Meu caso com a polícia

Eu já fui parada pela polícia nove vezes. Sete destas vezes foram em um ano e meio. Você pode afirmar que assim foi porque eu tirei as calotas do carro naquela época. Que o carro parecia carro de bandido, como diria minha mãe. Mas não. Já fui parada dirigindo o carro dela, o meu, o de um amigo.

Aliás, a primeira vez em que me pararam eu tinha acabado de tirar a permissão para dirigir. Fomos para uma balada linda em Bragança Paulista intitulada Porkaria’s – para você sentir o drama. Na volta, Tarcisinho (um amigo que não bate bem das ideias) estava bêbado e o carro foi para… Tcharam! Para mim!

E é claro que a polícia rodoviária nos parou naquele dia. O guarda pediu para eu abrir o porta-malas e eu só senti o bafo de pinga do Tarcisinho me dizendo: “Bella, é só apertar aqui que abre!”. É claro que eu fiz ele sair do carro e abrir o porta-malas. De pé, meio cambaleando, ele disse: “Seu guarda, essa é minha noiva… Ela tá dirigindo porque eu não tô muito bem…”. Como me disseram amigos depois, não sei o que foi pior: ser parada às 5 da manhã na estrada com a permissão para dirigir, um carro desconhecido e um amigo bêbado ou ter me passado por noiva desta figura:

Tarcisinho e eu num carnaval qualquer.

Este foi só um exemplo. Já fui cercada pela polícia (que me perguntou se eu tinha drogas no carro), já engatei um papo com um policial sobre uns alunos que eu tinha que assistiam a uma novela muito violenta, já fui parada porque denunciaram que eu não tinha habilitação (mas eu tinha, rá!) e na sétima vez já cheguei a perguntar: “Seu guarda, pelamordedeus, por que eu?”.

Acontece que se eu estiver passando de carro por uma blitz e um caminhão de cocaína estiver na minha frente e um carro com oito caras bêbados estiver atrás de mim, tenha a certeza de que eu serei a que verá o dedinho do guarda apontando para o acostamento. Por um lado, tudo bem, porque eu não bebo nunca. Por outro: caramba, policiais, vocês estão comendo bola!

Exceto na última quinta-feira, em que eu voltava para casa lá pelas onze da noite e fiquei parada na Av. Dr. Arnaldo. Suspeitei que o trânsito fosse por causa de algum jogo de futebol, mas não. Um policial parado em cada pista da avenida. Carro por carro, a pergunta:

- Boa noite. A senhora ingeriu alguma bebida com álcool hoje?

- Não.

- A senhora pode assoprar aqui?

Sim, eu fiz o teste do bafômetro! Sempre quis fazer o teste. Afinal, não beber nunca deve ter algum lado positivo, já que sempre passo de chata em todas festas e em todos bares para todas as pessoas.

E poder assoprar e ver o aparelhinho denunciar 0.0 é tão gratificante para alguém como eu, que sempre volto para casa com sono e a maquiagem borrada. Parecendo uma bêbada.

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4 comentários

  1. Como assim Porkarias Isabella???????????

    o_O

    tá certo q Bragança nao tem lá aquelas baladas, mas aí é apelação!!! hahaha

    q bom q vc não bebe hein?!

    beijooos!

  2. Eu fui testemunha ocular de uma vez ! Lembro da sua cara para o guarda de quem diz:
    "Eu juro que tenho carta, mesmo com essa cara de pirralha e com esse carro de bandido, juro também que eu estava sem beber nada até agora, 3 e meia da manhã, vindo do rodeio".

    Aquela noite foi inesquecível ! ~~
    Beijos !

  3. Lari, pois é, já fui ao Pork's (para o íntimos). Me livrei dessa vida, juro!

    "Eu", eu lembro que vc viu o guarda me parar! Ficou olhando e se divertindo… Não foi lá porque a pinga do rodeio devia estar tomando conta do seu ser… hahahaha!

  4. Já voltei muitas vezes para casa de madruga, de pé e de carro…

    Andava com pessoas que quase sempre eram abordadas, mas nunca fui parado ou abordado…

    Esperamos manter este saldo ahuiehioehuioeehoiuehuioh

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