Romero Britto não é arte?

 “Despido da segurança oferecida por um diploma ou por alguma forma de validação incontestável, o artista é forçado a se auto-afirmar artista, na esperança que outras pessoas concordem e também o vejam como artista, mas quanto mais se auto-afirma artista mais é hostilizado ou criticado pela vaidade e arrogância de se auto-declarar artista.”

Alex Castro, em A vaidade do artista

Quando ouvi Agnaldo Farias dizer que Romero Britto não é artista, e que não discutiria com quem achava o contrário, fiquei intrigada. Talvez pelo fato de ser ou não o pernambucano artista aos olhos do acadêmico da USP. Mas intrigada mesmo pelo pedantismo habitual da academia ali exposto na minha cara num festival de artes de grandes artistas e grande amadores.

“A new day”, 2001

Foi no Festival de Arte Serrinha, numa calorosa discussão sobre arte-educação, que caí silenciosamente naquela questão de: o que é arte? Quem é artista? E passei a olhar ao redor: num festival aberto ao público, o mais comum é que surjam muitas mediocridades disfarçadas de arte em ares superiores de “isso aqui surgiu de um insight que eu tive…”.

Pois esta mesma academia que critica Britto absolve um estudante que faz alguns rabiscos e trata como arte. Com meia dúzia de rococós nas palavras e um bom carão se faz arte para muita gente do ramo. Muitos cursos renomados não geram nem ao menos grandes sensos estéticos e acabam por trabalhar apenas com a vaidade, ensinando cada aluno a se expôr confortavelmente. Com o aval da arte.

“New Venus”, 2003

Se é merecedora do título de “arte”, se gera ou não reflexão a arte do artista, como avaliar? A corrente que prega que Britto não pode ser considerado um artista afirma que sua obra se assemelha a um produto de consumo, é imediatista, não provoca reflexão, não contesta a realidade. No entanto, vejo suas obras constantemente em projetos educacionais e lá um fim é encontrado, uma reflexão, enfim. Não serve?

Não escrevo para defender Romero Britto, não. Sua estética nem de perto figura entre as minhas prediletas. Só me intriga a represália a um consagrado ilustrador pelo simples fato dele se dizer artista.

“Round”, 2002.

Talvez se Romero Britto, por força do destino, acabasse por apenas vender suas pinturas no calçadão de uma praia qualquer em Recife, de chinelo e entre mercadorias pirateadas, talvez ele fosse perdoado. Tenho a impressão de que, sem fazer alarde, se a USP o encontrasse, seriam louvadas as linhas deste pobre vendedor do nordeste.

Mas ganhar dinheiro com estas pinturas coloridas, Romero? Francamente…

 

PS: Esta discussão continua neste texto aqui.  

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73 comentários

  1. Ora, se é que podemos defender sua arte, não podemos no entanto ver alguma inocência no seu marketing de guerrilha. Arte até uma criança faz, rabiscando uma parede. Minha mãe me colocava de castigo sob essa acusação. Então, posso dizer que Romero Britto faz essa arte, pelo menos, repetitiva, limitada, simplificadora. Para meu gosto não serve. Para educar, só se for pela psicologia reversa. Mas essa é a minha opinião, que nem completou a academia.

    • Não entendo nada de arte. Mas para mim o que esse cara faz é mentira. É tudo muito bonito, belo e colorido. É teletubbies demais.

  2. acho que o pior “defeito” do Romero Britto é simplesmente fazer sucesso.
    no Brasil o povo tem esse hábito de criticar quem faz sucesso com algo que “não merece”. mas quem diz o que é de merecimento de quem?
    Acredito que no fundo, é dor de cotovelo, porque queriam fazer o sucesso que ele faz.

      • Ader, ele faz sucesso, independente de ter feito através de uma campanha de vodka ou não. Ele faz muito sucesso e é muito controverso. Eu mesma não curto sua estética, acho previsível e acho interessante o modo industrial dele produzir suas obras. No entanto, acho presunçoso dizerem que ele não é artista. Ele está tocando meio mundo por aí afora. É provável que num contexto histórico, daqui a umas centenas de anos, ele não seja nem ao menos citado, talvez sua relevância seja banal. Mas hoje em dia ele toca a galera, sim. É ilustrador, se diz artista. O é, portanto (na minha humilde opinião meio confusa e bem banal também, hehehehehehe).

    • É eu sou obrigado a Falar, mas eu desenho muito melhor que ele, eu acho realmente que a arte dele é uma putaria e uma falta de Vergonha, o cara desenha uma coisinha que qualquer um pode fazer e fala que é arte, arte para min é algo que você faz e as pessoas admirem você como se você fosse uma pessoa Superior, oque ele faz é um mero aproveitamento da BABAQUISSE Brasileira pra conseguir dinheiro encima desse povo TROUXA

  3. Eu concordo e entende que ele é, dever ser chamado e reconhecido como artista. Fazer arte é só início da conversa. O patamar é se ele é relevante. Como você mesmo exemplifica. Também tenho medo de usar a palavra “tocar” em relação a ele. Mas até a transcendência depende de repertório. Engraçado que a produção industrial dele poderia colocá-lo ombro a ombro com Warhol ou o famigerado Damien Hirst. Com que até ao lado desses sua figura fica ainda mais caricata. Talvez o problema dele afinal não seja sua falta de diálogo com a história da arte, falta de pesquisa estética, aceitação acadêmica ou “badge” de artista. Acho que ele pode ser desprovido de carisma. Mas não há dúvida que só falamos dele porque gostamos muito de vodka.

