Mau atendimento médico
Eu tenho um bom histórico de maus atendimentos. No entanto, tenho uma experiência um tanto quanto diferente da da maioria da população. Eu não sou mal atendida em restaurantes e lojas: meu negócio são os consultórios médicos.
Quando tenho que ir ao médico, pego a lista do convênio, seleciono os endereços mais interessantes e vou jogando no Google médico por médico. Ganha pontos quem tem: 1) publicações científicas; 2) artigos publicados em revistas e 3) um site decente.
Apesar de tanta cautela, já me dei muito mal. Isto porque a grande maioria dos médicos conveniados não têm vida online, o que dificulta muito a minha pesquisa. Porque, afinal, pode ser que ele seja um médico péssimo e desatualizado ou apenas um senhorzinho simpático com toda sua vida acadêmica nas estantes da universidade e muito conhecimento na cachola.
Meu critério para definir se um médico é bom ou não é muito simples e muito difícil de ser alcançado: ele tem que estar disposto a solucionar meu problema. (Ponto para Dr. House!) Isto pode parecer óbvio, mas acredite que não é. Além disso, também é interessante que ele se entenda como médico e não como mecânico. Sabe aquele tipo que vê problema em tudo, praticamente quer trocar seu motor por um mais novinho? Então.
Certa vez resolvi ir a uma dermatologista aqui pertinho de casa. Joguei no Google e ela tinha alguns depoimentos em revistas femininas. Ponto para ela, lá fui eu.
Cheguei num consultório lotado de representantes de laboratórios (aliás, este é o grande mal dos dermatologistas e o que sempre me deixa com um pé atrás). Sentei, ela me perguntou qual era o meu problema e eu expliquei que queria que ela me receitasse um protetor solar diário e um creme para passar à noite.
Pois bem, ela não olhou minha pele e mandou a pérola: “Para o seu caso, são tantas sessões de peeling”. Oi? Como assim, amiga? Aqui da cadeira você já viu minha pele? Já percebeu que sou alérgica a um tipo de ácido? Então, ela me disse para buscar (no Google?) o nome do ácido que me deu alergia e retornar ao consultório. Estava me mandando embora sem protetor ou creme. Ela queria mesmo é que eu enchesse o bolsinho dela por fora do convênio. Coitadinha.
E não foi só isso: já caí nas garras de um endocrinologista desatualizado e ruim, nas de duas ginecologistas estúpidas, bem como de mais uma dermatologista com cara de açougueira e um consultório que mais parecia uma clínica clandestina de aborto.
Depois de tanta experiência na área, concluí que minha pesquisa pelo Google, em geral, não é um bom critério de seleção. O que realmente ainda funciona é alguma referência pessoal interessante do médico. Como nem sempre temos, cabe ressaltar que a classe médica ainda não se rendeu à internet. Nem os pacientes reclamões.
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13 comentários



Nossa, eu morro de medo de ir a qualquer tipo de médico assim, às escuras. Na verdade, mal gosto de ir em médico. Se não for por indicação de alguém próximo e confiável, eu não vou mesmo! Só se estiver morrendo de dor!
Esse negócio de convênio é super complicado, né? Durante a faculdade, vi alguns estudos (econômicos!) que mostram que há um tipo de seleção adversa com médicos que atendem convênio. Geralmente são médicos não muito bem sucedidos. Os bem sucedidos atendem no começo da carreira e depois de algum tempo, se dão ao luxo de não atender mais.
Mas aí sobram todos aqueles bons, em início de carreira, que atendem. E nós, clientes dos planos de saúde e pacientes, não conseguimos diferenciar!
Vou procurar a referência e te mando se encontrar…
Beijos!
É, às vezes eu paro pra pensar se os planos de saúde não são a prova viva de que o Diabo existe e os médicos são o seu instrumento de trabalho…
Tenho que confessar, nunca consegui passar por rum bom médico de convênio. Não assim, nessa facilidade. Isabella, vc já deveria ter desconfiado! Se vc liga pra marcar consulta em um médico do seu convênio e não precisa esperar mais de 3 meses para ser atendida… corre que é fria!
Mas essa dermatologista ganhou disparada! Entendi porque vc queria divulgar nome, sobrenome, estado civil, RF, CPF, endereço… Tremenda pilantra! Se a gente soubesse que denúncia no CRM dava resultado, era o caso. Mas não! O corporativismo lá é feio, e por isso mesmo é que ainda temos esse tipo de profissional por aí.
Eu penso como a Mari Hauer: médico, só por indicação. E acabo só conseguindo ir nos particulares. Infelizmente.
Bjs
Dona Isabellaaaaa!
ficou lindo seu novo blog (ainda n tinha visto!)!
enfim, acho que tive problemas com todas as dermatologistas que fui! além de demorarem, no mínimo, mais de uma hora pra eu entrar, ficam, no máximo, 5 minutos atendendo…! é um absurdo mesmo….
isso pq vc nao contou seu caso da nutricionista hauahauahuaha!
beeijoss!
aliás, arranje uma brecha na arte de ensinar para exercitar a circense que existe em vc!!!
