Avisei a casa inteira que eu nunca mais comeria galinha. E nunca mais.</p>
<p>Aí, então, muitos anos se passaram, era uma sexta-feira do ano de 2007, eu estava em casa sem fazer nada quando decidi (pois é!) pesquisar sobre o vegetarianismo. Um <a href="http://www.youtube.com/watch?v=zqgZ7YptBzg">documentário</a>, algumas pesquisas acadêmicas e meia dúzia de sites mais tarde, eu já estava convencida a <a href="http://www.isabellices.com/sobre-caes-vacas-e-homens/">nunca mais colocar qualquer bichinho na boca</a>. E assim foi tranquilamente até eu ler o livro do <a href="http://www.quiropraxis.com.br/#">Dr. Carlos Braghini Junior</a>.</p>
<p>O Braghini é um cara que convence de cara. Seu livro é bonito, bem editado e o convite à leitura, na contracapa, é tentador. Apesar do título &#8220;Ecologia celular&#8221; não ser um grande atrativo para quem tem como referência de <em>ecologia</em> as aulas chatas de Ciências da sétima série e tem a palavra <em>celular </em>diretamente relacionada à <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Mitoc%C3%B4ndria">mitocôndria</a> (que, aliás, não faço a menor ideia do que se trata), o livro é para leigos e te ganha já na introdução.</p>
<p>Calmo e convicto, página por página ele te leva a conhecer um universo de alimentação saudável que nenhum Globo Repórter, que nenhuma revista e até que nenhum nutricionista já te contou. Confesso que demorei mais do que o usual para terminar o livro. Mas é que, entre tantas informações, a gente prefere deixar para depois, continuar comendo industrializados, chocolate e bebendo refrigerante (o grande vilão da minha vida).</p>
<div id="attachment_591" class="wp-caption alignnone" style="width: 501px"><a href="http://www.isabellices.com/wp-content/uploads/2010/09/ecologiacelularpb.jpg"><img class="size-large wp-image-591  " title="ecologiacelularpb" src="http://www.isabellices.com/wp-content/uploads/2010/09/ecologiacelularpb-1024x768.jpg" alt="" width="491" height="369" /></a><p class="wp-caption-text">Capa do livro e alguém que se esconde por não conseguir parar de beber aquele famoso refrigerante</p></div>
<p>E se até aqui você entendeu que o livro trata de alimentação, reitero: o livro fala sobre medicina. Não sobre essa que nos acostumamos em consultórios, prontos-socorros, crises de rinite e antibióticos. A medicina que Braghini explica é muito mais inteligente: corrige hábitos alimentares para não fazer adoecer. Muito mais simples, não?</p>
<p>No meio de tudo isso, o livro quebra mitos. Um deles: o da soja.</p>
<p>Você sempre achou a soja um alimento saudável, não é mesmo? Não é nisso que te fizeram acreditar? Você passa por uma loja de produtos naturais, vai a qualquer restaurante do tipo e vê uma infinidade de produtos e alimentos que têm como base a soja. Pois saiba que não é bem assim.</p>
<p>A soja, além de também ser consumida através de alimentos altamente processados (proteína texturizada, leite, suco etc – tudo horrível para nossa saúde), contém substâncias que causam doenças na tiróide e predispõem à coagulação do sangue e ao derrame cerebral. Não é à toa que este grãozinho é consumido há séculos, mas sempre na forma fermentada (como no <em>missô </em>e no <em>shoyo</em>) – já que esta é a única maneira segura de consumi-lo, de neutralizar sua ação.</p>
<p>E não é só isso: a soja não previne o câncer e a osteoporose, nem reduz a menopausa, como é dito por aí. E apesar de conter certos nutrientes e vitaminas, também contém <em>antinutrientes</em>, que inibem a absorção de minerais e de proteínas e um certo tipo <em>isoflavona </em>(a <em>genisteína</em>) que bloqueia a função da tiróide. Ou seja: fomos (e continuamos sendo) enganados por mais esta indústria. A soja é uma grande ação de <em>marketing</em>.</p>