  4. A arte existe como parte de um sistema cultural. A gente não pode ignorar que uma parcela desse sistema se sustenta na ideia de que *arte* está separada do *dinheiro*, lá daquelas noções do artista boêmio que sofre sozinho no seu apartamento de um quarto / estúdio e cria pela arte enquanto morre de fome.

    Se ganha dinheiro, não é artista. Esse parece um preconceito forte na vida. O que dizer, porém, de criaturas como Damien Hirst, que se não me engano nem põe a mão na massa, só conduz a ideia e a sua criação? Artista é quem faz? Artista é quem pensa?

    Ou, afinal, artista é quem se chama e é chamado assim?

  5. Polly disse tudooo, que inveja…

  6. Meu filho está no Ensino Médio e, frequentemente, faz muitas reflexões sobre o que é arte. E, confesso: às vezes é difícil definir. Há muito preconceito entre os acadêmicos e arte acaba por tornar-se algo imposto por alguns tidos como “cultos”.

    • Isso que tu disse é uma grande realidade… O pedantismo come solto no mundo acadêmico. Geralmente vindo de pessoas que não estudaram o suficiente para formar uma opinião própria, aí acabam usurpando pontos de vista de professores com credibilidade mais alta e conhecimento duvidoso.

  7. Salvador Dali fazia propaganda de chocolate! Vendia até a mãe! Francamente! Mesmo não gostando do Romero Britto não dar estatos de artista a ele por que ele ganha dinheiro com sua obra é algo fora do seculo 21, criticamos ele como criticaram Tarsila do Amaral por ter sucesso com sua obra e isso foi a um seculo atraz quase!

    • Nao, a discussao é mais profunda. É preciso entendor o que é arte e o objeto artistico. Resumidamente, pq alguem gosta nao faz do objeto uma obra de arte. Os trabalhos do Britto sequer tem valor no leilao de artes. E visto apenas como um desenvolvedor de padronagens lúdicas e coloridas q sao aplicadas em superfícies, telas e objetos da cultura material.

  8. Renata Damus |

    Partilho da mesma opinião que você, sobre o pedantismo da Academia, inclusive da sua opinião pessoal sobre a arte de Romero Britto. O mesmo motivo que levou a refletir sobre o assunto é que me levou a considerar Romero Britto como objeto da minha dissertação de Mestrado. Defendo a ideia de que nos dias atuais não é mais possível discutir sobre alta ou baixa cultura e que dentro da academia ainda existe um ranço modernista que insiste em não arredar o pé. Há um campo vasto dentro da cultura onde é possível não só considerá-lo um artista de fato (quem sabe um dos representantes desse período conturbado da Sociedade de consumo), como também um meio para muita gente começar pelo caminho das artes, por que não? A discussão é mais prfunda, vai além do É ou Não é artista. Vale o debate.

  9. O tripé de sustentação da arte é: Beleza, Harmonia e Equilíbrio. Com isso, consegue-se enquadrar o que realmente é arte. Romero Britto esbanja tudo isso. Vender muito é uma consequência. Quanto mais agrada, é claro, mais vende, mais aparece. Parabéns ao Romero. Parabéns Isabella.

  10. Dentre todos os pontos, gostaria de apresentar outro. Britto é muito criticado pela famosa “propaganda de vodka”, pois bem. Imagine você, nascido em periferia e tentando a vida nos EUA, com todos os tipos de empregos possíveis, e um tempinho de sobra para fazer sua arte. Entre todo o suor para melhorar de vida, aparece uma grande empresa querendo explorar sua arte, em troca de um dinheiro que lhe traria conforto, numa quantia que você nunca imaginou ver na vida. Sob esse ponto de vista, vamos deixar de ser hipócritas e imaginar quantos aqui seriam capazes de recusar essa oferta. Uma porcentagem mínima diria que sim, e ainda assim eu duvido. Acredito, sim, na inveja em volta do seu sucesso. Não gosta? Não veja, não compre… mas não o diga que não é artista, se a tantos olhos ele agrada como arte.

  11. André Salviano |

    Penso que arte possa ser qualquer coisa, desde que seja arte.

    Partindo dessa definição, penso também que Romero Britto faz arte, sim. Quando quer.

    Muitas vezes não quer fazer arte, sabe que não está fazendo arte, e faz coisas. E vende as coisas. E vende sua estética pura. Porque a estética não é arte, mas pode ser igualmente única.

    Isso não só para artes plásticas. Há quem venda a estética pura como arte (e, com o perdão da redundância, não é) em poemas, composições, atuações.

    E sabe muito bem o artista e o bom crítico quando é arte e quando não é. Não é quando não foi.

    Agora, há outro ponto. Não há mal em se vender a estética pura desde que haja alguém para comprar. Só que não é arte, e ponto.

    Peço perdão se não utilizei os termos corretos, espero ter-me feito entendível. Exatamente por nunca ter estudado, exprimi somente minha opinião, ingênua e contestável, mas sobretudo sincera como artista.

    • Nome* (Eikon) |

      Você tá correto!!!

    • Diogo Pereira |

      Crítico de jornaleco patrocinado pelas empresas que lucram milhões com a “arte” de Romero Britto = tá certo!!! É Picasso mesmo, brasileiros tem síndrome de vira lata.

      Crítica de um professor da USP, curador, pesquisador, crítico de arte que não se vende para jornais = não vale, “intelectual com dor de cotovelo”.

