“… o amor nasce nos olhos de quem é feliz…”
Era uma vez uma menina encantada e boba por um grupo (uma banda? uma trupe?) chamado O Teatro Mágico. Ela gostava, gostava muito, cantarolava as músicas em casa, tentava contatos, site, downloads, e-mails. Até que um dia… Um dia, um amigo seu foi a um show e trouxe um cd pra ela. Ah, a menina ficou muito feliz. Muito! Cantava mais ainda, mas ainda não tinha ido a um show deles. Por quê? Vai saber, a menina era também muito estranha! Nem ela sabia.
Um dia, decidiu: olhou a agenda da trupe, respirou fundo, comprou um ingresso e foi encarar seus medos. “E se eu não gostar?”, pensava. “Saio de fininho, por isso, vou sozinha”. A menina era tão estranha, mas tão estranha que não queria ninguém ao seu lado para não ser “influenciada”. É, a menina era também influenciável.
E foi. E amou. E, no fim do show, ficou num misto de timidez e alegria. Foi quando um cara, que fazia parte do grupo, veio conversar com ela. Ela conversou com ele, assim como falou com quase todos e pegou autógrafos e comprou dvds, cds e ganhou (!) um outro. E assim foi embora.
Alguns shows se passaram, a menina já estava curada de seu trauma de não querer ir a shows do grupo e de só querer ir sozinha e, então, passou a convidar pessoas para irem com ela. Nos shows, ela nunca mais viu o cara. Quer dizer, viu sim. Via sempre lá no palco, com seu violino. Ele nunca aparecia para conversar.
Um dia, ele apareceu. A menina, encantada, boba, estranha, influenciável e (também) tola, foi se apresentar novamente. Foi quando o cara disse: “Eu lembro, claro. Conversamos no seu primeiro show. No Sesc Ipiranga, não foi?”. A menina quase não acreditou. Como ele lembrava? Por que ele lembrava? E percebeu que este cara também devia ser estranho…
No show seguinte (sim, foram milhares), ela e o cara sentaram para conversar. Ele falava e ela tentava entender tudo. Ele falava de música, da indústria, contava sua história e a menina lá: toda encantada, boba, estranha, influenciável, tola e atenciosa. Não queria deixar passar uma vírgula. Ela percebeu que, além de tudo, ele era também muito inteligente.
E em meio a muitos shows, muitas conversas, alguns livros trocados, um carnaval “pulado”, uma virada cultural da pesada, três worksaraus, belas músicas, Octopus, muitas histórias, lindos contos, alguns segredos e outras tantas parcerias, a menina viu nascer uma amizade. Por isso, ela se sentiu no direito de pagar o mico de escrever para seu ídolo maior um monte de palavras desconexas só para registrar: FELIZ ANIVERSÁRIO.
Para Galdino, o maior artista que conheço. Um grande amigo que O Teatro Mágico me trouxe. Milhões de motivos mais para continuar sorrindo. E fazendo arte.
Minha eterna admiração… E um imenso “obrigada”! Por tudo.
Bella, Cruella, “True”, ela.
por Isabella Ianelli em 1/07/2009 | arte e cultura | 2 comentários
- … e eu disse a ele que nunca tinha visto uma estrela cadente daqui. Então, ficamos nós dois olhando para o céu e, em pouco tempo, vimos uma. Juntos!
- …
- Aí, decidimos que eu faria um pedido pra ele e ele faria um pedido pra mim. E que a gente só contaria qual foi o pedido quando este acontecesse. Não é bonito?
- É. E como você vai saber?
- O quê?
- O pedido. Se aconteceu…
- Ah! Ele é meu amigo, ué… Vou saber.
- Humm. E o que foi que você pediu?
- Pra ele?
- É.
- Não posso contar. Se conto, não acontece.
- Ah… É assim?
- Não sei. Mas, na dúvida, melhor não arriscar.
por Isabella Ianelli em 24/02/2009 | cotidiano | 4 comentários
Paulo diz:
abriu uma pizzaria na maria antonia, na frente da minha casa
Paulo diz:
é grega
Paulo diz:
é mto boa a pizza
Paulo diz:
se acredita que minha irma pediu meia rucula
Paulo diz:
e a rucula veio num potinho?????
Isabella diz:
HAHAHAHAHAHAHAHHAHA
Paulo diz:
pra por por cima da pizza pra nao estragar
Isabella diz:
aqui na mooca sempre vem em potinhos!
Paulo diz:
era mais facil eu pedir massa e comprar rucula no supermercado
Isabella diz:
hahahahahahahahahahhahha
Isabella diz:
MAIS BARATO!!!!!!!!!!!!!!!!!!
Paulo diz:
pior que foi caro pra cacete por causa dessa rucula
Paulo diz:
ai minha irma come 1 pedaco
Paulo diz:
e quer o meu
Paulo diz:
só pq eu nao como rucula
por Isabella Ianelli em 30/01/2009 | cotidiano | Comente!
Não sou tão feliz quanto pensam. Mas sou bem resolvida. E não sou infeliz! Não preciso estampar meus momentos de alegria pra todo mundo ver. Também não critico. É que não gosto. Quando tudo está muito bom, o melhor é comemorar quietinha. No máximo, dar uns gritinhos para os que me cercam. Estampar a alegria atrai… Atrai sei lá o que.
Quando eu voltava da faculdade com minhas amigas e o trânsito estava bom, tínhamos um código: a gente se olhava e ninguém podia comemorar. Incrível, bastava alguém dizer: “Nossa, hoje o trânsito tá bom, né?” e, no quarteirão seguinte, tudo estava parado. Então, ficávamos reféns do silêncio e da ausência de comemorações.
Mas chegávamos mais cedo em casa. O bom é que nos sobrava tempo para filosofarmos sobre a vida e sobre algumas besteiras também.
Não sou de comemorar.
por Isabella Ianelli em 20/01/2009 | arte e cultura, cotidiano | 4 comentários
“Para algumas pessoas, Deus dá um pouco de talento e muito dinheiro. Para outras, muito talento e muitos amigos.”
Poxa! E eu, como é que fico?
por Isabella Ianelli em 7/12/2008 | arte e cultura | 1 comentário