<p>Mas se você ainda não confia nas palavras do Braghini, sugiro uma rápida pesquisa no Google sobre o assunto. Fiquei comovida com minha ignorância a respeito.</p>
<p>Como não como carne, minha alimentação nestes últimos anos foi baseada na soja. Resultado: não tenho outro substituto protéico à altura e revejo meus conceitos alimentares. Ou seja: de dieta de <em>criança feliz que come de tudo</em>, para a de que p<em>ara de comer galinha porque ela come o que bem entende</em>, para a de<em> vegetariana pela saúde</em>, para a de <em>quem não sabe mais nada sobre alimentação</em>!</p>
<p>No livro, muitas outras questões que nunca vieram à tona mesmo para mim, consumidora voraz de tudo relacionado à saúde: a ineficiência do leite pasteurizado, o horror do açúcar, a indústria dos grãos, os males dos agrotóxicos, as toxinas dos industrializados&#8230; E no final, um planejamento nutricional passo a passo para quem decide sair da teoria e começar a praticar. É, ele dá as coordenadas.</p>
<p>Enfim, Braghini fez tudo direitinho para te deixar de cabelo em pé, pensando que a galinha tinha razão: comer baratas (ou besouros) é sair no lucro.</p>
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		<title>Panis et circenses – o fracasso da Festa Vivo On</title>
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		<pubDate>Tue, 27 Jul 2010 06:59:52 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Isabella Ianelli</dc:creator>
				<category><![CDATA[cotidiano]]></category>
		<category><![CDATA[são paulo]]></category>
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		<description><![CDATA[Segunda-feira, meia-noite. Se eu não estivesse de férias, provavelmente já estaria de pijama debaixo das cobertas. Mas não: eu estava de salto alto no lançamento do incrível novo serviço da Vivo. Na festa da Vivo On.
Aconteceu assim: na semana passada, a Vivo fechou três baladas na região central de São Paulo (Sonique, Exquisito e Kabul) [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Segunda-feira, meia-noite. Se eu não estivesse de férias, provavelmente já estaria de pijama debaixo das cobertas. Mas não: eu estava de salto alto no lançamento do incrível novo serviço da <a href="http://www.vivo.com.br/">Vivo</a>. Na festa da Vivo On.</p>
<p>Aconteceu assim: na semana passada, a Vivo fechou três baladas na região central de São Paulo (Sonique, Exquisito e Kabul) para receber alguns convidados especiais para que fosse apresentada a <em>maravilhosidade </em>da coisa toda do novo serviço misterioso da empresa. É claro que dentre estes formadores de opinião, estava toda a blogosfera paulistana e mais metade de todas as tribos da semi-elite da cidade, na faixa dos vinte e trinta anos de idade.</p>
<p>Sim, era muita gente e (não) eu não sei de onde todo aquele povo saiu em plena segunda-feira. E é claro que eu, que não sou formadora de opinião, não tenho tribo definida e <em>male má </em>vou levando este blog, não fui convidada. Mas, sim, meu influente editor particular (e namorado nas horas vagas) foi convidado cinquenta vezes e lá fomos nós: ele, de gente importante, eu de acompanhante.</p>
<p>Ao chegar na região, bastava confirmar seu nome na lista e receber uma pulseira laranja VIP e fantástica que dava acesso irrestrito às três baladas do evento. Lindo, não?</p>
<p>Lindo, lindo, não. Lindo seria se a balada fosse na calçada. Explico: tentamos entrar na Sonique. Ao ver que a fila estava E-NOR-ME e não andava, ligamos para um amigo que estava lá dentro, que confirmou que a casa não estava lotada.</p>