Clínica clandestina de aborto, na verdade, tem cara de consultório médico de alto padrão =)
Olá Isabella,
Acabo de descobrir seu blog pelo Inagaki e achei muito interessante esse seu post. Sou acadêmica de medicina e nunca parei para pensar em como escolher um médico sem ter tal prerrogativa, e parando para pensar aqui concordo com sua reclamção. É impressionante como é comum o mau atendimento, claro que tenho uma certa noção do porque disso. Quando entramos na faculdade a primeira aula é sobre “desenvolvimento pessoal” mas antes mesmo que o curso acabe alguns são contaminados pelos maus exemplos, inclusive de alguns professores. Acho que o profissional médico se julga muito mal pago e acaba se sujeitando a uma rotina tão excruciante em busca de melhores rendimentos que a certo ponto ele está cansado, desgastado que acaba não alcançando a empatia do paciente. Essa é uma questão tão ampla, mas que já é discutida abertamente nas salas de aulas. Acho que os pacientes devem cada vez mais se manifestar acerca do que não os agrada. E se eu estivesse no seu lugar procuraria indicações de outras pessoas mesmo. Sobre os convênios nem me manifesto, porque confesso, não cheguei a esse nível da discussão por falta de conhecimento. Realmente uma vida on-line é rara hoje, mas acredito que não tanto daqui uns anos, mesmo assim dou um alerta: cuidado com médico que faz muita, excessiva, propaganda de si mesmo, a depender do texto ele pode cometer um deslize de ética.
Isabela, a questão de escolher um medico e muito complicada no Brasil, o fato do medico não atender convênio não quer dizer muita coisa, apenas que ele tem nome. Nome vem de familia e não de competência. Nem todos que escrevem em jornais e revistas são bons. Cuidado. Confie no que você acha e não nas indicações.
hoje em dia o dinheiro conta mais que a boa saude de seus pacientes quantas mulheres procuram bons medicos e caros e acabam morrendo por negligencia medica na mesa de cirurgia…
…não adianta procurar o mais caro ,se ele não é copetente o suficiente.
cintia
Quero deixar registrado o péssimo atendimento dado por uma ortopedista pois a mesma teve seu descanso interrompido para atender meu marido que estava em crise cheio de dores devido a trabalhar nos correios pegando peso e a mesma o atendeu com total indiferença sem nem toca-lo e ainda ao fim dele explicar a ela o que estava sentindo ela deu um ” eee” dando a mínima para o paciente onde passou duas injessões que não se deu o trabalho de dizer o que eram, não pediu raio x e nem tão pouco disse o que ele tinha onde pediu repouso e para ele não carregar peso. Terminou de atender uma senhora que estava no leito pegou sua bolsa, pois seu plantão já havia terminado e disse para ele tomar o remédio que foi receitado e foi embora.
Estamos indignados pois pagamos um plano de saúde para sermos atendidos por um médico que seja humano e não uma sra num scarpam de salto agulha que nem olha para o seu paciente onde deixo claro que se for possível e vou procurar saber se posso reclamar num orgão responsável pois o atendimento foi pior que o dado na rede pública.
Sua Retardada, você tem o que você merece!
Quer escolher a pessoa a quem você vai confiar a tua saúde pelo “GOOGLE”! Espero que você continue se ferrando até aprender! E quando valorizar a tua saúde, tenho certeza que suas necessidades serão atendidas, porque está cheio de profissionais capacitados! Com certeza, esses profissionais não precisam “se mostrar ou auto-promover” pela internet; e não fazem consulta pelo convênio, que paga menos ao médico do que com certeza você paga todo mês ao seu cabeleireiro sem reclamar! Abra os olhos!!!
Obrigada, querido Guilherme por ser o primeiro TROLL a comentar neste humilde blog!
Agora que já sou odiada, me sinto importante.
Obrigada, internet, sabia que um dia este reconhecimento viria!
Fico me perguntando se isso não é resultado(em certa medida) do que não ocorre nas faculdades de medicina. Uma vez vi um jornal da MED Pinheiros largado lá na biblio da Pedagogia. Se aqueles depoimentos de alunos ali eram verdadeiros mesmo, a palavra estarrecedor é pouco para descrever. Eu devia ter pego pra mim aquele jornalzinho!
Já passei por cada uma tb, e perdi minha mãe com câncer pq ninguém no convênio se dispos a examina-la corretamente, ai quando viram era tarde demais, o lance é só entupir de remédios e amostras grátis dos grandes conglomerados. Medicina assim é pajelança e olhe lá!
Ja me ferrei muito em médico também, que só faltava me chamar de “paciente número 14″. Mas acho que toda profissão tem isso, né? (No jornalismo, sei que têm).
Guilherme, siga o meu conselho e procure um psquiatra. E siga o seu próprio conselho e não procure no Google, pegue um bem competente.
Se bem que… Aparentemente, ser capacitado ou não já não fará muita diferença no seu caso. Tenta ir direto para o Prozac mesmo, talvez seja melhor – para você, não para o Prozac.
oi bom dia acabei de conhecer seu site e achei muito bom. Estou possessa com um medico arrogante e presunçoso. Meu marido sofreu um trauma na mão, aki no Rio Janeiro e difícil medico nessa especialidade o único que encontramos foi no barra life, bem mas próximo, e que também atende pelo nosso plano. tivemos a primeira consulta tudo bem. Ai mandou procuramos uma colega dele pra fazer uma luva especial (250,00), pagamos . Tudo bem, deu seu cartão e falou que qualquer coisa era só ligar pra ele. Se passados os 15 dias, hoje já com minha consulta pra retornar, Esta acontecendo uma paralisação de médico , consultórios não estão atendendo planos de saúde. Como eu moro longe, teria que ligar pra ela pra saber se atenderia, ligue no consultório e nada , a vi que tinha um numero de celular e ligue. Dei um bom dia , ai perguntei se iria atender hoje devido a essa paralisação, porque moro longe,ele nem deixou eu terminar de falar, perguntou o nome do meu marido e falou que não atenderia ele, porque aquele numero era particular dele, mas dai eu falei se esta aqui no cartão, pensei que era de trabalho. ai ele ficou mas louco ainda começou a falar mil coisas. nossa fiquei passada , acho que foi uma pergunta simples e obvia, não merecia ser tratada assim. sera que posso fazer alguma reclamação desse comportamento da parte dele, e também saber se agi errado?