      Agnaldo foi muito recentemente curador da exposição de Nelson Leiner, artista contemporâneo brasileiro no FIESP. Alguém conhece Nelson Leiner? Essa sim é a síndrome do brasileiro, não reconhecer a cultura própria, só aquilo que as grandes corporações internacionais reconhecem como boa arte (e lucra muito dinheiro para elas).

      Acho que seria bom você pesquisar bastante sobre a produção, o pensamento e a crítica não só do Romero Britto, mas de outros artistas brasileiros, para não ficar apenas nessa crítica vazia à própria crítica de arte. Realmente seria importante dar uma geral na produção artística.

      • Nossa… Então quer dizer que o brasileiro tem que conhecer o fulano de tal pra ser um entendido em Artes e ter o direito de gostar de algo e defender aquilo? Se isso não é pendantismo acadêmico, Diogo, eu realmente não sei o que é. As pessoas adoram pegar o nome de um artista específico que elas conhecem e jogar na cara dos outros como se fossem grandes críticas de Artes… Conhecer um ou dois nomes da Arte Contemporânea não te faz um grande entendedor de Artes. Conheço o trabalho de vários artistas contemporâneos brasileiros, os admiro, mas nem por isso fico destilando veneninho pra diminuir os outros. Humildade dizem que é bom…

    • Diogo Pereira |

      O comentário foi à autora, sua posição está certa André. Abraço

    • Desculpa, mas vou ser obrigada a te corrigir… A Estética pode não ser a mesma coisa que Arte, mas é algo inerente à Arte… Não há pretensamente uma Estética pura sem um viés artístico por trás dela.
      Tu pode não gostar, não concordar e achar até frívolo ou superficial, mas onde há Estética há Arte.

  12. André Salviano |

    Não sei se ficou claro, mas quando há arte, há, normalmente, estética.

    A recíproca que pode não ser verdadeira.

  13. Ele é um artista sim, mas falando em qualidade (no meu ponto de vista), ele quase não possui. Não vim falar mal dele por inveja, mas ele parece usufruir bem sua fama, humilde ele até, porém ingenuo (ou não), eu apoio ele, só que parece que ele está sendo usado pelo capitalismo e isso transmite uma imagem degeneradora para sua obra, daí dá a impressão que ele faz por dinheiro e fama. Eu gosto de suas frases que falam de superação, seria hipocrisia? Acho que não… De qualquer forma, a questão é arte e a sensibilidade artística e o que ele apresenta mais parece carência por cores e quase sem nenhuma textura e conteúdo, na minha opinião, eu dou mais valor a obras grafitadas por aí do que as que ele fez, pois as dele parecem não possuir contexto. (Apenas minha humilde opinião)

    • Aquino Santos |

      Ele é um artista porque representa aquilo que ele não é. Como ele tem centenas de milhares.
      É a arte DK-Dente.

  14. Com o intuito de colaborar com o debate,contribuo com uma definição do que é arte:Simples,de forma ideal e absoluta,se explica o que é arte(pensamento criativo),pelo que é o seu oposto(pensamento normativo).Concluindo,arte é:sensibilidade,expressividade,criatividade etc…etc…etc… .A não-arte é:Leis,normas,regras e regulamentos.A sociedade,as coisas, acontecem no contraditório desses fluxos.
    moiciruanices de Moiciruam

  15. Diogo Pereira |

    Cara Isabella,
    Entendo seu ponto de vista sobre Romero Britto. Pode ser que muito da crítica que se direciona ao artista sejam devido a uma inveja do seu sucesso, mas não a crítica séria. Ao meu ver não é o fato de Britto se engajar no marketing ou na produção industrial e comercial que o tornam um mal artista. Aliás, ele deve ser considerado sim, um artista. Mas o que torna-o um mal artista, ao meu ver, é a falta de sentido na sua arte, ou por se apoiar apenas no viés comercial. Britto não criou nada de novo para a arte, não aperfeiçoou nada de antigo, é um ilustrador que assume o título de artista. Que bom que ele tem todo esse sucesso, e é tão abraçado pelos meios de comunicação que se interessam em vender seu conteúdo fácil (“bonitinho”). Mas nisso aí perde a arte em geral. E é sempre assim, o bom cinema, a boa música, o bom teatro, a boa literatura passam longe de ser o mais aclamado por público e “crítica”, e são sim o mais “comercializável”. As pessoas que louvam Britto e sem sequer ir a um museu, são as que esquecem os brilhantes artistas da modernidade e contemporaneidade brasileira. Que fizeram muito sucesso internacionalmente e cujo trabalho eu gosto muito, por seu valor num contexto de pesquisa e desenvolvimento da arte. Vejamos Hélio Oiticica, Lígia Clark, Lígia Pape, Cildo Meirelles, Burle Marx, Athos Bulcão, artistas geniais, que são assim como Britto, louvados no exterior (só que estes em Galerias de Artes e exibições em Museus, e Britto é louvado por grandes marcas que comercializam seus produtos com o “toque” do artista). Tive aula com o Agnaldo Farias, é um brilhante curador e crítico de arte, responsável por trazer à Bienal de São Paulo, os artistas que normalmente a grande mídia “esquece” e que nunca estarão na boca do povo. Acho que para entender o contexto de arte em que Britto se insere, faz-se necessária uma dissociação entre a produção do mercado de consumo em massa, acéfalo, sem crítica, a “moda”, os best sellers, os blockbusters, trillers, hits, e aquela arte que tem um significado, porém ignorada por ser um pouco mais difícil de se entender, por desprezar muitas vezes esses conceitos fáceis de beleza, de quadro, escultura etc. Ao meu entendimento o trabalho de Britto não tem nem comparação com a Pop Arte ou a arte industrializada, precisamos discernir, também, o que é chocar. Quando DuChamp colocou um produto industrializado e o transformou em arte, abriu precedentes para redefinir o que era arte, abriu caminho para Judd, Richard Serra entre outros, que usavam métodos além da pintura tradicional, não tinham pudores de criar uma estética através dos materiais industriais. Quando Lichtenstein criou a sua PopArt, a partir dos quadrinhos, ela tinha um sentido em dizer que mesmo aquilo que você compra numa banca de jornal poderia carregar um sentimento artístico. É como Borges escreveu no seu Atlas: “precisou o artista aumentar colossalmente uma tampinha de garrafa para que pudéssemos ver que aquilo é arte”. Agora eu me pergunto o que fez Romero Britto pela arte Brasileira ou mundial, que crítico o comparou a Picasso? Não me diga que são do mesmo cacife daqueles que estão lá para classificar a saga “crepúsculo” como o marco da literatura de nosso século. Romero Britto pinta alguns rostos felizes, algumas texturas, corações etc. Qual é o sentido disso? Se para você isso tem um sentido transcendental, e a crítica não passa de intelectuais avessos à genialidade (QUAL???!!!) – ótimo para você! Mas para mim e para muitos interessados por arte, com razão, Britto é um ilustrador, autointitulado artista (assim como qualquer pessoa que dá na televisão é artista). Acho ótimo que ele seja rico, feliz, faça muito sucesso, mas péssimo que ele venha a “representar” a arte brasileira mundo (garrafas de vodka e água de coco, não museus) afora.

