O que é o amor?

Não é por nada não, mas criança é uma coisa. Aos onze anos de idade, eu escrevi este poeminha. Do nada. Ainda lembro, em Vargem, na casa dos meus avós, inspirada pela mesma árvore que estes dias sustentou meu tecido acrobático.
Dias depois, minha mãe achou o poema e o achou fantástico. Me denominou poeta por natureza. Eu não sou, mas criança é uma coisa mesmo. Eu não definiria tão bem. E ficou fofo, convenhamos. Ai…

“O que é o amor?
É uma pontinha de dor?
Ou uma felicidade no coração?
É quando você ouve uma canção
E depois quer fazer um sermão
E fica deixando suspiros pelos lados
Enquanto seu amado
Não quer saber de você

Será uma planta morta?
Ou uma porta?
Que abre e fecha sem parar…
Será uma mala?
Que quando abre a gente se entala
E quando fecha a gente se cala?
Ou uma semente?
Com paz, felicidade e igualdade
Que se espalha por todas as idades… ”

PS: Alguém só me explica a planta morta aí no meio. Certo, eu já sofria de amor.

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3 comentários

  1. a planta morta tudo bem, só não entendi “a mala que a gente se entala”!

    fofo!

    (digitei errado, tive que excluir o outro post!)

  2. Oi Isabella, te vi no blog do Ivam e vim olhar o teu Blog.
    Adorei o poema de sua infância.
    Será que já nascemos fadados a sofrer de amor?

    http://www.barbassa.zip.net

  3. é perfeito! um tratado filosófico sobre o amor. inclusive pela planta morta e pela mala que a gente entala… incrível, Isabella! beijos muitos

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