<div id="attachment_559" class="wp-caption alignnone" style="width: 534px"><a href="http://www.isabellices.com/wp-content/uploads/2010/07/jul2010-023.jpg"><img class="size-large wp-image-559   " title="jul2010 023" src="http://www.isabellices.com/wp-content/uploads/2010/07/jul2010-023-1024x768.jpg" alt="" width="524" height="393" /></a><p class="wp-caption-text">Segunda-feira, hein?</p></div>
<p>Ahá. E quem não conhece estes truques de produção de evento chinfrim? Isto provavelmente já deve ter sido comprovado por algum estudo de universidade gringa: é só ver uma fila grande que qualquer ser humano já se interessa mais pela coisa. Quanto mais gente, mais atenção de todo mundo.</p>
<p>Como não tínhamos o que fazer (nem o que perder), fomos atrás de respostas para nossas indagações sobre a fila enorme, as portas fechadas e a balada vazia. Depois de sermos destratados e ignorados por um segurança e por um cara que tinha um crachá enorme escrito &#8220;Produção&#8221;, um outro muito amedrontado e agressivo (a muito custo) nos apresentou à pessoa mais fantástica que eu já vi em toda minha vida: a incrível Fabiana.</p>
<p>Toda mansinha, ela chegou para resolver nossos problemas: &#8220;Em cinco minutos eu coloco vocês dois lá dentro, tá? Só não coloco agora porque o pessoal da fila vai me matar&#8230;&#8221;. Respiramos fundo e meu paciente namorado explicou que não queríamos passar na frente de todo mundo, estávamos (<em>ahm, ahm</em>) cobrindo o evento e só queríamos saber o motivo da fila. Ela explicou que a casa estava lotada e toda aquela ladainha. Após ser confrontada com os fatos reais, ela passou a não mais ser nossa amiga.</p>
<p>&#8220;Tudo bem!&#8221;, disse meu parceiro de confusão. &#8220;Então você coloca a gente lá dentro agora pra confirmar isso?&#8221;. E a resposta da incrível produtora Fabiana foi&#8230; Adivinham qual? &#8220;Não! Não coloco porque você duvidou de mim!&#8221;. Ah, poxa vida. Magoamos a Fabi. Desculpa, Fabi, a gente não sabia que você ia levar pro lado pessoal.</p>
<p>O engraçado é ver um evento tão grande, com tanta desorganização. Realmente, os convidados foram muitos, a comunicação da produção do evento não estava rolando e deu para perceber que o que eles queriam mesmo é aquele bafafá todo rolando nas redes sociais para dar uma certa divulgação no novo serviço da Vivo que é o&#8230; O&#8230; Ahm&#8230;</p>
<p>Agora vem a outra parte engraçada da história: em meio a tanto alvoroço, meio mundo movimentado, entradas VIP e bebidas de graça, eis que a empresa esqueceu, simplesmente, de apresentar seu novo serviço. Me senti na Roma Antiga, na política do pão e circo. Com a diferença de que substituíram o pão por qualquer bebida alcoólica e o circo por música alta tocada por subcelebridades que sabem brincar de DJ. A alienação foi a mesma e o resultado que eles queriam, talvez tenham mediocremente alcançado: um monte de gente twittando diretamente da festa, mostrando que tanto faz o fim. Festa de graça, segunda-feira. Pão, circo. Está bom demais.</p>
<p>É, parece que ainda somos muito parecidos com os macacos.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>O melhor brunch de São Paulo</title>
		<link>http://www.isabellices.com/pain-et-chocolat-melhor-brunch-sao-paulo/</link>
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		<pubDate>Fri, 09 Jul 2010 22:01:33 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Isabella Ianelli</dc:creator>
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		<category><![CDATA[são paulo]]></category>

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		<description><![CDATA[
Em busca do brunch perfeito, Gustavo Gitti e eu nos aventuramos por muitas padarias de São Paulo. Todas prometiam cafés da manhã incríveis e juravam atender o único requisito que exigíamos para que um simples desjejum fosse eleito um brunch: servir até mais tarde e ter opções saborosas.