    • Na boa, amigo… Saia um pouco do óbvio! Esses artistas aí (que eu conheço) até fizeram muito pela Arte Brasileira (nem preciso dizer a importância do movimento Neoconcreto), mas o que veio depois deles, e que são aclamados pelo mundo acadêmico, não passam de meras cópias e tu vê eles em peso expondo em bienais brasileiras. Vamos nos despir de preconceitos e pensar no por que da Arte não poder ser lúdica? Qual o PROBLEMA em ela ser lúdica? Por que necessariamente a Arte tem que te levar a uma reflexão? Não necessariamente!
      Tu tá parecendo aqueles guris que recém entraram na faculdade e ficam repetindo que nem papagaio discurso de professores com largos currículos de Mestrado e Doutorado na Europa.

  16. Diogo Pereira |

    Comentário de um colega acima: “O tripé de sustentação da arte é: Beleza, Harmonia e Equilíbrio”

    É isso que é arte para um bom apreciador de Britto, um pra lá de anacrônico conceito Renascentista e acadêmico. Pois a arte de Britto sequer segue esse tripé: ainda bem, não? Se arte fosse sinônimo de beleza, harmonia e equilíbrio, nenhum moderno, desde os impressionistas seria artista.

  17. Para mim…
    Romero é Arte….
    Pra muita gente que acha que bunda, televisão é arte Romero é Cultura… adoro a alegria representada em seus quadros, o fato de vendê-los é consequência de compra e venda. Minha opinião é uma simples opinião e não verdade absoluta ate por que não há.

  18. Acho realmente que é intelectual com dor de cotovelo…talvez não goste de cores, do que é vida,alegria ,pluralidade cultural,pois é isso que vejo nas obras dele.

    Parabéns Romero,seu trabalho me traz vida.Obrigada!
    Aurilene

  19. A industria cultural é algo evidente há muito tempo.
    Cuidado é algo importante em ‘tempo modernos’, pois vivemos ao lado de um mundo que quer nos arrastar.
    Ou fazemos Arte ou seremos arrastados por sua prima distante…
    Concordo com Diogo Pereira e complemento dizendo que:
    Ou você cria ou se deixa ser criado
    Ou você inova ou copia, mas o problema não é a cópia em si, mas a falta de arte nela.
    Respeito toda opinião mas preciso comentar algumas das ultimas:
    Luiz Fernando Souto Maior, isso não é mais Arte há algum tempo rsrsrs.

    Mª Adelaide, respeito muito sua opinião mas, acredito que Romero seja só mais uma peça subjacente da industria da qual faz parte a bunda e a televisão.

    Aurilene, a Arte as vezes está nos olhos de quem vê, e como já foi dito acima; a definição criado por intelectuais é algo! Só tenha consciência do que vê, pois talvez o que vc sente pelas obras de Romero Britto seja o mesmo que muita gente sente com televisão..

    Sou apenas um estudante, tomara que minha opinião valha à todos!

    • Defina “falta de Arte”. Meio perigoso dizer que um artista carece de “Arte”. Depende muito do conceito que tu estás utilizando para definir “Arte”.

