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Quando Nietzsche chorou
“- Um homem profundo precisa de amigos – começou ele, como se falasse mais para si do que para Breuer. – Se todo o resto falhar, sobrarão seus deuses. Mas eu não tenho amigos nem deuses. Eu, como você, tenho desejos e meu maior desejo é a amizade perfeita, uma amizade inter pares, entre iguais. Que palavras inebriantes, inter pares, palavras com tanto conforto e esperança para alguém como eu que sempre viveu só, que sempre procurou mas nunca encontrou sua outra metade. Às vezes, tenho me desabafado através de cartas para minha irmã, para amigos. Mas, quando encontro as pessoas face a face, sinto-me envergonhado e dou as costas. 
- Exatamente como está dando as costas para mim agora? – interrompeu Breuer.
- Sim – e Nietzsche quedou-se emudecido.

- Exatamente como está dando as costas para mim agora? – interrompeu Breuer.
- Sim – e Nietzsche quedou-se emudecido.
- Tem algo para desabafar agora, Friedrich?
Nietzsche, ainda espiando pela janela, acenou positivamente com a cabeça:
- Nas raras ocasiões em que não consegui agüentar a solidão e dei vazão a explosões públicas de lamento, odiei-me uma hora depois e me senti um estranho em relação a mim mesmo, como se tivesse perdido minha própria companhia. Também nunca permiti aos outros se desabafarem comigo… eu não estava disposto a assumir a dívida da reciprocidade. Evitei tudo isso… até o dia, é claro – voltou o rosto para Breuer – em que demos as mãos e concordamos com nosso estranho contrato. Você é a primeira pessoa com quem sempre mantive o rumo. E mesmo com você, de início, esperei traição.”
- Nas raras ocasiões em que não consegui agüentar a solidão e dei vazão a explosões públicas de lamento, odiei-me uma hora depois e me senti um estranho em relação a mim mesmo, como se tivesse perdido minha própria companhia. Também nunca permiti aos outros se desabafarem comigo… eu não estava disposto a assumir a dívida da reciprocidade. Evitei tudo isso… até o dia, é claro – voltou o rosto para Breuer – em que demos as mãos e concordamos com nosso estranho contrato. Você é a primeira pessoa com quem sempre mantive o rumo. E mesmo com você, de início, esperei traição.”
Irvin D. Yalom
Quando Nietzsche chorou
Esse tal…
Meu namorado que me desculpe, mas eu tenho alguma coisa com esse tal de Ivam Cabral…
Ele postou em seu blog um texto com o título: “Sou ou não sou um cara feliz?”. Apenas comentei, tiete que sou:
[isabella] ora, ivam…! eu é que sou feliz! veja só: sou chamada de linda pelo meu ídolo… ! sou sua fã… já disse isso? grande beijo… 27/08/2008 00:50
RESPOSTA: isabella, você é incrivelmente linda e disse antes: sou teu fã.
RESPOSTA: isabella, você é incrivelmente linda e disse antes: sou teu fã.
Ai, alguém me segura: primeiro “linda”, depois “incrivelmente linda”… E agora ele é meu fã? Mas ele é o IVAM CABRAL…
Ai.