Aos finais de semana, são muitas as padarias [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.isabellices.com/wp-content/uploads/2010/07/bfst.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-548" title="bfst" src="http://www.isabellices.com/wp-content/uploads/2010/07/bfst.jpg" alt="" width="500" height="333" /></a></p>
<p>Em busca do <em>brunch </em>perfeito, <a href="http://twitter.com/gustavogitti">Gustavo Gitti</a> e eu nos aventuramos por muitas padarias de São Paulo. Todas prometiam cafés da manhã incríveis e juravam atender o único requisito que exigíamos para que um simples desjejum fosse eleito um <em>brunch</em>: servir até mais tarde e ter opções saborosas.</p>
<p>Aos finais de semana, são muitas as padarias que servem até mais tarde no sistema <em>buffet </em>completo. Apesar disso, nem tudo é tão saboroso quanto o prometido. Uma das melhores padarias da Vila Madalena, quando visitada, tinha serviço lento, estava muito suja, com pratos empilhados em todas (todas!) as mesas e funcionários alheios.</p>
<p>Um outro problema comum é que as padarias costumam servir no <em>buffet </em>aqueles bolos que já estão para vencer, as rosquinhas mais estranhas, o que sobrou e ninguém comprou. É claro que eles negam até a morte que isso possa ocorrer no estabelecimento deles, mas qualquer um que já tentou provar as iguarias percebeu que nada é tão fresco quanto aparenta.</p>
<p>Como se não bastasse, procurar por uma linda refeição numa padaria não é das melhores opções porque tudo por lá é tratado no estilo mais <em>padaria </em>impossível. Muita farinha, muito açúcar e pouco cuidado com os detalhes.</p>
<p>Com este monte de frescura em mente, fui conhecer a <a href="http://www.painetchocolat.com.br/">Pain et Chocolat</a>, que fica em Moema. Lá, até às 14 horas, é servido um café da manhã digno dos quase 25 reais cobrados por cabeça. Sim, digníssimo. Entre as opções, cabe ressaltar cremes de abacate e de açaí, muitas frutas picadas, uma grande diversidade de pães fresquinhos, bolos, cookies, pudim de tapioca (!), sucos naturais, ovo mexido além do tradicional café, leite, pão, manteiga etc e tal.</p>
<p>Tudo isso porque a Pain et Chocolat não é uma padaria. É uma doceria muito charmosa, com ares do que eu diria ser uma cafeteria parisiense. Como nada nesta vida é perfeito, as manhãs lá são lotadas. Não chegamos a pegar fila para entrar, mas tinha gente no <em>buffet </em>o tempo todo. Prova de que o que é bom progride por si só: o site da doceria é ruim, com poucas informações e agora mesmo percebi que está fora do ar, vejam só!</p>
<p>Como eu sofri para conseguir uma dica dessas, deixo aqui minha sugestão. Sem dúvidas, o melhor café da manhã de São Paulo (até o momento, pois minha saga continua).</p>
<blockquote><p>Pain et Chocolat</p>
<p>www.painetchocolat.com.br</p>
<p>(11) 5094–0550</p>
<p>Rua Canário, 1301 &#8211; Moema</p>
<p>São Paulo &#8211; SP</p></blockquote>
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		<title>Sample Central</title>
		<link>http://www.isabellices.com/sample-central/</link>
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		<pubDate>Sat, 26 Jun 2010 04:03:24 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Isabella Ianelli</dc:creator>
				<category><![CDATA[cotidiano]]></category>
		<category><![CDATA[comidinhas]]></category>
		<category><![CDATA[são paulo]]></category>
		<category><![CDATA[web]]></category>

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		<description><![CDATA[Imagine uma loja em que você entra, escolhe seus produtos prediletos e sai sem pagar nada. Parece um sonho? Pois saiba que não é.