  20. Vou tentar traduzir o que escrevi acima, de uma forma mais ampla, pois, embora sinta ter sido claro, não me preocupei em ser um pouco mais detalhista. Bom, na minha opinião, a arte tem, pra ser entendida como arte, que, NATURALMENTE, apresentar-se com alma. A alma da arte, é, queiramos ou não, a Estética. A Estética é composta pelo tripé beleza, harmonia e equilíbrio. Isso vale pra qualquer manifestação artística: música, teatro, pintura, escultura, dança, …….etc. Qualquer ! O que, no meu entender, vem acontecendo, e tem gerado tanta polêmica, é o que há décadas, sim, décadas, vem sendo empurrado goela abaixo de toda a sociedade, e, principalmente nas Escolas (?) de arte(?), um conceito completamente e propositalmente distorcido do que realmente seria arte. Criou-se mais um braço para este corpo. Como já existia a palavra “moderna” nomeando o que realmente se diferenciava do antigo, mas ainda com muita, muita estética, atribuíram-lhe um nome que, felizmente, ficou como alerta àqueles que admiram arte: a palavra “contemporânea” . Pronto ! Estava resolvido o problema para todos aqueles que, por se acharem artistas ou serem incentivados a fazer “arte”, fossem incluídos em um universo sem limites, livre. Só não foi dito que a arte é livre, mas não é qualquer coisa, não é tudo. Ela segue, embora naturais, princípios que não podem ser desprezados. Princípios que não se dobram pra servir a qualquer interesse. A estética tem que estar presente! O que acontece hoje é simples. Escolas (?) de arte (?), continuam empurrando goela abaixo o que já não pode, nos tempos atuais, ser digerido! Museus e galerias têm aberto espaço grande a esse braço enxertado. Sinceramente, não consigo, e vejo que uma enormidade de pessoas não se presta a fazer sequer uma única visita a essas casas. E as que se arriscam, jamais voltam. A menos que façam parte desse conceito. Não é difícil entender. Imagino que quem visita um museu ou galeria, procura ser surpreendido POSITIVAMENTE com as diversas formas de expressão de arte que ali estejam expostas. Quem vê em Leonardo da Vinci , Pablo Picasso, Rodin, Portinari, o título de artista, não engole a mesma denominação a um sujeito que apresenta como arte, por exemplo, um televisor de led, n polegadas, com um tubo de PVC encravado em sua tela. Pelamordedeus !!!!!!!!
    É preciso, além de tudo , bom senso ! Repito: BOM SENSO !!!!
    Isso, não é arte! Não engulo jamais isso como arte! Não é ! O público não quer ver isso !
    O número de espaços que abrem as portas para esse tipo de “arte” hoje, seria pelo menos, cinco vezes maior, se se propuzessem a mostrar realmente arte.
    Esta é a minha opinião.

  21. Na arte se vc tirar a expressividade o que sobra? A inexpressividade…bem,me parece que os conceitos “beleza,harmonia e equilíbrio” são clara e objetivamente afeitos ao “decorativo”,mas não necessariamente ao “artístico”.A arte no sentido “absoluto” não tem compromisso com o “belo”,mas sim com a experimentação e a expressividade.O conceito “beleza” é relativo aos condicionamentos culturais de cada povo/indivíduo e harmonia e equilíbrio percepções decorrentes do mesmo.A sociedade vive na dialética dos eternos fluxos entre o criativo e o normativo.
    Moiciruanices de MOICIRUAM

    • Moiciruam, é verdade. Embora não aceite certas manifestações serem enquadradas como arte, reconheço que esta é uma percepção minha e não levei em conta a sua gigantesca amplitude. Dou a mão à palmatória. É muito bom ver em poucas palavras uma grande mensagem. Parabéns.
      Abração.
      lf/lua.

  22. Pouco conheço do assunto mas talvez como diria o glorioso rei do camarote pode parecer “uma inveja” mas sempre me incomoda o fato da supervalorização das coisas hj em dia. antes que me queimem na fugueira da santa inquisição digo que entendo todo o contesto cultural, técnico e espiritual que envolve a arte mas por exemplo me abisma uma pessoa pagar 1 mi de dólares em um quadro do Romero que no fim das contas só serve para alimentar egos e enfeitar ambientes do que um medico que e de uma importância vital ou um gari sim senhores um gari pois vivo muito bem sem Romero Brito, Picasso, Rembrandt entre outros mas não viveria uma semana sem um gari para levar nossa sujeira. Mas sei que esses artistas tem uma enorme importância cultural, ao que me refiro, como um todo no sistema capitalista e superdimensionar o valor das coisas, muitos dirão que arte não tem preço! pois pra mim uma pessoa que atras de um caminhão recolhe tudo o que a sociedade não deseja mais, isso sim não deveria ter preço pois pra vida o papel dele e muito mais importante do que qualquer artista.

  23. Ver os acadêmicos atuais torcerem o nariz para Britto me faz pensar na Europa no final do século XIX e na reação dos acadêmicos da época em relação a Arte Moderna.
    Meu intuito não é comparar o trabalho de Britto com o dos grandes nomes do movimento moderno, apenas ressaltar que não é de hoje que o “poder” de determinar o que é e o que não é válido como movimento artístico repousa nas mãos destes.

  24. Mesmo com tamanho pedantismo de alguns, Romero Brito ganha maior destaque quando tem o poder de gerar tão importante debate sobre tão importante tema: Ser ou não um artista, vender ou não suas obras. Tais questionamentos já existem desde os tempos de Tarsila do Amaral, portanto pode ser resquício do movimento modernista. Mas estamos no século 21 e a evolução cultural atravessa o tempo a uma velocidade muito grande e visível. Ser arte ou não ser não é a questão. A questão é incentivar a cultura através da arte em todos os seus aspectos levando-se como exemplos os grandes artistas visíveis ou invisíveis do nosso país: Hélio Oiticica, Burle Marx, Ligia Pape etc, etc…

  25. Não é considerado artista? Quem sabe quando ele morrer…

  26. A arte de Romero Britto é do tipo de arte que as pessoas acham lindas e entendem o que que está mostrando.
    …Será que esse é o erro? Será que se ele fizesse pinturas que o povo não conseguisse interpretar ele seria mais valorizado?
    O importante é que sua pintura é simplesmente linda, um colorido que nos encanta.

  27. Cristina Diniz |

    Minha opinião é que o Brasil tenha vários Romero Brito. Ele é um artista sim, a arte não tem uma forma exata de expressão. Ele é um guerreiro e está mostrando ao mundo que todos podem ter um espaço. Claro cada um na sua profissão e dons. A inveja pode bloquear as pessoas. Mas, o aplauso e respeito e não ser egoista e invejoso abre portas.
    Amo as cores alegres de Romero Brito

  28. Oi!!!

    Gostei muito do seu texto. Vi um pessoal falando mal dele em facebook, e fiquei confusa! Comecei a pesquisar o porque dele ser “ruim”, o google até completa automaticamente essa busca. Para responder a isso, todo mundo tá passando pela discussão do conceito de arte. Então, vamos lá… o que é arte? Não sou eu que vou definir, nem tenho nada que “oficialmente” me gabarite para isso, mas vou dizer o que acho da obra dele e porque, para mim, é arte, sim. Eu acho que o que ele produz transmite alegria, vivacidade. É um contraste à vida urbana, corrida, dos relacionamentos frios. As cores são vibrantes, são explosivas. Eu gosto! Previsível? Sim, mas não perde seu mérito. E pelo fato de transmitir algo, de trazer algo com que eu me identifico, eu considero arte.

  29. Ah, quando falei “falando mal dele”, me referia ao Romero Britto, não ao seu texto. Ficou ambíguo! hahahaha

  30. Excelente texto. Concordo que o único motivo para odiarem o Romero Britto é o fato de que ele ganha dinheiro com suas obras.

  31. Só os entendidos de arte aqui hein… kkkk

    O que Romero Brito faz são peças decorativas que combinam muito bem com um sofá por exemplo, agora chamar isso de arte já é de mais.

    Sério gente, arte não é subjeiva, vão estudar um pouquinho que vale a pena.

    Ps.: Teve alguem ai que comparou Romero Brito com Salvador Dalí… Tenho só uma coisa para te dizer… SHAME ON YOU!!!

    • Para sentir o valor de uma obra de arte não precisa ser acadêmico e nem tampouco um cordeirinho de ensinamentos acadêmicos. Basta que haja sensibilidade! Simples, né? É claro, que isso incomoda, e muito, quem não possui essa habilidade natural, e, por mais que tente, não consegue obtê-la, ainda que enfurnado, em “fontes” acadêmicas. Bobagem! Meu conselho: tentem outra praia. Arte é expressão do belo! Pode espernear à vontade! Não mudará absolutamente nada! Viva Romero Brito! Belíssimos Trabalhos !

  32. Só mais um detalhe: O que é ser “entendido de arte” ? kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk…….kkkkkkkkk

  33. Simplesmente perfeito! A peça que faltava para fechar o meu TCC de pós em Marketing.Com a sua licença…
    E ah, adorei o blog, voltarei aqui para conhecê-lo melhor.

  34. Gostaria de compartilhar com os fãs de Romero Britto , comprei para minha esposa uma Galocha do Romero Britto , sensacional , comprei nesse site , http://www.rgbolsas.com . Fica a dica.

  35. Adorei seu texto, penso um pouco parecido, até escrevi algo hoje (não com tamanha classe, feito tu, mas falei rs):

    “Aos amigos pseudo-cults, artista ”bonzão” ou simplesmente reprodutores de discursos: Qual o problema de vocês com o Romero Britto e sua arte?
    o simples fato de não gostar, tudo bem, é perfeitamente compreensível (deve ter gente que não gosta do Dalí, por exemplo). Mas o que vejo é quase um ‘anti romerismo’ onde vigora uma máxima: se você se diz artista, entende ou aprecia arte ou no mínimo tem bom senso, você não gosta das figuras multi coloridas do Romero.

    Fico pensando que isso pode ser um ‘medo’ do que é simples no meio artístico, como se arte tivesse sempre que representar algo complexo, misterioso, indecifrável, cores frias, pertencer a um tempo passado e por aí vai.

    Nem sou fã do cara, mas pra mim, quem ”chega lá” com originalidade e ‘simplicidade’, tem meu respeito.

    Há Braços!”

  36. A arte é quebrar todas as regras, não importa se é chamativa ou discreta.
    Cursar arte pra mim é meio patetico, você vai aprender a ser programado ser controlado pelo que uns e outros querem vender e ditar como arte.
    Arte apelativa existe a seculos Britto não é o primeiro e nem o ultimo, a quantos e quantos anos homens pintam santos?
    Existe algo mais apelativo na arte que retratar Deus?
    Ao meu ver não!
    Deus vende e vende bem!
    Britto pra mim é um artista plastico sim, o fato dele preparar a tinta, criar seus desenhos meio copiados das cartilhas do ensino infantil, dar inumeras mãos de tintas ate chegar na cor ideal isso faz dele um artista!

  37. Texto fraco de quem não domina o assunto e através do achismo tentar sabotar um tema tão complexo como a arte.

    • Luiz Fernando Souto Maior |

      A título de esclarecimento, como é vista a arte por quem domina o assunto? Achismo ? Na arte, o que é achismo ? O que diferencia achismo de uma opinião “balisada”? Sabotagem, na arte? O que seria isto? Por favor, me esclareça isso !!!!!!!!!!

  38. Que me perdoe os cultos,pra mim Romero Britto é um copista de suas próprias obras…a sensação que dá é que quem viu uma, já viu todas!