Nesta semana, fui à pré-inauguração desta loja, a Sample Central. Muito bem localizada na Rua Augusta, entre as Alamedas Itu e Jaú, a loja traz um destes conceitos que promete abalar consumidores [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Imagine uma loja em que você entra, escolhe seus produtos prediletos e sai sem pagar nada. Parece um sonho? Pois saiba que não é.</p>
<p>Nesta semana, fui à pré-inauguração desta loja, a <a href="http://www.samplecentral.com.br">Sample Central</a>. Muito bem localizada na Rua Augusta, entre as Alamedas Itu e Jaú, a loja traz um destes conceitos que promete abalar consumidores e empresas.</p>
<p>A Sample Central se baseia numa forma de divulgação chamada <em>tryvertising</em>. Algumas empresas se tornam parceiras da loja e enviam lançamentos ou produtos que já estão nas prateleiras, mas que ainda não foram devidamente avaliados. Aí você, consumidor, vai até a loja, retira seus produtos prediletos e, depois de testá-los, responde a um simples questionário sobre o que achou.</p>
<p>Para ir à loja, basta se cadastrar no <a href="http://www.samplecentral.com.br">site</a>, pagar uma anuidade no valor de quinze reais e correr para agendar sua visita. Com diversos tipos de produtos, o difícil é escolher só cinco entre tantos outros bons. No entanto, não desanime: você pode voltar à loja todos os dias. Sim, todos os dias, não é incrível?</p>
<p>Eu fui, passeei entre as prateleiras e encontrei lançamentos e também produtos que já conhecia. Muitas coisas interessantes e outras um pouco assustadoras, tipo estas cápsulas que prometem diminuir seu apetite.</p>
<div id="attachment_516" class="wp-caption alignnone" style="width: 482px"><a href="http://www.isabellices.com/wp-content/uploads/2010/06/junho2010-102.jpg"><img class="size-large wp-image-516    " title="junho2010 102" src="http://www.isabellices.com/wp-content/uploads/2010/06/junho2010-102-1024x768.jpg" alt="" width="472" height="354" /></a><p class="wp-caption-text">Nutricé Slim Shots: promete sensação de saciedade por oito horas</p></div>
<p>É claro que tudo que está na loja já está de acordo com as normas vigentes do Brasil. Não se preocupe que você não será cobaia de nenhum teste químico ainda em andamento. O seu papel é o de, justamente, dar sua opinião sobre o produto em questão. Esta é sua moeda de troca.</p>
<p>E se você torceu o nariz achando que é uma forma da empresa entender nosso consumo e explorá-lo ao extremo eu te digo que é muito mais do que isso. O poder está em nossas mãos, consumidores: temos, finalmente, uma forma de contato direto com a empresa. É a hora de reclamar do que der na telha sobre o produto e exaltar os pontos fortes. Achou o produto bom? Ótimo. Acha que a embalagem poderia ser mais sustentável? Escreva. Eles querem a nossa avaliação.</p>
<div id="attachment_513" class="wp-caption alignnone" style="width: 482px"><a href="http://www.isabellices.com/wp-content/uploads/2010/06/junho2010-116.jpg"><img class="size-large wp-image-513    " title="junho2010 116" src="http://www.isabellices.com/wp-content/uploads/2010/06/junho2010-116-1024x740.jpg" alt="" width="472" height="341" /></a><p class="wp-caption-text">Minhas &quot;compras&quot;</p></div>
<p>Trouxe para casa PipoKopa, a pipoca com chocolate da Kopenhagen, o perfume In Bloom da Avon (e da atriz Reese Whiterspoon), um rímel da mesma marca, um kit reparador da Phytoervas e um esmalte cintilante.</p>
<p>Testei todos e já corri para o site para dar a minha opinião. Os formulários são quase todos iguais: simples, com perguntas fechadas e com um campo para que você deixe seus comentários. Gostei tanto da ideia que até extrapolei nos caracteres na hora de avaliar.</p>
<p>Porque eu acho legal dar minha opinião, mas melhor ainda é saber que ela será levada a sério.</p>
<blockquote><p><strong>Sample Central </strong></p>
<p>Rua Augusta, 2074 – Jardim Paulista<br />
CEP: 01412-000 – São Paulo – SP</p>
<p><a href="http://www.samplecentral.com.br/"> http://www.samplecentral.com.br/</a></p>
<p><a href="http://www.samplecentral.com.br/"></a>E no twitter: <a href="http://twitter.com/samplecentralbr">@samplecentralbr</a></p></blockquote>
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