    • Aquino Santos |

      Isso mesmo, Yara. A isso chamamos de “FÓRMULA”. Quando o canastra copia indiscriminadamente a si mesmo. Conforme comentei há pouco, isso é induzido pelos marchands para aumentar a produção. Então eles disseminam que isto é o “ESTILO” do “Artista”. Na verdade, estilo é como a letra de uma pessoa; só ela escreve ou pinta daquele jeito. Assim se reconhece o artista. Pela “letra pictórica do mesmo”. FÓRMULA é picaretagem pura.
      Abs.

  39. lucas piter alves costa |

    Toda forma de arte tem estética, mas nem toda forma que tem estética pode ser arte. Por mais bonita que seja uma maquiagem, ela não é arte, pois não faz parte do sistema de produção e recepção da arte (não há críticos de maquiagem e nem maquiagem no museu). Maquiagem está ligada à moda. E estética não quer dizer só beleza, harmonia e equilíbrio. Meu quarto tem isso e não é arte. O sistema da arte contém um contexto, público, uma corrente, críticos, obras e, claro, artistas. O que me preocupa não é o fato de dizerem que ele é arte, e sim o fato de chegarmos a tal ponto de produção cultural que permite ao menos ter dúvida se um trabalho como esse é arte. Isso sim é lamentável. Democratização da arte? Mentira, pois ele é caríssimo. E encontrar seus desenhos estampados numa galocha não significa que estou adquirindo uma obra de arte. Nem se eu comprar uma galocha com a estampa da Monalisa, isso não seria arte. Comparar Britto aos artistas modernos? Bom, eles tinham um propósito estético, político e reflexivo nos trabalhos. Britto sequer expressa qual é o seu propósito, que não seja ser consumido. Talvez Britto seja arte. Se sim, infelizmente, ele reflete como o atual sistema da arte tem funcionado, e como as regras da arte, como diria Bourdieu, têm favorecido esse tipo de artista. Particurlamente, eu prefiro ostentar em minha parede uma reprodução de Delacroix do que um original de Britto. Olho para um Monet, por exemplo, e vejo como ele conseguiu retratar seu contexto, questionar as técnicas vigentes, inovar e ainda ter a tal beleza que os corações mais ingênuos prezam na arte. Mas olho para Britto e só vejo uma capa de caderno ou um papel de presente. Arte lúdica? Talvez. O fato é que Britto existe como artista, e isso incomoda quem busca na arte mais do que mero enfeite.

    • Aquino Santos |

      Você tem toda a razão. Esse “artista” só ficou famoso porque um outro canastrão, só que do cinema hollyjewliano, comprou-lhe um ou dois quadros. A coisa se espalhou pela mídia globalista e o cara ficou famoso. O mesmo aconteceu com um tal de Siron Franco, outro canastrão. A mídia foi à uma galeria de Brasília e fotografou o Figueiredo comprando uma daquelas barbaridades. Pronto. Veio a fama. É o retrato em 3D da decadência da arte ocidental. O cara não tem talento nenhum. Arte pode e deve ser definida como sendo um método de se fazer algo. Um método que requer espiritualidade, amor intenso pela mensagem que se insere no produto, com talento, virtuosidade, atenção extremada ao resultado final. Uma obra de arte deve antes de tudo conter talento.
      Façamos uma comparação entre o DESTALENTO curriqueiro dos arteiros plásticos modernos com a música. Podemos comparar um desses borrocadores de quadros de pano seria equivalente a um compositor e pianista que compõe suas músicas num programa de computador que gera notas aleatórias sem tom (escala) algum, ou que toca o piano batendo com seu traseiro sobre o teclado. A mesma coisa acontece com os “artistas” do showbiz, tipo Madonna. A depravação em pessoa, que denigre nossa sociedade, incentiva os jovens ao sexo satânico, às drogas e até ao sadismo. Aquilo não é arte nem talento. É só isso: depravação e degeneração.

  40. Penso que estamos cheios de blablablá mais preocupados com nossos umbigos e com os umbigos dos (im)possíveis artistas do que com a arte no seu estado de vigor. A arte se põe para aquele que está disposto em escutá-la e isso exige um árduo trabalho de reflexão e intensificação de si…suspendendo o “eu” e se colocando em estado de doação com as possíveis poéticas que atravessam a vida.

  41. Como matar a “arte” de Romero Britto, cite Vik Muniz perto dele! ambos brasileiros radicados nos EUA, porém, a história e argumento de Vik é conhecida e plausível, já a do Romero…

  42. ROMERO BRITTO, É UM ARTISTA MTO CONHECIDO E ADMIRADO PELA SUA MANEIRA DE COLORIR OS SEUS TRABALHOS. EU NÃO CONHEÇO NINGUÉM QUE NÃO TENHA ADMIRAÇÃO POR ESSE ARTISTA. AS CRIANÇAS QDO QUEREM DESENHAR SÓ VÃO DE rOMERO bRITTO E EU FICO BOBA DE VER ESSA CRIATIVIDADE ESTAMPADA PELO PÚBLICO MIRIM PRA MIM É O MAIOR CRIADOR DE PINTURAS TE AMO rOMERO E TODA MINHA GALERA.GOSTARIA DE CONHECE-LO PESSOALMENTE E CONVIDÁ- LO PARA APRESENTÁ-LO AS CRIANÇAS DE ESCOLA QUE MUITO O VENERA. BEIJOS QUERIDO!!!!!

  43. Vocês que o jugam dizendo que Romero não é artista, são os mesmo que jugaram os artistas do século passado, quando é que essa inveja vai para meu Deus!!!!

  44. Ellen Apolinário |

    Para jugar (avaliar) uma obra e considera-la Arte temos que estabelecer critérios, eu não posso simplesmente dizer que aquilo não é arte e pronto.
    Se pensarmos sobre Romero Britto no geral, talvez ele seja um artista. Suas obras são classificadas como Pop Art ( Arte popular) já parou para pensar nas características desse movimento? Este representa imagens e símbolos de natureza popular. Lembra do Andy Warhol? pois é, seu trabalho era uma crítica ao excesso de consumismo.
    O problema é que Romero Britto não crítica nada. Sua obra enche os olhos com aquelas cores vibrantes e formas divertidas e isso atrai olhares e vontades, ou seja, o consumismo. (Isso é meio confuso) Mas, vivemos em um mundo capitalista ( comércio, industria, massividade).
    Mais por outro lado existe a subjetividade, suas obras apresentam fortes características do pais de origem do artista. Ex.: Cores quentes que remete ao calor (Pais Tropical) e de sua cidade natal recife ( o colorido do frevo e Maracatu), a natureza (Fauna e Flora) e as figuras felizes.
    Enfim, a partir dos meus critérios e minha avaliação ele é um artista.

  45. Aquino Santos |

    Quase toda a “arte moderna” é um monte de estrume. É a cria desfigurada do comunismo que fez de tudo para achincalhar e destruir a verdadeira arte; aquela em que o artista de fato se mostra alguém de real talento e virtuosidade em todo trabalho que realiza. A esquerda se incumbiu de ridicularizar pinturas maravilhosas tachando-as de “acadêmicas”. Da mesma forma que os marchands se dedicaram a prejudicar a carreira de milhares de artistas talentosos para dar lugar a um monte de canastrões e picaretas invejosos apenas para encher suas galerias e pagar o aluguel do mês seguinte. Como os artistas de talento produzem mais devagar, pois os trabalhos são mais complexos, os marchands preferem os que produzem toneladas de lixo. Com um bom papo, convencem o comprador de que o lixo que ele vende é arte legítima. O maior de todos os engôdos da arte moderna foi Picasso. O quadro mais famoso desse “artista”, Guernica foi dado como uma obra de protesto político contra os “tiranos franquistas”, mostrando uma guerra, supostamente o bombardeio de Guernica. Além de horroroso e de muito mau gosto, o quadro foi feito dois anos antes do conflito e representava uma homenagem à festa dos touros em Pamplona (você vê algum soldado naquele quadro?). Pois é. Romero Brito pinta belas padronagens de tecido e de canecos, alegres e coloridos. Mas para ser chamado de Pintor com “P maiúsculo, está muito longe. Pode ser um bom artista gráfico ou desenhista de padronagens para a indústria. Seus quadros não dizem, não expressam nada. Apenas peças meramente decorativas.
    Graças à demolição feita pelo comunismo na arte, as pessoas, principalmente os brasileiros não sabem o que é arte. Quando compram quadros (muito raramente) perguntam se a moldura é boa. Só depois é que, talvez, levem o lixo para casa.

    • Aquino Santos |

      Os críticos de arte não sabem nada. nem mesmo criticar. São os reis do lero-lero. Um bando de falastrões que denigrem um bom trabalho e muitas vezes destroem carreiras de gênios que se encolhem e choram suas frustrações sem sentido ou real culpa. Crítico em geral gosta mesmo é de jabá, isto é, grana. Pagou? Ah, aí tá tudo bem. O picareta “arteiro” faz uma bela cagada na tela e ele leva o sinistro às alturas. Vira um deus ou um gênio. Entretanto, a verdade vem à tona. Em pouco tempo o canastrão ou canastrona ficarão esquecidos. Esse é o destino dos que não tem talento ou que não nasceram para sustentar o título de Ídolo. Se juntarmos toda a produção arteira comunista do Brasil e do mundo daria para fazer um fogueira que chegaria à lua. O resultado é este. Hoje em dia o Brasil é o pior país para se vender arte. Ninguém gosta desse monte de bosta que se expõe nas poucas galerias que ainda restam abertas. O povo mais diletante tem medo de dizer que todo esse lixo pictórico é de mau gosto e que eles não entendem nada de arte. Todos tentam se enganar e aos demais. É por isso que só se valoriza pintor no Brasil quando este já morreu ou que ficou famoso por qualquer meio ou forma. Críticos e marchands são farinha do mesmo saco. São apenas uns enganadores. Deveriam ter vergonha do desserviço a que prestam à cultura artística no Brasil e no mundo todo também.
      Quem duvidar que procure a prova. Não será difícil encontrar.

  46. gostei d+++++++++++++

  47. Penso eu que além de todas as diferenças opostas a romero, ele continua sendo uma artista incrível, mesmo com “desenhos coloridos” o que não muda nada o tamanho do ranking mundial onde ele está. Romero faz o que ele ama, e por isso existem milhares de críticos contradizendo o modo de arte do mesmo, pensaste que se você fizesse o que você ama, e seria criticado por isso? Usaste o mínimo de empatia para pensar na situação dele? Tentaste entender o porquê de toda essa contradição? Bom, eu penso duas vezes antes de falar, o que pensar dos outros que falam por impulso, sem achar nenhuma prova concreta contra o pobre homem, que faz o que lhe bem entende e ama não o que lhe mandam fazer… artista é artista usando tinta ou não…

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  1. Por museus didáticos e críticos educadores - Isabellices | Isabellices - [...] escrevi contestando o ódio dos entendedores de arte por Romero Britto, quis menos validar a obra do artista e…

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